15 fevereiro 2009

Que Igreja seremos - Aquele que anucia age com Graça

Introdução

Em que tipo de igreja estamos nos tornando? Uma igreja que fala a respeito de Jesus e de seu evangelho, ou uma igreja que se cala. Quais são as atitudes de quem anuncia Cristo? Será que as pessoas que anunciam o Evangelho demonstram atitudes comuns? Eu creio que sim. Existem atitudes que acompanham a vida daqueles que anunciam Cristo. Algumas delas são:

(1) Deixar-se guiar pelo Espírito Santo;
(2) Agir com Graça;
(3) Não fazer acepção de pessoas;
(4) Contar toda a história;
(5) Ser fiel à mensagem.

Nesse ponto eu quero ajudá-lo a entender algo muito importante: Essas atitudes não farão de você alguém que anuncia o Evangelho. Então você não deve encená-las para se tornar um anunciador de Cristo. A ordem é inversa: primeiro você se torna um anunciador do evangelho, então o Espírito passará a produzir essas atitudes em sua vida.

E o que eu faço para me tornar alguém que anuncia Cristo? Lembre-se do que vimos até agora: para anunciar Cristo, primeiro você deve se tornar um amigo bem próximo dele. Então, naturalmente, você falará com as outras pessoas sobre Jesus. Se você mergulhar nessa amizade com Cristo, então seu coração se encherá dele e sua boca falará dele. Porque a boca fala do que o coração está cheio.

Atitudes são modos de agir que o Espírito deseja produzir em você que é amigo de Jesus. Ele quer moldar o seu jeito de viver para que, ao anunciar Cristo, você seja usado para a realização do desejo do coração de Deus: salvar cada ser humano e toda a Criação da terrível armadilha (chamada pecado).

Anunciar Cristo é o resultado de nossa intimidade com Ele. Quando mais próximos formos Dele, mais o seu nome, seus pensamentos e seu jeito de ser estarão presentes em nós, nossas palavras e nossas atitudes. Deus deseja que ao anunciarmos Cristo façamos isso de forma plena. Por isso ele deseja produzir em nós um jeito de viver que nos ajude a salvar pessoas ao anunciarmos a salvação em Cristo.

Aquele que anuncia Cristo agirá com Graça

44 Jesus disse às multidões: "Se vocês confiarem em Mim, estarão verdadeiramente confiando em Deus. 45 Pois quando vêem a Mim, estão vendo Aquele que Me enviou. 46 Eu vim como uma Luz para brilhar neste mundo escuro, para que todos aqueles que ponham a sua confiança em Mim não fiquem na escuridão. 47 Se alguém Me ouvir e não Me obedecer, não Sou Eu o juiz dele - pois Eu vim salvar, e não julgar o mundo. 48 Mas todo aquele que Me rejeita e despreza a Minha mensagem, será julgado no Dia do Juízo pelas verdades que Eu tenho falado. 49 Porque estas não são minhas próprias idéias; pelo contrário, Eu tenho falado o que o Pai Me disse para falar a vocês. 50 E Eu sei que os ensinos dEle conduzem à vida eterna; por isso, tudo o que Ele Me manda dizer, Eu digo! " (Joh 12:44-50)

Dois modos de ver o evangelho

(A) Aqueles que rejeitarem a Cristo ficarão em trevas! Serão julgados no Dia do Juízo porque não aceitaram a verdade. Tenho que anunciar Jesus e mostrar para as pessoas que elas precisam fazer algo ou serão condenadas se rejeitarem a mensagem de Cristo. Tenho que fazer isso porque sei que sem Cristo elas estão mortas eternamente.

(B) Aqueles que confiarem em Cristo não viverão na escuridão, mas na luz! Quero apresentar Jesus (sua vida e suas idéias) para as pessoas e oferecer a elas a oportunidade de confiarem em suas palavras. Quero fazer assim porque sei que os ensinos de Cristo produzirão nelas uma vida que nunca termina.

· Ambos são verdadeiros?
· Estão nas palavras de Jesus?
· Os dois dizem a mesma coisa?
· Qual a diferença entre eles?

A primeira é uma trilha que leva a um sistema de Mérito. A segunda é um sinal de Graça. Mérito (Recompensa/Punição) ou Graça? Esses são dois modos não apenas de ver o evangelho de Cristo, mas de ver a vida como um todo. São como lentes coloridas que nos fazem ver o mundo uma ou de outra cor.

Mérito

Se você enxerga a vida pelas lentes do Mérito, este mundo é um lugar de regras, recompensas e punições. Quem vê a vida desta forma, considera que cada um deve recebe exatamente aquilo que merece para que a justiça seja feita. Erros implicam punições; acertos implicam recompensas. É uma lei simples que parece muito correta.

Quem vê a vida pelas lentes do mérito tem dificuldade de perdoar. Porque o perdão quebra essa regra. Perdoar é abrir mão do justo revide pela ofensa sofrida.

Ele me feriu e agora eu tenho o direito de feri-lo da mesma forma, mas em vez disso eu vou perdoá-lo. Então, o perdão quebra a lógica do mérito. Por isso quem “funciona” na base do mérito não consegue aceitar muito bem o desafio de perdoar; perdoar outra pessoa provoca nele um sentimento de estar sendo injustiçado.

Quem vive pelo mérito também tem dificuldade de lidar com os próprios erros. Muitas vezes é até bastante exigente consigo mesmo. Ainda que sejam perdoadas por outra pessoa ou por Deus, as pessoas que “funcionam” pelo mérito são capazes de se auto-punirem até terem a sensação de que “pagaram” todas as suas dívidas.

Pelo sistema do mérito, as pessoas são medidas por sua capacidade de fazer certo. Os grandes heróis do sistema de mérito são aqueles que conseguem obedecer ao maior número possível de regras e ostentar uma aparência o mais próxima possível da perfeição.

Quem enxerga o mundo pelas lentes do mérito está sempre se comparando com os outros em busca de encontrar e apontar as falhas alheias. Por isso é permanentemente tentado a apontar os erros dos outros como uma forma de se promover.

Graça

Pelas lentes da Graça o julgamento é colocado nas mãos do justo juiz e a salvação das pessoas se torna um propósito de vida.

Joh 12:47 Se alguém Me ouvir e não Me obedecer, não Sou Eu o juiz dele - pois Eu vim salvar, e não julgar o mundo.

Pelas lentes da Graça, as regras são ultrapassadas e a misericórdia é acrescentada à justiça, por meio de Cristo.

Joh 1:17 Porque Moisés só nos deu a Lei, com suas exigências rígidas e sua justiça sem misericórdia, enquanto Jesus Cristo nos trouxe, além disso, o perdão amoroso.

Pelas lentes da Graça, a falta dos outros não se torna um cavalo de batalha, mas os nossos olhos se voltam para nós mesmos.

41 E por que fazer tanta questão por causa do cisco no olho de alguém – uma pequena falta cometida - quando no seu há uma prancha? 42 Como você pode pensar em dizer-lhe: 'Irmão, eu o ajudo a livrar-se desse cisco do seu olho', quando você não pode ver além da prancha no seu? Fingido! Livre-se primeiro da prancha, e então talvez você possa ver o suficiente para cuidar do cisco do outro! Luk 6:41, 42

Pelas lentes da Graça, não são os que acham bonzinhos e justos que atraem o amor de Deus, mas sim aqueles que sabem ser pecadores, doentes, rejeitados, recriminados e indesejados.

Mar 2:17 Ouvindo isso, Jesus lhes disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores".

10 "Dois homens foram ao templo orar. Um deles era um fariseu orgulhoso, e o outro um desonesto cobrador de impostos. 11 O orgulhoso fariseu 'orava' assim: 'Eu Lhe agradeço, ó Deus, porque não sou um pecador como todos os demais, especialmente como aquele cobrador de impostos ali! Porque eu nunca engano os outros, eu não cometo adultério, 12 jejuo duas vezes por semana, e dou a Deus um décimo de tudo quanto ganho". 13 Mas o cobrador de impostos ficou em pé de longe e não tinha coragem nem para levantar os olhos ao céu quando orava, porém batia no peito com grande arrependimento, exclamando: ‘Ó Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador! ’ 14 Eu lhes digo que este pecador, e não o fariseu, voltou para casa perdoado! Porque os orgulhosos serão humilhados, as os humildes serão honrados. Luk 18:10-14

Pelas lentes da Graça, ninguém é capaz de manter-se completamente íntegro na presença de Deus por esforço próprio, mas somos todos alcançados pela Graça de Deus. Somos salvos pela Graça e devemos viver pela graça.

21 Agora, porém, Deus nos mostrou um caminho diferente para o céu - não o fato de sermos "bonzinhos" e procurarmos guardar suas leis, mas um novo caminho (ainda que não seja tão novo assim - realmente, pois as Escrituras falaram dele há muito tempo). Agora Deus diz que nos aceitará e nos absolverá - Ele nos declarará "sem culpa" - se nós confiarmos em Jesus Cristo para Ele tirar os nossos pecados.

22 E todos nós podemos ser salvos deste mesmo modo, vindo a Cristo, não importa o que somos ou o que temos sido. 23 Sim, todos pecaram; todos fracassaram, e não puderam alcançar o glorioso ideal de Deus; 24 no entanto, Deus nos declara agora "sem culpa" das ofensas que Lhe fizemos se confiarmos em Jesus Cristo, aquele que em sua bondade tira os nossos pecados gratuitamente.

25 Deus foi quem enviou Cristo Jesus para levar o castigo pelos nossos pecados, e assim por fim a toda a ira de Deus contra nós. Ele usou o sangue e a nossa fé como o meio de salvar-nos da sua ira. Deste modo Ele estava sendo completamente justo, mesmo que não tivesse castigado aqueles que pecaram em tempos passados. Isso porque Ele estava aguardando a chegada do dia quando Cristo viria e apagaria aqueles pecados.

26 E agora, também nos dias atuais, Ele pode receber pecadores do mesmo modo, porque Jesus tirou os pecados deles. Mas, não será injusto que Deus deixe libertos os criminosos e diga que eles são inocentes? Não, porque Ele age dessa maneira baseando-se na confiança que eles depositam em Jesus, aquele que tirou seus pecados.

27 Então, de que podemos nos gabar com respeito a fazermos alguma coisa para ganharmos a nossa salvação? Absolutamente de nada. Por quê? Porque a nossa absolvição não está baseada em nossas boas obras; está, sim, baseada naquilo que Cristo fez e na fé que temos nele. 28 Assim é que somos salvos pela fé em Cristo, e não pelas coisas boas que fazemos. Rom 3:21-28

Conclusão

O Espírito de Deus deseja que você abandone a lógica do mérito e olhe para a vida com as lentes da Graça.

Isso fará bem para sua vida. Tornará você uma pessoa com leveza de espírito e cheia de paz, porque descansará no amor de Deus, não nos seus esforços.

Também tornará a divulgação do evangelho de Cristo em um refrigério para a alma das pessoas que o cercam. Porque você não mais as acusará, mas as acolherá com amor e misericórdia.

As palavras que saírem de sua boca serão para o bem, para a edificação. Serão palavras de Graça, cheias de graça.

No seu trabalho, escola, faculdade, condomínio ou bairro, você será considerado como um oásis em meio ao deserto e muitas pessoas se aproximarão de você para beber da água viva. Aí você falará do seu amigo Jesus. Dirá o quanto Ele tem lhe feito bem e como é bom caminhar ao lado Dele. Então, o evangelho de Cristo será anunciado.

08 fevereiro 2009

Que Igreja seremos - Aquele que anucia é guiado pelo Espírito

Introdução

Se queremos ser uma igreja que fala, que anuncia o evangelho, precisamos primeiro compreender algumas coisas sobre o que é e o que não é anunciar o evangelho.

Anunciar o evangelho não é falar dos nossos esforços para nos tornarmos boas pessoas; não é falar de nós mesmos, mas é apresentar a pessoa de Jesus e o jeito dele de ver e viver a vida. Anunciar o evangelho é falar da alegria de nos sentir amados, mesmo quando nossos esforços fracassam.

Anunciar a salvação (disponível para todas as pessoas) não é algo que se decide fazer porque alguém falou que é necessário; mas é uma atitude que transborda de uma vida de amizade com Cristo. É como aqueles amigos tão próximos que um está sempre fazendo referência ao que o outro diz e pensa. Na verdade, falar de Jesus faz parte da vida daqueles que são próximos, íntimos, de Cristo.

Anunciar o evangelho não é uma opção. Anunciar Cristo não é um item a mais na relação de coisas certas que devemos fazer. Falar de Jesus é uma espécie de compulsão que os seus seguidores de Jesus realizam com muita alegria e naturalidade; parece que os seguidores de Jesus são pessoas a tal ponto tomadas pelos Seus ensinos e pelo Seu modo de viver que simplesmente não resistem à “tentação” de sempre colocá-lo no meio das histórias que vivem.

A Bíblia afirma que fomos alcançados pelo amor de Deus. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Ele nos atraiu.

Anunciar o evangelho é explicar o caminho que Deus usou para nos atrair até Ele. Em nossas histórias com Deus existe tristeza e felicidade, dúvidas e certezas, encontros e desencontros, vida e poesia. Por isso, anunciar Cristo é algo cheio de beleza e alegria que podem ser notadas quando falamos do nosso relacionamento com Ele; não é um fardo de responsabilidade que somos obrigados a levar sobre os ombros.

Como tem sido a sua história com Deus? Quais foram as estratégias que ele usou para atraí-lo? Como é que ainda hoje Ele fala com você? Anunciar o evangelho é contar o romance de sua caminhada com Deus.

Definitivamente, anunciar o evangelho não é um mero exercício de argumentação, com hipóteses, teses, provas, contra provas. Isso limita Deus, que não é incoerente, mas está além da lógica. Anunciar o evangelho é apresentar um mistério revelado nas vidas dos seguidores de Jesus.

O evangelho não é digno de confiança por que você é capaz de esboçar algumas “leis espirituais” e conduzir alguém a uma encruzilhada lógica em que ele precisa decidir o que fazer. O evangelho se torna digno quando nós o apresentamos como algo experimentado em nossas vidas; um modo de viver.

O evangelho não é um punhado de afirmações incontestáveis, mas é a revelação do coração compreensivo e amoroso de Deus a respeito das dúvidas e incertezas que assediam o coração humano.

O evangelho é a boa notícia de que Ele nos ama, que nos deseja junto Dele, e de que Ele providenciou um jeito (a morte substitutiva de Cristo) através do qual homens e mulheres tão desajustados como nós, podem, agora e na eternidade, permanecer ao lado Dele e encontrar paz.

8 Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. 9 E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. 10 Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: 11 Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Luk 2:8-11

9 Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. 10 O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. 11 "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Joh 10:9-11


Quais são as atitudes de quem anuncia Cristo?

Agora que já entendemos um pouco mais o que é e o que não é anunciar a Cristo, outra pergunta precisa ser feita. Existem atitudes que acompanham aqueles que anunciam o evangelho? Se existem, quais são elas. Eu creio que sim. Existem atitudes que acompanham os que anunciam Cristo. Hoje vamos relacionar algumas delas.

Nesse ponto eu quero ajudá-lo a entender algo muito importante. As atitudes que veremos hoje à noite não farão de você alguém que anuncia o Evangelho. Então você não deve buscá-las ou encená-las para se tornar um anunciador de Cristo. A ordem é inversa: se você é alguém que anuncia o evangelho, então essas atitudes farão parte de sua vida.

E o que eu faço para me tornar alguém que anuncia Cristo? Lembre-se do que vimos até agora: para anunciar Cristo, primeiro você deve se tornar um amigo bem próximo dele. Então, naturalmente, você falará com as outras pessoas sobre Jesus. Se você mergulhar nessa amizade com Cristo, então seu coração se encherá dele e sua bocar falará dele. Porque a boca fala do que o coração está cheio.

Como devemos considerar essas atitudes, então. Eu sugiro que você olhe para elas como modos de agir que o Espírito deseja produzir em você. O Espírito quer moldar o seu jeito de viver para que, ao anunciar Cristo, você cumpra plenamente o desejo do coração de Deus: salvar cada ser humano e toda a criação da terrível armadilha (chamada pecado).

Aquele que anuncia Cristo se deixará guiar pelo Espírito Santo

5 E assim a igreja crescia diariamente na fé e em número. 6 Logo depois eles viajaram através da Frígia e da Galácia, porque o Espírito Santo havia dito para eles não entrarem na província turca da Ásia para pregar naquela ocasião. 7 Por isso eles foram pelas fronteiras da Mísia até o Norte, na província de Bitínia, porém uma vez mais o Espírito de Jesus disse que não. 8 Portanto, em lugar disso, eles foram através da província da Mísia à cidade de Trôade. 9 Naquela noite Paulo teve uma visão. Em seu sonho ele viu um homem lá na Macedônia, na Grécia, suplicando: "venha para cá ajudar-nos". 10 Ora, aquilo decidiu a questão. Nós tínhamos de ir à Macedônia, porque só podíamos concluir que Deus estava nos mandando para pregar a Boa Nova ali. Act 16:5-10

Parece que o Espírito Santo deseja produzir em nós um modo de viver o dia-a-dia em que haja sensibilidade a Sua orientação. Parece que Ele deseja participar de forma ativa em nossas vidas.

Como foi que o Espírito Santo disse para eles não entrarem na província da Ásia? Não sabemos. Mas parece que Lucas, o escritor do livro não tinha dúvidas de que fora o Espírito quem falara com eles.

Por que eles viajaram pela Frígia e pela Galácia e resolveram ir pelas fronteiras da Mísia até o Norte, na província de Bitínia? Não sabemos. Mas Lucas diz que o Espírito de Jesus interferiu e novamente disse não. Como? Não sabemos.

No verso 9 Lucas relata que Paulo teve uma visão: um homem da macedônia dizendo: venha nos ajudar. Lucas diz que aquele sonho decidiu a questão. Eles foram à Macedônia porque “...só podíamos concluir que Deus estava nos mandando para pregar a boa nova.”

Uma questão que nós não podemos perder de vista é que o Espírito Santo esteve diretamente envolvido nas decisões que foram tomadas, mas não decidiu. Ainda cabia a eles tomarem as decisões.

Paulo e seus amigos não sabiam muito bem para onde ir. Eles acreditavam que Deus os chamara para anunciar Cristo, mas não sabiam exatamente por onde começar. Eles tentaram duas vezes, mas receberam nãos do Espírito Santo de uma forma que não foi relatada.

Ao final da narrativa, de forma surpreendente, Lucas afirma que eles concluíram que Deus os estava mandando para pregar as boas novas na Macedônia. O Espírito não falou claramente, mas deu orientações, interveio na história e os conduziu ao ponto em que eles precisavam tomar a decisão de confiar. Parece que Paulo e seus companheiros estavam aprendendo a ouvir a voz de Deus.

Quando olho para nós, para a igreja de Cristo no século XXI, acho que poucos são aqueles que sabem ouvir a voz de Deus.

Algumas questões a considerar:

a)Para sermos guiados pelo Espírito precisamos crer em sua existência e atuação. Precisamos nos tornar sensíveis à Sua presença e abertos a Sua intervenção.

Muitos batistas são arredios ao Espírito. Isso é simplesmente inadmissível. Sem a atuação sobrenatural do Espírito não existiria fé, não existiria Bíblia, não existiriam dons, não existiria Igreja. Precisamos resgatar a atuação sobrenatural do Espírito sem a qual não há salvação, nem transformação de vida.

b) Para sermos guiados pelo Espírito não há a necessidade de vivermos sem planos para a vida, mas precisamos estar dispostos a mudar nossos planos.

Considere o seguinte: sem plano de vôo, uma aeronave não tem direção certa. Ma se o seu plano de vôo não estiver aberto a mudanças, pode ser que você ao destino a que se propôs, mas não chegue aonde Deus gostaria que você chegasse.

c) Para sermos guiados pelo Espírito não podemos tentar controlar todas as circunstâncias de nossas vidas. É preciso aprender a conviver com a incerteza.

A incerteza é a escola da confiança. Quando todas as variáveis estão sob controle, não há lugar para a confiança, mas quando as incertezas aparecem, somos chamados a confiar. Aprender a confiar é o resumo de tudo o que Deus deseja nos ensinar.

d) Para sermos guiados pelo Espírito não devemos limitar Sua atuação. É preciso compreender que o Espírito, que é Deus, tem seus próprios caminhos. Ele não se limita ao que pensamos dele. Senão ao que Ele afirma de si mesmo nas Escrituras.

Jesus disse para Nicodemos que o vento sopra onde quer. Ninguém deveria tentar normatizar e restringir o Espírito. Se ele fala ao seu coração, ouça; Se ele fala através das Escrituras ouça; Se ele fala na pregação, ouça; se ele fala pelo testemunho de um irmão, ouça; se ele fala através de um sonho, ouça; se ele fala através de um livro, ouça; se ele fala através de uma canção, ouça.

e) Para sermos guiados pelo Espírito não devemos ter medo de sua orientação. Quando estivermos convictos de sua vontade, precisamos decidir com coragem.

Espírito estará presente ao seu lado por toda a sua vida. Mas há algo que Ele não fará por você: Ele não decidirá nada em seu lugar. É você que precisa tomar as decisões, porque é você quem precisa aprender a confiar. Quando Ele encher seu coração de convicção, decida. Ele estará ao seu lado para ajudá-lo em suas decisões.

Conclusão

Anunciar Cristo é o resultado de nossa intimidade com Ele. Quando mais próximos formos dele, mas o seu nome, seus pensamentos e seu jeito de ser estará presente em nós, nossas palavras e nossas atitudes.

Deus deseja que ao anunciarmos Cristo façamos isso de forma plena. Por isso ele deseja produzir em nós atitudes, um jeito de viver que nos ajude a salvar pessoas ao anunciarmos a salvação em Cristo.

Uma das atitudes que o Pai deseja produzir em nós é que nos deixemos guiar pelo Espírito Santo. Ele ensinou isso ao apóstolo Paulo e seus companheiros no início de seu ministério.

Não fique preocupado se você descobriu que ainda não sabe se deixar guiar pelo Espírito de Deus. Nós podemos começar a aprender a partir de agora.

a) Devemos nos tornar sensíveis à Sua presença e abertos a Sua intervenção;
b) Precisamos estar prontos para mudar nossos planos;
c) Precisamos aprender a conviver com a incerteza para aprender a confiar;
d) Precisamos compreender que o Espírito tem seus próprios caminhos;
e) Devemos decidir com coragem se temos convicção de Sua vontade.

01 fevereiro 2009

Que Igreja seremos - Fala e não te cales

Introdução

Há algumas semanas estamos pensamos sobre um grande tema: que igreja seremos? Que igreja seremos daqui a 5 ou 10 anos?

Seremos a igreja que decidirmos ser hoje!
Seremos, como igreja, o resultado daquilo que cada um de nós decidir ser hoje.

Seremos uma igreja que ama, ou uma igreja que rejeita?
Seremos uma igreja que serve, ou uma igreja que apenas é servida?

Meu desejo com essas reflexões é conduzir-nos ao ponto de compreendermos que cada um de nós é igreja e que nossas atitudes pessoais influenciam o tipo de igreja que somos e seremos.

Também tenho aproveitado esse tema para estabelecer uma discussão muito necessária em nossos dias sobre como é a igreja que as Escrituras nos revelam e assim permitir uma espécie de comparação desta Igreja das Escrituras com a igreja em que estamos nos tornando.

Na verdade, tenho pensado em mudar o nome dessa série de estudos para a igreja em estamos nos tornando. Por que as nossas decisões no presente, aquilo que fazemos no agora, estão construindo nossa identidade como igreja.

· Se não nos importamos com o estudo sério das Escrituras, estamos nos tornando uma igreja que não valoriza a Palavra Revelada de Deus;

· Se não damos importância à oração, estamos nos tornando uma igreja que não acredita na ação sobrenatural de Deus.

· Se não consideramos as outras pessoas mais importantes que nós mesmos, estamos nos tornando uma igreja que não reconhece o tipo de amor que Cristo teve pelas pessoas;

· Se a nossa alma não se move com aqueles que estão sofrendo como miseráveis na periferia desta cidade, com o meninos que dormem e vivem nas ruas, estamos nos tornando uma igreja insensível que desconhece a compaixão de Cristo pelas multidões que sofrem;

· Se não nos incomodamos com o planeta destruído e queimado, com o lixo nos vias públicas e os rios poluídos, estamos nos tornando uma igreja sem amor pela criação de Deus.

· Se podemos viver nossas vidas sem nos importarmos com aqueles que sofrem em suas mentes e suas almas com idéias falsas sobre si mesmas e sobre Deus, afundados traumas, tristeza profunda, angústias e amarguras, então estamos nos tornando uma igreja egoísta.

· Se conseguimos conviver, em aparente paz, com os milhares de abortos feitos anualmente nesta cidade, com a agressão aos pequeninos dentre de seus lares, com os recém-nascidos jogados no lixo, com as pequeninas que vendem seus corpos, ainda de criança, na av. beira mar, estamos nos tornando uma igreja sem compromisso com a vida abundante que Cristo veio oferecer.

Meus irmãos, se estamos vivendo dessa maneira, nós precisamos, corajosa e humildemente, admitir que estamos nos tornando uma imitação barata da Igreja que as Escrituras nos revelam.

Ainda que vejamos saída para nossas próprias vidass, ainda que não tenhamos esperança na transformação daqules que andam ao nosso lado, ainda que a igreja, por um tempo pareça algo estranho ao evangelho de Cristo, ainda assim, eu acredito com toda minha alma que o Senhor não fracassará. Um dia Ele apresentará sua Igreja santa, perfeita e imaculada diante do Pai.

No capítulo 6 livro de Apocalipse, o apóstolo João viu um livro, um rolo escrito dos dois lados. Neste rolo estava registrado o final da história como a conhecemos. Qual o final da história? Final de morte, ou final de vida? Como será a igreja? Uma farsa ou o corpo santo de Cristo?

Quando todos lamentavam porque não havia ninguém nos céus e na terra que fosse digno para desatar os lacres do livro e revelar o fim da história da humanidade, eis que surgiu o Cordeiro. O cordeiro de Deus.

1 Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. 2 Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? 3 Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; 4 e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. 5 Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Rev 5:1-5

Ele tem a história em suas mãos. Ele intervirá em nossas vidas permitindo ou mesmo produzindo situações que nos transformaram à imagem dele mesmo: Essa é a minha Esperança.

Falar ou Calar


Em que tipo de igreja estamos nos tornando? Uma igreja que fala a respeito de Jesus e de seu evangelho, ou uma igreja que se cala.

(1) Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. (2) Ali, encontrou um judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los (3) e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas.

(4) Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos. (5) Depois que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou exclusivamente à pregação, testemunhando aos judeus que Jesus era o Cristo. (6) Opondo-se eles e lançando maldições, Paulo sacudiu a roupa e lhes disse: "Caia sobre a cabeça de vocês o seu próprio sangue! Estou livre da minha responsabilidade. De agora em diante irei para os gentios".

(7) Então Paulo saiu da sinagoga e foi para a casa de Tício Justo, que era temente a Deus e que morava ao lado da sinagoga. (8) Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor, ele e toda a sua casa; e dos coríntios que o ouviam, muitos criam e eram batizados. (9) Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: "Não tenha medo, continue falando e não fique calado, (10) pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade". (11) Assim, Paulo ficou ali durante um ano e meio, ensinando-lhes a palavra de Deus. (Act 18:1-11)


Não tenha medo. Fale. Não se cale. Eu estou com você. Ninguém lhe fará mal. Tenho muita gente nesta cidade. Essas foram as palavras de encorajamento dadas a Paulo pelo Senhor. Nós também precisamos dessas palavras hoje.

Não tenha medo

Quando as vozes se levantarem contra Verdade da salvação, da libertação e da vida abundante que há em Cristo, não tenha medo. Não tenha medo quando as portas se fecharem por causa do seu compromisso com Cristo; não tenha medo se xingamentos e desprezo o acompanharem.

Ao anunciar Jesus, Paulo enfrentou oposição e foi amaldiçoado por seus compatriotas, judeus como ele.

Fale

Fale do que Cristo tem feito em sua vida. Fale das mudança que Ele tem feito em você. Fale do sentido que vida tem por causa de Jesus. Fale do socorro que você tem achado nele. Fale da paz que existe para quem confia nele. Fale da vida eterna que está preparada. Fale o que Jesus pensa da vida, da morte, das pessoas, do amor, da natureza, do dinheiro, das autoridades... fale em nome de Jesus. Fale o que ele falaria.

Não se cale

Não se encolha. Não fique omisso quando a verdade ocultada. Não fique quieto quando a vida for ameaçada. Não se cale diante da injustiça e dos mal tratos. Não emudeça diante da agressão gratuita e da prepotência. Não se cale diante dos desmandos omissões. Fale em nome de Jesus. Fale o que ele falaria.

Ele está com você

Cristo está com você enquanto você fala dele para outras pessoas. Ele não o abandonará jamais. Ele dará força e coragem para você falar. Ele o levará aos lugares certos e colocará as palavras certas em sua boca. Foi essa sua promessa aos seus apóstolos.

14 Mas convençam-se de uma vez de que não devem preocupar-se com o que dirão para se defender. 15 Pois eu lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversários será capaz de resistir ou contradizer. Lucas 21:14,15

Mat 28:20 ...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.


Você não poderá contar comigo a todo momento, você não poderá contar com as pessoas que amam você a todo o momento, mas você poderá contar com Jesus em todos os momentos. Ele está com você.

Ninguém lhe fará mal

Nada acontecerá com você que não tenha sido permitido por Deus. Certa vez Jesus disse o seguinte:

26 “Mas não tenham medo daqueles que ameaçam vocês. Porque está chegando à hora em que a verdade será revelada: os golpes secretos deles se tornarão informação pública”. 27 “O que Eu lhes digo agora enquanto está escuro, gritem ao vento quando amanhecer. O que Eu cochicho nos seus ouvidos, proclamem em público! ” 28 “Não tenham medo daqueles que só podem matar o seu corpo - mas não podem tocar na alma de vocês! Temam apenas a Deus, que pode destruir no inferno a alma e o corpo juntos”. Mat 10:26-28

O Senhor tem muita gente nesta cidade

Ainda há muitos que ouvirão o evangelho de Cristo o aceitarão o filho de Deus como seu Senhor e Salvador. Ainda há muitos que se tornarão nossos irmãos em Cristo e terão seu pecados perdoados por Cristo Jesus, terão suas vestes lavadas pelo sangue do Cordeiro, aquele que é digno de abrir o selos.

Ainda há muitas pessoas na cidade de Fortaleza que invocarão o nome do Senhor e serão salvas.

Rom 10:14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue (anuncie)?

Conclusão

Em que tipo de igreja estamos nos tornando: uma igreja que fala ou uma igreja que se cala?

Que tipo de discípulos somos nós: discípulos mudos ou discípulos que anunciam o evangelho de Cristo.

Aquele que é digno de abri os selos...
Aquele que prometeu ficar ao nosso lado...
Aquele que prometeu sussurrar as palavras...
Aquele que veio salvar, não condenar...

Esse mesmo quer usar a mim e a você para anunciarmos as boas novas, o evangelho da salvação que há em Cristo Jesus. Não precisamos mais fugir do Senhor. Em Cristo, podemos agora nos achegar a Ele e seremos acolhidos com amor e carinho pelo Deus que tem a respeito de nós pensamentos de Paz.

Que nos tornemos, todos, boca de Deus.
E através de nossa vida Cristo seja reconhecido e adorado.

Que igreja seremos: Anunciar ou Calar?

Introdução

Há algumas semanas estamos pensamos sobre um grande tema: que igreja seremos? Que igreja seremos daqui a 5 ou 10 anos?

Seremos a igreja que decidirmos ser hoje!
Seremos, como igreja, o resultado daquilo que cada um de nós decidir ser hoje.

Seremos uma igreja que ama, ou uma igreja que rejeita?
Seremos uma igreja que serve, ou uma igreja que apenas é servida?

Meu desejo com essas reflexões é conduzir-nos ao ponto de compreendermos que cada um de nós é igreja e que nossas atitudes pessoais influenciam o tipo de igreja que somos e seremos.

Também tenho aproveitado esse tema para estabelecer uma discussão muito necessária em nossos dias sobre como é a igreja que as Escrituras nos revelam e assim permitir uma espécie de comparação desta Igreja das Escrituras com a igreja em que estamos nos tornando.

Na verdade, tenho pensado em mudar o nome dessa série de estudos para a igreja em estamos nos tornando. Por que as nossas decisões no presente, aquilo que fazemos no agora, estão construindo nossa identidade como igreja.

• Se não nos importamos com o estudo sério das Escrituras, estamos nos tornando uma igreja que não valoriza a Palavra Revelada de Deus;

• Se não damos importância à oração, estamos nos tornando uma igreja que não acredita na ação sobrenatural de Deus.

• Se não consideramos as outras pessoas mais importantes que nós mesmos, estamos nos tornando uma igreja que não reconhece o tipo de amor que Cristo teve pelas pessoas;

• Se a nossa alma não se move com aqueles que estão sofrendo como miseráveis na periferia desta cidade, com o meninos que dormem e vivem nas ruas, estamos nos tornando uma igreja insensível que desconhece a compaixão de Cristo pelas multidões que sofrem;

• Se não nos incomodamos com o planeta destruído e queimado, com o lixo nos vias públicas e os rios poluídos, estamos nos tornando uma igreja sem amor pela criação de Deus.

• Se podemos viver nossas vidas sem nos importarmos com aqueles que sofrem em suas mentes e suas almas com idéias falsas sobre si mesmas e sobre Deus, afundados traumas, tristeza profunda, angústias e amarguras, então estamos nos tornando uma igreja egoísta.

• Se conseguimos conviver, em aparente paz, com os milhares de abortos feitos anualmente nesta cidade, com a agressão aos pequeninos dentre de seus lares, com os recém-nascidos jogados no lixo, com as pequeninas que vendem seus corpos, ainda de criança, na av. beira mar, estamos nos tornando uma igreja sem compromisso com a vida abundante que Cristo veio oferecer.

Meus irmãos, se estamos vivendo dessa maneira, nós precisamos, corajosa e humildemente, admitir que estamos nos tornando uma imitação barata da Igreja que as Escrituras nos revelam.

Ainda que vejamos saída para nossas próprias vidass, ainda que não tenhamos esperança na transformação daqules que andam ao nosso lado, ainda que a igreja, por um tempo pareça algo estranho ao evangelho de Cristo, ainda assim, eu acredito com toda minha alma que o Senhor não fracassará. Um dia Ele apresentará sua Igreja santa, perfeita e imaculada diante do Pai.

No capítulo 6 livro de Apocalipse, o apóstolo João viu um livro, um rolo escrito dos dois lados. Neste rolo estava registrado o final da história como a conhecemos. Qual o final da história? Final de morte, ou final de vida? Como será a igreja? Uma farsa ou o corpo santo de Cristo?

Quando todos lamentavam porque não havia ninguém nos céus e na terra que fosse digno para desatar os lacres do livro e revelar o fim da história da humanidade, eis que surgiu o Cordeiro. O cordeiro de Deus.

1 Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. 2 Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? 3 Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; 4 e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. 5 Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Rev 5:1-5

Ele tem a história em suas mãos. Ele intervirá em nossas vidas permitindo ou mesmo produzindo situações que nos transformaram à imagem dele mesmo: Essa é a minha Esperança.

Falar ou Calar

Em que tipo de igreja estamos nos tornando? Uma igreja que fala a respeito de Jesus e de seu evangelho, ou uma igreja que se cala.

(1) Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. (2) Ali, encontrou um judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los (3) e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas.

(4) Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos. (5) Depois que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou exclusivamente à pregação, testemunhando aos judeus que Jesus era o Cristo. (6) Opondo-se eles e lançando maldições, Paulo sacudiu a roupa e lhes disse: "Caia sobre a cabeça de vocês o seu próprio sangue! Estou livre da minha responsabilidade. De agora em diante irei para os gentios".

(7) Então Paulo saiu da sinagoga e foi para a casa de Tício Justo, que era temente a Deus e que morava ao lado da sinagoga. (8) Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor, ele e toda a sua casa; e dos coríntios que o ouviam, muitos criam e eram batizados. (9) Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: "Não tenha medo, continue falando e não fique calado, (10) pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade". (11) Assim, Paulo ficou ali durante um ano e meio, ensinando-lhes a palavra de Deus. (Act 18:1-11)


Não tenha medo. Fale. Não se cale. Eu estou com você. Ninguém lhe fará mal. Tenho muita gente nesta cidade. Essas foram as palavras de encorajamento dadas a Paulo pelo Senhor. Nós também precisamos dessas palavras hoje.

Não tenha medo

Quando as vozes se levantarem contra Verdade da salvação, da libertação e da vida abundante que há em Cristo, não tenha medo. Não tenha medo quando as portas se fecharem por causa do seu compromisso com Cristo; não tenha medo se xingamentos e desprezo o acompanharem.

Ao anunciar Jesus, Paulo enfrentou oposição e foi amaldiçoado por seus compatriotas, judeus como ele.

Fale

Fale do que Cristo tem feito em sua vida. Fale das mudança que Ele tem feito em você. Fale do sentido que vida tem por causa de Jesus. Fale do socorro que você tem achado nele. Fale da paz que existe para quem confia nele. Fale da vida eterna que está preparada. Fale o que Jesus pensa da vida, da morte, das pessoas, do amor, da natureza, do dinheiro, das autoridades... fale em nome de Jesus. Fale o que ele falaria.

Não se cale.

Não se encolha. Não fique omisso quando a verdade ocultada. Não fique quieto quando a vida for ameaçada. Não se cale diante da injustiça e dos mal tratos. Não emudeça diante da agressão gratuita e da prepotência. Não se cale diante dos desmandos omissões. Fale em nome de Jesus. Fale o que ele falaria.

Ele está com você

Cristo está com você enquanto você fala dele para outras pessoas. Ele não o abandonará jamais. Ele dará força e coragem para você falar. Ele o levará aos lugares certos e colocará as palavras certas em sua boca. Foi essa sua promessa aos seus apóstolos.

Luk 21:14 Mas convençam-se de uma vez de que não devem preocupar-se com o que dirão para se defender.
Luk 21:15 Pois eu lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversários será capaz de resistir ou contradizer.

Mat 28:20 ...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.


Você não poderá contar comigo a todo momento, você não poderá contar com as pessoas que amam você a todo o momento, mas você poderá contar com Jesus em todos os momentos. Ele está com você.

Ninguém lhe fará mal

Nada acontecerá com você que não tenha sido permitido por Deus. Certa vez Jesus disse o seguinte:

Mat 10:26 “Mas não tenham medo daqueles que ameaçam vocês. Porque está chegando à hora em que a verdade será revelada: os golpes secretos deles se tornarão informação pública”.
Mat 10:27 “O que Eu lhes digo agora enquanto está escuro, gritem ao vento quando amanhecer. O que Eu cochicho nos seus ouvidos, proclamem em público! ”
Mat 10:28 “Não tenham medo daqueles que só podem matar o seu corpo - mas não podem tocar na alma de vocês! Temam apenas a Deus, que pode destruir no inferno a alma e o corpo juntos”.


O Senhor tem muita gente nesta cidade

Ainda há muitos que ouvirão o evangelho de Cristo o aceitarão o filho de Deus como seu Senhor e Salvador. Ainda há muitos que se tornarão nossos irmãos em Cristo e terão seu pecados perdoados por Cristo Jesus, terão suas vestes lavadas pelo sangue do Cordeiro, aquele que é digno de abrir o selos.

Ainda há muitas pessoas na cidade de Fortaleza que invocarão o nome do Senhor e serão salvas.

Rom 10:14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue (anuncie)?

Conclusão

Em que tipo de igreja estamos nos tornando: uma igreja que fala ou uma igreja que se cala?

Que tipo de discípulos somos nós: discípulos mudos ou discípulos que anunciam o evangelho de Cristo.

Aquele que é digno de abri os selos...
Aquele que prometeu ficar ao nosso lado...
Aquele que prometeu sussurrar as palavras...
Aquele que veio salvar, não condenar...

Esse mesmo quer usar a mim e a você para anunciarmos as boas novas, o evangelho da salvação que há em Cristo Jesus. Não precisamos mais fugir do Senhor. Em Cristo, podemos agora nos achegar a Ele e seremos acolhidos com amor e carinho pelo Deus que tem a respeito de nós pensamentos de Paz.

Que nos tornemos, todos, boca de Deus.
E através de nossa vida Cristo seja reconhecido e adorado.

03 dezembro 2008

Que igreja seremos – Servir ou ser servido 2



Introdução

Que igreja seremos no futuro? As decisões que fazemos hoje é que determinam o tipo de igreja que seremos. Planos e projetos são bons, mas não são suficientes para dar direção a uma igreja. A direção de uma igreja é o resultado da decisão de cada um de nós.

Seremos uma igreja que serve ou é servida?
Qual é a sua decisão, servir ou ser servido?

O serviço que agrada o coração do Senhor é voluntário.

• Quem serve por obrigação não tem liberdade é um escravo contra a própria vontade.

• Quem serve pelo pagamento é um empregado que é remunerado pelo que faz, recebe o pagamento do seu serviço e nada mais tem a requerer

• Quem serve voluntariamente, por livre vontade, é um parceiro de Deus na restauração do mundo que Deus planejou para nós.

Quando o serviço ao Senhor (tanto faz, se dentro ou fora da igreja) é prestado de forma espontânea, isso alegra o coração do Pai. Foi esse o exemplo que Jesus deixou quando serviu ao Deus Pai com sua vida.

(14) "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; (15) assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. (16) Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. (17) Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. (18) Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".( Joh 10:14-18 - NVI)

Nesta igreja, o serviço tem sido, e queremos que seja sempre, voluntário. Temos aberto mãos das estratégias que pressionam as pessoas a servir, porque cremos que o Senhor se agrada quando usamos os dons, talentos e recursos que temos voluntariamente.

Não somos nem devemos nos portar como crianças que precisam ser forçadas a fazer as coisas que precisam e devem ser feitas. Devemos nos tornar adultos responsáveis que vêem as necessidades do Corpo de Cristo e se colocam à disposição para servir.

Aqueles que são obrigados a servir ficam esperando que o “feitor” venha dar as ordem e dizer o que deve ser realizado; se o feitor não vier, ótimo. São incapazes de tomar a iniciativa de alguma coisa porque isso só traria mais trabalho para eles, que servem por que se sentem obrigados.

Mas aqueles que decidem servir voluntariamente, como Jesus, ficam de olhos abertos para as oportunidades de participar com seus dons e talentos.

Aqueles que servem pelo pagamento vivem de relógio em punho para contar cada minuto que “trabalham”. Têm um expediente a cumprir, mas não estão dispostos a passar um segundo a mais que seja do contratado. Se servem no sábado, não vem no domingo; se vêm em um domingo, não vêm no outro. E quando termina o seu “expediente” só pensam em voltar para casa.

Mas aqueles que decidem servir voluntariamente, como Jesus, estão sempre à disposição. Estão sempre comprometidos com Reino, porque para eles servir não é para receber nada, é para dar tudo.

Que igreja seremos – Servir ou ser servido 1

Introdução

Que igreja seremos no futuro? As decisões que fazemos hoje é que determinam o tipo de igreja que seremos. Planos e projetos são bons, mas não são suficientes para dar direção a uma igreja. A direção de uma igreja é o resultado da decisão de cada um de nós.

Seremos uma igreja que serve ou é servida?
Qual é a sua decisão, servir ou ser servido?

Nós sabemos que decisão devemos tomar, mas saber a decisão certa não muda nada na vida da gente. O que muda é tomar a decisão certa.

A maioria de nós é capaz de falar muitas coisas bonitas sobre servir, mas poucos são aqueles que se colocam a serviço dos outros. Por quê?

Como cristão conhecemos o valor do servir, mas na prática não nos sentimos atraídos por ele porque nos sentimos diminuídos quando servimos.

Em nossa forma de pensar, servir é uma falta de opção. Nossos filhos são treinados e orientados para estudar e progredir na vida. Esse progresso é sinônimo de ter o que quiser e ser servido pelas outras pessoas.

Na economia o serviço é um bem que é vendido e comprado. Quem não possui propriedades e não tem dinheiro acumulado, vende os seus serviços para sobreviver,

Para muitas pessoas o serviço é considerado uma humilhação porque a posição social de quem serve está ligada ao status do escravo: alguém que não tem liberdade, que é obrigado a fazer aquilo que os outros se negam a realizar.

Por esses e outros motivos, servir soa tão mal aos nossos ouvidos.

Jesus e o serviço

Que tipo de pessoa você quer ser? Alguém que serve ou alguém que é servido? O que realmente é melhor para nós? Qual a melhor decisão para a sociedade? Qual é o tipo de atitude que nos tornará parceiros de Deus para restaurar o mundo que ele planejou para nós?

Precisamos olhar para Jesus. Ele tem uma forma própria de considerar essa questão. A maneira de Jesus ver a decisão entre servir e ser servido é revolucionária porque vai contra o senso comum da humanidade.

Acontece que esse senso comum foi afetado pela nossa distância de Deus e do projeto dele para nós. Por isso, não podemos confiar nele. É preferível confiar em Jesus e no jeito como ele ver todas as coisas, inclusive quanto a essa tensão entre servir e ser servido.

Hoje vamos ver dois textos que nos ajudarão a conhecer melhor a opinião do Filho de Deus sobre servir e ser servido. O primeiro está no evangelho de Marcos 10:32-41 e o segundo é João 13:1-17.

(32) Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: (33) Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; (34) hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará. (Mar 10:32-34)

Era um clima tenso e cheio de apreensões. Jesus e seus discípulos estavam indo em direção a Jerusalém onde uma multidão de peregrinos de todas as partes se reunia todos os anos.

Jesus sabia que aquela seria sua última viagem a Jerusalém e passou a compartilhar com seus discípulos os acontecimentos que estavam prestes a ocorrer. Jesus não queria que eles estivessem à parte do plano de Deus.

Os sacerdotes e escribas judeus fariam um complô para prender Jesus e condená-lo à morte. Depois disso, Jesus seria entregue aos romanos para que a sentença fosse cumprida.

Além disso esse seria um momento de humilhação e zombaria. Jesus seria alvo de pouco caso, seria cuspido em sinal de desprezo e depois de toda a tortura física e emocional, ele seria por fim morto. Dá quase pra ver o rosto triste e o semblante cabisbaixo dos discípulos ao ouvir a descrição de Jesus.

Tiago e seu irmão João, depois de ouvir tudo, dizem que têm algo a pedir para Jesus.

(35) Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. (36) E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? (37) Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.

Tiago e João estavam sintonizados em outro canal. Eles não compreendiam o agir de Deus. Para Eles não havia sentido naquilo que Jesus falava. Jesus era o messias vitorioso. Finalmente eles que estavam dominados pelos romanos seriam os dominadores. Jesus era o enviado de Deus. A questão mais importante para eles agora era: quem vai ser o segundo na hierarquia de poder do reino de Cristo?

Depois de três anos de caminhada lado ao lado com aqueles homens, ouvir o que Jesus ouviu dá vontade até de chorar. Mas Cristo, pacientemente, explica que eles não tinham noção do que estavam pedindo e que a preocupação deles com poder e posição não era saudável.

(38) Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? (39) Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado; (40) quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. (Mar 10:35-40)

Acontece que toda essa história não passou despercebida aos demais apóstolos. Os outros ficaram indignados com a atitude de Tiago e João. Como é que eles tiveram a coragem de falar com Jesus antes de nós!?

(41) Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João.

O pensamento de todos eles era o mesmo. O jeito que eles conheciam para fazer funcionar as coisas era com base no domínio e na opressão. Eles não queriam apenas libertar-se dos romanos, mas queriam se tornar eles mesmos os dominadores.

Dentro de nossas almas há uma enorme sede de controle e poder. Por quê. Porque somos inseguros e quando somos os maiorais, nos sentimos menos inseguros.

Um educador brasileiro chamado Paulo Freire, entendendo que a educação poderia libertar os oprimidos desenvolveu um método de alfabetização de adultos. Depois de anos de trabalho, ele afirmou algo que retrata essa sede da alma por dominar: quando o oprimido é libertado do opressor, ele assume o mesmo papel de opressão. O oprimido tem um opresso oculto em sua alma.

Jesus sabia disso. Então ele chamou os doze para perto de si para ensina algo a respeito de servir e ser servido.

(42) Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.

Jesus reconhece que há um senso comum na humanidade pelo qual a dominação é a única forma de fazer a vida funcionar. Ele admite que nosso mundo caído, que não se importa com as idéias de Deus sobre vida encontrou um jeito para as coisas acontecerem: uma cadeia de opressão e domínio.

Opressão e domínio não podem conviver com o serviço voluntário e amoroso. Opressão e domínio têm como resultado um serviço doloroso e cheio de amargura. O sistema do mundo em que vivemos funciona assim. O serviço é extraído à força das pessoas, que servem porque são obrigadas a fazê-lo.

Aqueles que tem poder, não usam seu poder para servir, mas para serem servidos. Quem tem autoridade, não a usa em benefício dos outros, mas em benefício de si mesmo. Aqueles que foram colocados em posição de domínio sobre as pessoas, usam essa posição para atingir seu próprios objetivos, não para servi-las.

(43) Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; (44) e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. (Mar 10:41-44)

É nesse ponto que vem a palavra revolucionária de Cristo: entre vós não é assim. Jesus chama aqueles homens para se tornarem parceiros de Deus na reconstrução do mundo como Deus imaginou.

No mundo que Cristo deseja restaurar a marca daqueles que têm um grande caráter é o serviço. Grandes não são aqueles que têm pessoas a sua disposição para cumprir suas ordens, mas sim aqueles que se colocam a serviço das pessoas que estão ao seu redor.

No mundo que Cristo deseja restaurar, grandes são aqueles que têm como se não tivessem e são como se não fossem, porque devolvem qualquer poder e qualquer autoridade que receberam de Deus em forma de serviço para as outras pessoas.

No mundo que Cristo deseja restaurar, os primeiros são aqueles que em suas vidas se consideram com a obrigação de servir às pessoas. Esses sãos os recebem o reconhecimento do Pai.

Conclusão

Essa é a opinião de Cristo. Na verdade, não apenas a opinião esse foi o modo de vida de Cristo. Não há dúvidas que é revolucionário e utópico aos olhos humanos, mas é assim que o Filho de Deus vê o mundo funcionando.

Pode ser que a vida tenha lhe tornado cético, porque ela realmente tem essa capacidade. Você já viveu tantas frustrações e decepções que já não tem mais esperança em coisas como essas. Eu não quero desprezar o que você já viveu, apenas quero desafiá-lo a voltar a sonhar e experimentar acreditar nas palavras do Filho de Deus. A vida que Deus planejou para nós não pode ser insossa e sem esperança.

Pode ser você seja um jovem que está dando os primeiros passos por conta própria. Ouça as palavras de Cristo. Viver conforme a orientação Dele só vai trazer bons resultados para sua vida. Decida viver do jeito que Jesus viveu. Além disso, perceba que Cristo está chamando você para ser parceiro dele na reconstrução do mundo. Essa é uma grande aventura que você não pode perder. Decida servir.

Talvez você ouviu tudo isso e está enrolado como filhos, esposa, trabalho, chefes, igreja, família, contas, e dezenas de outras coisas. Sua pergunta é o que isso tudo tem a ver com a minha semana que começa amanhã?

Servir é priorizar as pessoas. Servir é reconhecer que os relacionamentos são mais importantes do que as tarefas e realizações. Servir é valorizar sua esposa e seus filhos e se deixar usar por deus para suprir suas necessidades; servir é decidir que você não está satisfeito com o mundo cão em que você vive, que você tem esperança de a vida possa ser melhor do que é hoje. Servir é ter esperança no coração de que o Reino de Deus virá e que você quer ser parceiro de Deus dizendo: venha o teu reino, seja feita a tua vontade.

24 novembro 2008

Sê Tu uma Bênção





Mensagem proferida no aniversário da Igreja Batista Alvorada em Eusébio

Estamos falando nesses encontros em ser uma bênção.

Abrimos mão de aguardar, de negociar ou exigir bênçãos de Deus para nos tornamos bênção na vida das pessoas.

Decidimos não mais fugir das pessoas, nem de nós mesmos, mas a nos colocarmos à disposição de Deus para sermos bênção para aqueles que estão próximos de nós.

Descobrimos que Deus deixou registrado nas Escrituras um jeito de ser que nos faz bênção na vida daqueles que nos cercam.

Amor, alegria, paz, paciência, bondade retidão, fidelidade, mansidão e domínio próprios são as partes de um fruto que o Espírito quer produzir em nossas vidas.

• Para amar alguém é preciso primeiro receber amor de Deus;
• Quando nossa confiança está no Senhor, a alegria é real;
• A paz nasce da reconciliação com Deus;
• Quando nossos olhos estão na eternidade somos pacientes;
• Precisamos desejar, esperar e faze o bem aos outros;
• Devemos optar pelo bem em nossas vidas;
• Fidelidade é marca de quem é leal aos pactos que fez;
• A mansidão é abrir mão dos próprios direitos;
• Aquele que domina seus impulsos pode ser bênção para outros.

Introdução

No encontro que entre Deus e Abrão, Deus tomou três iniciativas:

Fez um chamado: sai da tua terra
Fez uma promessa: abençoarei e engradecerei
Fez um desafio: seja uma bênção

Veja que ser bênção a terceira coisa que aparece no texto. Primeiro é há um chamado depois uma promessa, por último tornar-se bênção.

Muitas vezes queremos ir direto para o final, mas é preciso passar pelo caminho completo. É preciso atender ao chamado, depois é preciso crer na promessa e por fim podemos viver o desafio.

Atender ao chamado

Deus fez um chamado para Abrão. Ele deveria deixar sua cidade natal, seus parentes e familiares e ir para um lugar que Deus não disse logo onde era.

Deus queria forma um povo que o amasse. Deus não nos criou para ficarmos longe dele, mas para sermos amigos dele. Por isso, ele chamou Abrão para deixar para trás o jeito de viver da cidade em que ele nasceu.

Harã era uma cidade onde as pessoas não se importavam com Deus. Em Harã, Deus não era honrado. As pessoas de Harã viviam suas vidas sem dar nenhuma atenção a Deus, elas preferiam cuidar dos seus afazeres, correr atrás do pão de cada dia e cumprir suas obrigações religiosas.

Mas Deus queria mais ele queria que as pessoas se aproximassem dele, conhecessem que Ele era e se tornassem seus amigos. Por isso ele chamou Abrão.

Deus hoje está chamando você, meu amigo e você, meu irmão para deixar o modo de viver da sua parentela, deixar de viver a vida sem se importar com Ele, para se tornar um amigo de Deus. Ele quer que você o conheça, que você confie nele.

Assim como ele chamou Abrão, hoje ele chama você.
Quem vai dizer sim e atender ao chamado de Deus?

Crer na promessa

O chamado de Deus para Abrão não veio no vazio. Ele chamou a Abrão e imediatamente depois fez uma promessa: e abençoarei, em engrandecerei.

Deus não chama para humilhar, Deus não chama para destruir, Deus não chama para fazer passar necessidade, Deus não chama para amaldiçoar. Deus chama para abençoar.

Há belo trecho das Escrituras em que o Senhor afirma: eu sei os pensamentos que tenho a respeito de vós e são pensamentos de paz.

Deus quer transformar o seu caráter e mudar a sua vida. Ele não se alegra com a dor que consome a sua alma, Ele não tem prazer no seu sofrimento, Ele não suporta vê-lo vivendo uma vida pequena sem sentido. Deus tem o propósito de tornar você parecido com Cristo Jesus.

Deus fez promessas a Abrão e ele creu. O escritor de Hebreus diz que isso foi o que aproximou Abrão de Deus: Crer na promessa.

Hoje Deus faz a mesma promessa: ele abençoará você, sua vida e sua família. Quem hoje vai dizer sim e crer nas promessas de Deus?

Viver o desafio

O final daquele encontro dentre Deus e Abrão foi um desafio de vida: Sê tu uma bênção! Viva de forma que as pessoas em volta de você sejam abençoadas por suas palavras e atitudes. Vida de forma que aqueles que o cercam recebam a bênção que você receberá de mim.

Ninguém pode ser bênção sem abandonar o modo de vida descomprometido com Deus. Não dá pra viver o desafio de ser bênção se não nos importamos com Deus.

Para viver o desafio de ser bênção na vida das pessoas é preciso crer nas promessas que Deus faz. Não dá pra ser bênção sem antes ser abençoado por Deus.

Você que ser bênção? Você quer viver o desafio?

Eu quero lhe encorajar a dar esse dois passos importantes hoje: Você precisa dizer hoje dois “sins”.

Você precisa dizer sim, eu decido abandonar meu jeito de viver sem compromisso com Deus e passar a viver uma vida de amizade com Deus por meio de Jesus Cristo.

Você precisa dizer sim, eu decido crer nas promessas de Deus e aceito a bênção dele em minha vida. Eu recebo as bênçãos do Pai, através de Cristo Jesus.

Agora você está pronto para ser uma bênção.

16 novembro 2008

Que igreja seremos - Separados pelo Imediatismo

Introdução

Essa é outra poderosa muralha que nos separa uns dos outros e impede o amor de acontecer: Se no passado algumas sociedade adotaram o imediatismo como orientação de vida, nunca na história humana ele se tornou um padrão global como agora vemos e vivemos.

Há uma lenda judaica que fala sobre imediatismo.

Dois irmãos que haviam vivido sempre na cidade, resolveram fazer um passeio no campo.

Enquanto caminhavam, viram um homem que arava uma grande porção de terra e acharam muito estranho, não conseguindo entender porque ele destruía assim a campina.

Na seqüência, observaram que o homem colocava sementes nos sulcos que fizera. Um dos irmãos achou que o campo era um local de loucos, pois jogava fora trigo bom. Por isso, voltou à cidade.

O outro irmão, contudo, observou que poucas semanas depois, os pés de trigo começaram a brotar. O campo era um imenso tapete verde. Escreveu para o irmão da cidade a fim de que ele viesse verificar, com seus próprios olhos, a maravilha.

Ele veio e realmente se maravilhou. Mas, passados alguns dias, o verde dos brotos foi dando lugar ao dourado. Então ambos entenderam o trabalho do semeador.

Depressa o trigo amadureceu. O semeador trouxe a foice e começou a ceifar. O irmão que havia retornado à cidade não conseguia acreditar no que via:

O homem parece doido, dizia. Trabalhou o verão todo e agora destrói, com suas próprias mãos, a beleza do trigal maduro. E voltou para a cidade, fugindo do campo.

O outro tinha mais paciência. Ficou e seguiu o fazendeiro. Assistiu a colheita, viu-o levar o trigo para o celeiro. Observou como ele retirou o joio do trigo e o cuidado com o armazenamento.

Sua admiração foi ainda maior ao se dar conta de como um saco de trigo semeado se transformara na colheita de todo um trigal. Só então compreendeu a razão por detrás de cada ato do semeador.


Somos uma geração que se acostumou com coisas instantâneas. Estamos longe da árdua tarefa de cultivar a terra e por isso desconhecemos a lei do plantio e da colheita. Perdemos a habilidade de esperar o tempo necessário para que a vida aconteça de forma natural. Queremos tudo imediatamente.

• Um clique e temos luz;
• Giramos a torneira e temos água;
• Usamos o telefone e falamos com pessoas distantes;
• Vamos ao supermercado e temos todo o alimento que quisermos;
• As filas nos dão a sensação de prejuízo (perda de tempo);
• Computadores lentos são repudiados.

• A falta de objetividade das pessoas nos incomoda;
• Pessoas que não acendem com um clique são menosprezadas;
• Gente que toma o nosso tempo nos causa prejuízo;
• Pessoas confusas e lentas em aprender são repudiadas;
• Gente que não acerta de primeira, não é chamada de novo

Ninguém quer ou precisa abrir mão das facilidades que o progresso nos trouxe, mas precisamos compreender que rapidez e agilidade podem ser ótimas conquistas para o nosso conforto, mas não devem invadir nossos relacionamentos na forma de imediatismo, sob pena de coisificarmos as pessoas e de o amor ser impedido de acontecer.

Por que gostamos de coisas instantâneas?

Pode ser que alguns falem que gostamos de coisas instantâneas porque isso reduz o trabalho, mas eu creio que o imediatismo de nossos dias parece estar profundamente enraizado não no benefício da redução do trabalho, mas na maneira com que nos relacionamos com tempo.

Para a grande maioria da sociedade ocidental o tempo é um bem de consumo avaliado pelas leis econômicas. A máxima de que tempo é dinheiro dá a dimensão da importância desse “produto”.

Mas porque o tempo tem tanto valor se ele é um bem abundante e disponível para todos? A questão é que o tempo é volúvel (isto é, se dissipa rapidamente) e imprevisível (pode chegar ao fim sem nenhum aviso), por isso é tão precioso.

O que faz o tempo se volúvel e imprevisível? A morte. A expectação do fim da vida é que torna o tempo tão preciso. Quanto menor for o horizonte do tempo disponível, mas importante esse tempo se torna.

Muitas pessoas que recebem a notícia do fim provável de suas vidas, são capazes de repensar seus hábitos e refazer sua escala de valores; embora uma notícia como essas também seja capaz de até antecipar o fim de outras pessoas.

Alguns idosos são capazes de se desligar de coisas e situações da quais, em sua juventude, achavam impossível abrir mão, porque agora entendem melhor o valor do pouco tempo que lhes resta; embora outros idosos se tornem ainda mais exigentes, apegados a si mesmos e imediatistas.

A verdade é que quando não há tempo (ou temos a sensação de que o tempo é curto), nos sentimos pressionados, acuados e nos tornamos imediatistas. Então, nossa escala de valores se revela e priorizamos aquilo que realmente é mais importante para nós.

A questão é que se a morte for o ponto final do tempo, então estamos todos destinados ao imediatismo. Os seguidores de Jesus não pensam assim, por isso podem viver libertos do imediatismo.

Nesse mundo, há tempo para todas as coisas.

(1) HÁ UM TEMPO certo para cada coisa: (2) Tempo para nascer, tempo para mor¬rer; tempo para plantar, tempo para colher; (3) tempo para matar e tempo para curar; tempo para destruir, tempo para construir de novo; (4) tempo para chorar, tempo para rir; tempo para ficar triste, tempo para pular de alegria; (5) tempo para espalhar pedras, tempo para ajuntar pedras; tempo para abraçar, tempo para não abraçar; (6) tempo para procurar, tempo para perder; tempo para guardar, tempo para jogar fora; (7) tempo para rasgar, tempo para costurar; tempo para ficar quieto, tempo para falar; (8) tempo para amar, tempo para odiar; tempo para guerra, tempo para ficar em paz. (9) Que vantagem o homem tem com o trabalho pesado, que cansa tanto? (10) Vendo os vários tipos de trabalho que Deus deu aos homens, fiquei pensando nessa pergunta. (11) Todas as coisas têm seu valor quando são feitas na sua hora certa. Deus colocou a eternidade no coração do homem, mas assim mesmo ele não consegue entender completamente os planos e as obras de Deus. (Ecc 3:1-11)

Mas não há só esse mundo.

1Co 15:19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.


Quando entendemos que o tempo foi criado por Deus como uma dimensão humana, mas que ele mesmo está fora do tempo, podemos que um dia estaremos libertos do tempo.

Quando nossos horizontes de tempo são alargados para a eternidade, o imediatismo não encontra lugar para prosperar.

Quando passamos a viver a vida na perspectiva da eternidade, a pressão pelo imediato se dissipa e ganhamos tempo para fazer o que há de mais importante: amar as pessoas de forma prática, dedicando nosso precioso tempo.

Quando nossos olhos estão postos na promessa feita por Cristo de que estaremos com ele, o tempo deixa de ser nosso inimigo e passa a ser nosso aliado.

Se queremos derrubar a muralha do imediatismo, precisamos da eternidade em nosso coração e a convicção de que o Senhor estará conosco aqui enquanto amamos os irmãos e esperamos a promessa.

12 novembro 2008

Que igreja seremos, que ama ou rejeita?

Introdução

Que tipo de igreja somos? Que tipo de igreja seremos daqui a um ano? O que enxergaremos no espelho ao nos olharmos daqui a cinco anos? Qual será a cara a Igreja Batista do Caminho daqui a dez anos? Já pensou nisso?

Igrejas são como pessoas: têm a mesma natureza, buscam objetivos parecidos, mas são bem diferentes umas das outras. Assim, como não há uma pessoa exatamente igual a outra (até os gêmeos idênticos têm suas diferenças), também não há duas igrejas exatamente iguais.

Essa realidade parece ser simples e lógica quando apresentada dessa maneira, mas muitas pessoas não conseguem aplicar essa verdade à sua vida na igreja de Jesus.

Há quem saia de uma igreja para outra (porque mudou-se de cidade/bairro, ou porque encontrou uma comunidade em que sentiu-se mais à vontade) e alimente a expectativa de reviver as mesmas experiência que teve no passado. Sem dúvida essa pessoas viverão frustradas. Não há igrejas iguais, por isso, as circunstâncias vividas no passado também não podem ser reproduzidas.

Também há pessoas que olham para o passado de forma saudosa e sentimental, esperando que os dias de hoje tenham as mesmas cores que marcaram suas memórias em dias passados, mas isso não acontecerá. Ao tentarem reproduzir as cores do passado, essas pessoas acabam perdendo as cores do presente; cores que o Senhor está usando para pintar uma nova obra de arte.

Há quem tenha seu tipo de igreja bem definido em sua mente. O tipo que têm em mente é o jeito certo de viver e fazer igreja. Por isso, quando ouvem outras pessoas ficam frustrados e indignados ao descobrirem que há quem tenha idéias bem diferentes. Mas é preciso entender que a igreja é uma coletividade, e ninguém pode esquecer isso.

Assim como um corpo, um organismo vivo, a igreja funciona e se desenvolve através da diversidade da atuação de seus membros, isto é, sermos e agirmos diferente um dos outros é que nos possibilita a ser o corpo de Cristo.

A igreja está em constante mudança, porque as pessoas estão em constante mudança. Uma igreja muda no transcorrer de sua história; e em nossos dias precisa mudar senão se tornará obsoleta diante dos desafios que se avolumam em nossa sociedade.

Será que uma igreja pode decidir o rumo de suas mudanças? Será possível uma determinada igreja escolher a direção para onde deseja mudar? Será que podemos pedir ao Senhor que nos faça ser uma igreja com estas e aquelas características? Será razoável para Deus que sua igreja almeje ser de um jeito e não de outro?

Eu creio que sim. Assim como cada um de nós pode orar ao Senhor e pedir que ele nos transforme, nos faça pessoas diferentes do que somos, também podemos, como igreja, clamar ao Senhor para nos transformar e nos fazer uma igreja diferente. Podemos pedir que Ele conduza sua igreja para que ela se torne o desejo do coração do Pai para os dias difíceis que vivemos.

Que tipo de igreja somos hoje? Que tipo de igreja seremos daqui a um ano? O que enxergaremos no espelho ao nos olharmos daqui a cinco anos? Qual será a cara a Igreja Batista do Caminho daqui a dez anos? Durante as próximas semanas será essa nossa reflexão.

Uma igreja que ama, ou uma igreja rejeita

Seremos uma igreja que ama, ou uma igreja que rejeita?

Pode parecer estranho contrapor amor e rejeição. Normalmente colocamos de um lado da balança o amor e do outro lado o ódio. Mas nem sempre é assim: o amor se sente pelo outro, sofre quando o outro está sofrendo e festeja quando o outro está feliz. Mas a decisão de não amar resulta na rejeição muda, na desconsideração, na falta de sensibilidade para com a dor ou alegria do outro.

Seremos uma igreja que ama, ou uma igreja que rejeita? Nós devemos decidir isso agora. Eu e você decidiremos a direção para onde irá a Igreja do Caminho ao decidirmos a direção para nossas vidas irão. Seremos pessoas que amam, ou pessoas que rejeitam. Como será a igreja do Caminho? O futuro é decido no presente.

Em relação aos seus irmãos em Cristo?

Qual será sua decisão, amar ou rejeitar seus irmãos em Cristo? Se você decidir amar seus irmãos em Cristo, a Igreja Batista do Caminho será uma igreja que ama; mas se você decidir rejeitar seus irmãos em Cristo, a Igreja Batista do Caminho será um igreja que rejeita. Vejamos o que dizem as escrituras sobre isso em 1 João 3.10-16.

Assim, agora podemos dizer quem é filho de Deus e quem é de Satanás. Todo aquele que vive uma vida de pecado e não ama a seu irmão mostra que não está na família de Deus. Porque a mensagem enviada a nós desde o princípio tem sido que devemos amar uns aos outros.

Não devemos ser como Caim, que era de Satanás e matou a seu irmão. Por que ele o matou? Porque Caim estava praticando o mal e sabia muito bem que a vida do seu irmão era melhor do que a dele. Portanto, não se admirem, queridos amigos, se o mundo odiá-los.

Se amarmos os outros cristãos, isto prova que fomos libertos do inferno e nos foi dada a vida eterna no céu. Mas uma pessoa que não tem amor pelos outros está seguindo para a morte eterna. Qualquer um que odeia seu irmão em Cristo já é, na realidade, um assassino no coração; e vocês sabem que ninguém que deseja matar tem a vida eterna dentro de si. Nós sabemos o que é o amor verdadeiro pelo exemplo de Cristo, ao morrer por nós. E, portanto nós devemos sacrificar as nossas vidas pelos nossos irmãos em Cristo. (1 João 3.10-16)

Amar o irmão não é uma questão de sentimento ou empatia. Não tem essa coisa de energia positiva ou identificação. Amar é uma decisão que nasce no íntimo daqueles que foram alcançados pelo amor de Deus.

A prova de que você nasceu de novo, isto é, de que foi gerada em você uma nova natureza pelo Espírito de Deus, não é a quantidade de conhecimento que você tem da Bíblia ou o tipo de dom espiritual que você tem. A prova de que você foi liberto do inferno e recebeu a vida eterna não é o seu falar bonito, nem sua prosperidade financeira, mas sua disposição para amar o seu irmão. Mas o que é amar o irmão?

Amar o irmão é não rejeitá-lo por causa dos pecados do passado.

Há quem se alegre em amar aqueles que têm uma vida certinha, que fizeram tudo sempre correto e que parecem ser exemplos irretocáveis de procedimento. Mas a prova de que você foi liberto do inferno é sua disposição em amar o seu irmão, mesmo que o passado dele seja sombrio o tortuoso.

1-2 Entretanto, Saulo, ameaçador e desejoso de destruir todos os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao supremo sacerdote, em Jerusalém, pedindo-lhe que lhe fosse passada uma carta credencial dirigida às sinagogas de Damasco, exigindo a cooperação destas na perseguição de quaisquer seguidores do Caminho que Saulo aí encontrasse, tanto homens como mulheres, para que pudesse levá-los acorrentados para Jerusalém.

3-4 Ao aproximar-se de Damasco no cumprimento desta missão, uma luz brilhante vinda do céu fixou-se, de súbito, sobre ele. Caindo no chão, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

5-6 Quem és tu, Senhor?, perguntou. Sou Jesus, aquele a quem tu persegues! Levanta-te, vai para a cidade e espera por instruções minhas.

7 Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de surpresa, pois ouviam uma voz mas não viam ninguém

8-9 Quando Saulo se levantou, verificou que deixara de ver. Tiveram de o levar pela mão até Damasco, onde ficou três dias sem comer nem beber.

10 Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias, a quem o Senhor falou numa visão, chamando-o: Ananias!Aqui estou, Senhor!, respondeu.

11 O Senhor disse: Vai à rua Direita, procura em casa de Judas um homem chamado Saulo de Tarso. Neste momento está ele a orar, pois mostrei-lhe em visão alguém chamado Ananias que deverá procurá-lo e que porá as mãos sobre ele para que torne a ver!

13-14 Mas, Senhor, exclamou Ananias, contaram-me coisas terríveis que este homem fez aos crentes de Jerusalém! E consta que tem mandatos de prisão, passados pelos principais dos sacerdotes, autorizando-o a prender, em Damasco, todos os que invocam o teu nome!

15-16 O Senhor insistiu: Vai, pois Saulo é o meu instrumento escolhido para levar a minha mensagem às nações e até à presença dos reis, bem como ao povo de Israel. E mostrar-lhe-ei quanto ele deverá sofrer por mim.

17 Ananias obedeceu. Na presença de Saulo, pôs as mãos sobre ele e disse-lhe: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho, enviou-me para que sejas cheio do Espírito Santo e tornes a ver.

18 Imediatamente, caindo-lhe como que umas escamas dos olhos, Saulo recuperou a vista, e, levantando-se, foi batizado. (Atos 9.1-18)


O sujeito conhece alguém na igreja e começa a conversar. No domingo seguinte, ele já procura o irmão, cumprimenta, pergunta sobre a semana. Duas semanas depois ele diz pra esposa o quanto aquele irmão é gente fina. Um mês depois as famílias saem junto depois do culto. Seis meses depois, ele descobre que o irmão foi arrastado por Deus de práticas homossexuais.

Os olhos se arregalam, o semblante caído e o ar de decepção estampado na cara. Aí ele diz pra esposa: puxa, e eu que imaginava que ele era um bom sujeito. Aí, passa a sentar nas cadeiras do outro lado, depois do culto sai rapidinho e avisa para o filho que é melhor ele não conversar muito com o filho daquele irmão.

Que amor há em uma atitude como essa? Porque teimamos em achar que os pecados dos outros são mais graves do que os nossos? Amar o irmão é permanecer ao lado dele, não importando o seu passado.

Amar o irmão é não desprezá-lo porque ele é diferente de você.

Muitos de nós temos dificuldade para lidar com o diferente. Alguns desejariam conviver apenas com aqueles que eles consideram parecidos por que têm uma cultura semelhante, uma posição social próxima, uma condição financeira parecida e melhor ainda se tiver o mesmo nível acadêmico.

Onde está o amor quando alguém seleciona as pessoas que o agradam e exclui aquelas que ele acha menos interessantes, porque são diferentes dele? (alguns consideram até inferiores)

Não está mente que pensa assim cheia de arrogância e soberba? Tiago fez um alerta em sua carta que nos servirá de reflexão neste momento.

Queridos irmãos, como vocês podem alegar que pertencem ao Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória, se mostrarem preferência por gente rica e desprezarem os pobres?

Se entrar na igreja de vocês um homem vestido de roupas custosas e com preciosos anéis de ouro nos dedos, e no mesmo instante entrar outro homem, pobre e vestido de roupas velhas, e vocês fizerem um grande alvoroço com o homem rico, e lhe derem o melhor assento da casa, e disserem ao homem pobre: ”você pode ficar em pé ali, se quiser, ou então se sente no chão” – ora, este tipo de procedimento lança uma interrogação sobre a fé que vocês têm – vocês afinal de conta, são realmente cristãos? – e mostra que vocês estão sendo dirigidos por propósitos errados. (Tiago 2.1-4)

Se o sujeito é muito alto vira piada porque é alto; se muito baixo, fica fora do grupo porque é baixinho. Se os cabelos são crespos, não faz parte do grupinho; se os cabelos são escorridos também fica de fora. Se for magro, tá doente; se é gordo não é chamado para participar.

Se for negro, não faz parte do clube; mas se for japonês pode. Se tiver nível superior, eu paro pra conversar; se não tiver, não vale a pena; se veio de carro pra igreja, eu corro pra falar com o sujeito; se veio de ônibus, e melhor ele ir logo antes que fique tarde. Se ela tem marido e filhos, eu me aproximo; mas, se é mãe solteira, é melhor não misturar as coisas;

Onde está o amor? Amar o irmão é permanecer ao lado dele, não importando se ele é diferente de mim.

O Apóstolo Pedro viveu uma experiência muito marcante a respeito dessa atitude desastrosa que é a exclusão das pessoas que são diferentes de nós. Os judeus sempre foram um povo fechado, para dentro de si mesmos. No dias de Jesus eles esperavam um messias que vinha como uma promessa de Deus para libertá-los dos opressores, mas Deus os surpreendeu enviando um messias não apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. Os judeus eram exclusivistas, mas Deus, em Cristo Jesus, incluiu todos os seres humanos.

Para quebrar essa atitude e libertar o evangelho de Cristo para o restante do mundo, o Senhor revelou-se em sonho para Pedro e pediu que ele matasse e comesse animais que eram considerados impuros pelos judeus. Pedro disso que jamais faria isso, mas o Senhor insistiu três vezes dizendo que Pedro não deveria considerar impuro algo que Deus estava dizendo que era puro.

Depois disso, o Senhor o enviou para falar do messias para alguém que não era judeu. Como alguém que não era judeu poderia compreender algo sobre o messias? Como alguém que não era judeu poderia ser abençoado pelo Deus dos judeus? Pedro precisava decidir se iria amar ou rejeitar. Ele decidiu amar.

No dia seguinte foi com eles, acompanhado por alguns outros crentes de Jope. 24 Chegaram a Cesareia no outro dia; Cornélio esperava-o já na companhia de parentes e amigos íntimos.

25-26 Cornélio, logo que Pedro entrou na sua casa, lançou-se-lhe aos pés para o adorar mas Pedro impediu-o: Levanta-te, que sou um homem como tu! 27 Cornélio levantou-se e conversaram juntos e entraram para dentro onde os outros estavam reunidos.

28 Pedro disse-lhes: Sabem que é contra as leis judaicas eu entrar assim num lar de estrangeiros. Mas Deus mostrou-me numa visão que nunca deveria considerar alguém meu inferior .29 Apressei-me pois a vir, e agora digam-me porque me mandaram vir.

30 Cornélio respondeu: Há quatro dias, estava eu a orar como de costume às três horas da tarde, quando me apareceu um homem com roupas brilhantes 31 que me disse: 'Cornélio, as tuas orações são ouvidas e Deus reparou nos teus actos de caridade.32 Envia alguns homens a Jope e manda vir Simão Pedro, que está a ficar em casa de Simão o curtidor, que mora perto do mar'.

33 Assim, mandei-te vir imediatamente, e fizeste bem em vir depressa. Estamos todos presentes diante de Deus, ansiosos por ouvir o que ele te mandou dizer-nos!

34 E Pedro respondeu: Vejo bem que os judeus não são os únicos favoritos de Deus!35 Ele aceita pessoas de todas as nações que o temem e fazem o que é justo.


Amar o irmão é permanecer ao lado dele, não importando se ele é diferente de mim. E amar os que são diferentes porque Deus não faz acepção de pessoas, o amor deles alcança a todos e está disponível a todos.

Conclusão

Que tipo de igreja somos? Que tipo de igreja seremos? O que enxergaremos no espelho ao nos olharmos daqui a cinco anos? Qual será a cara a Igreja Batista do Caminho daqui a dez anos?
Isso depende da sua decisão hoje, a cada dia.

Qual será sua decisão, amar ou rejeitar seus irmãos em Cristo? Se você decidir amar seus irmãos em Cristo, a Igreja Batista do Caminho será uma igreja que ama; mas se você decidir rejeitar seus irmãos em Cristo, a Igreja Batista do Caminho será um igreja que rejeita.

Qual será sua decisão? O desafio das Escrituras hoje é para que você decida dispor seu coração para amar.

Se amarmos os outros cristãos, isto prova que fomos libertos do inferno e nos foi dada a vida eterna no céu. Mas uma pessoa que não tem amor pelos outros está seguindo para a morte eterna.

Se você decidir rejeitar, esta será uma igreja que rejeita; mas se você decidir amar, esta será um igreja que ama.

02 novembro 2008

Que igreja seremos - Separados pela religiosidade



Introdução

Se queremos ser uma igreja que ama, se queremos ser pessoas que amam e não pessoas que rejeitam, precisamos reconhecer que há uma armadilha que está sempre bem perto de nós, pronta para se tornar uma grande muralha a nos separar um dos outros e assim nos impedir de amar. Essa armadilha é a religiosidade.

Se você observar os evangelhos, verá que Jesus era doce e sensível com os pobres, oprimidos, rejeitados, com os sem esperança, desacreditados e excluídos; mas quando os religiosos apareciam, as palavras do Mestre eram firmes e contundentes.

Os religiosos nunca foram afagados por Jesus porque a religiosidade é capaz de separar as pessoas e sufocar o amor. Hoje vamos escutar juntos uma das pregações mais contundentes que Jesus fez sobre os males da religiosidade. Capítulo 23 de Mateus.

26 outubro 2008

Que igreja seremos - Separados pelo consumismo

Separados pelo consumismo

Já vimos que o egoísmo é capaz de nos separar e impedir que sejamos uma igreja que ama. Mas há outras barreiras que nos separam uns dos outro. Uma delas é o consumismo.

O consumismo é recente na história da humanidade. O comportamento consumista tem sido observado e investigado, sobretudo depois da revolução industrial que mudou drasticamente o modo de produção e as relações de trabalho e expôs as famílias a modos de pensar que até então não eram comuns.

O diagnóstico

Por Gabriela Cabral no site www.brasilescola.com

Consumismo é o ato de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços. É também uma característica do capitalismo e da sociedade moderna rotulada como “a sociedade de consumo”.

Diferencia-se em grande escala do consumidor, pois este compra produtos e serviços necessários para sua vida enquanto o consumista compra muito além daquilo de que precisa.

O consumismo tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas onde juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social, a falta de recursos financeiros, a baixa auto-estima, a perturbação emocional e outros.

no site www.mundoeducacao.com.br

O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incessante de objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos. Após a industrialização, criou-se uma mentalidade de que quanto mais se consome mais se tem garantias de bem-estar, de prestígio e de valorização.

Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há pouco tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu, etc.


De que maneira o consumismo nos separa?

(25) Um dia um especialista nas leis de Moisés veio pôr à prova os ensinamentos de Jesus, fazendo-Lhe esta pergunta: "Mestre, que precisa um homem fazer para ir para o céu?” (26) Jesus respondeu: "Que diz a lei de Moisés a este respeito?” (27) Ele respondeu: "Diz que você deve amar ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua força, e de toda a sua mente. E deve amar ao seu semelhante como ama a você mesmo". (28) "Certo!” disse-lhes Jesus "Faça isto e você viverá!”

(29) Mas o homem queria justificar (sua falta de amor por alguns tipos de pessoas), e por isto perguntou: "Que semelhantes? " (30) Jesus respondeu com uma história: "Um certo judeu que fazia uma viagem de Jerusalém para Jericó foi atacado por bandidos. Estes tiraram suas roupas e seu dinheiro, bateram nele e o deixaram caído meio morto ao lado da estrada. (31) Por acaso, passou um sacerdote judaico; quando ele viu o homem caído ali. atravessou para o outro lado da estrada e passou de longe. (32) Certo judeu ajudante do templo fez a mesma coisa; também deixou o homem caído ali. (33) Porém veio um desprezado samaritano, e quando o viu, sentiu grande pena da vítima. (34) Ajoelhando-se ao lado dele, o samaritano passou-lhe remédio nas feridas e fez curativos. Depois colocou o homem em seu jumento e foi andando ao lado dele até chegarem a uma hospedaria, onde cuidou dele durante a noite.

(35) No dia seguinte entregou ao dono da hospedaria duas moedas e lhe pediu que cuidasse do homem. 'Se a conta dele for além disso', disse ele, 'eu pagarei a diferença na próxima vez que passar por aqui'. (36) Ora, qual destes três você diria que foi o semelhante da vítima dos bandidos?" (37) O homem respondeu: "Aquele que mostrou alguma compaixão". Então Jesus disse: "Sim, agora vá e faça o mesmo". (Lucas 10-25-37)


O comportamento consumista nos separa um dos outros por que somos consumidos por ele. Em outras palavras, o consumista é tão consumido pelo seu consumismo que não lhe sobram energia, recursos ou tempo para amar as outras pessoas. Se queremos ser uma igreja que ama, não podemos permitir que o consumismo nos consuma.

Consome nossas energias

É necessária muita energia e disposição para encontrar o que há de mais moderno em tecnologia. Substituir o guarda-roupa com a cor da nova estação é trabalhoso. Encontrar toda semana um novo lugar para sair pode ser empolgante, mas é cansativo. Monitorar permanentemente os lançamentos do cinema e assisti-los na primeira semana consome atenção. Tudo isso exige energia e dedicação.

Isto é, o consumismo consome o consumista ao ponto de não lhe sobrar energia para amar as pessoas. Nossas energias não são inesgotáveis, por isso, se nossa decisão é ser uma igreja que ama devemos decidir guarda parte de nossas energias para amar.

O samaritano que parou para socorrer o homem caído na beira da estrada precisou de forças para erguê-lo e cuidar de suas feridas. Ele não estava exaurido consigo mesmo, ele não estava cansado com suas próprias preocupações fúteis.

Eu e você também vamos precisar de forças para amar e se essas forças houverem sido gastas em um modo de vida consumista, não conseguiremos amar e acabaremos por rejeitar os nossos irmãos.

Consome nossos recursos

Ser consumista custa dinheiro; mais dinheiro do que você dispõe. A cultura consumista é uma espécie de pirâmide em que os consumistas da base sustentam o consumismo daqueles que estão no topo. Isso porque os consumistas da base sonham que um dia serão como os consumistas do topo.

Quem se deixa dominar pelo consumismo nunca tem recursos disponíveis para amar. Pode parecer estranha a idéia de que precisamos de dinheiro para amar, mas o amor prático do qual fala Tiago, o amor de fato e de verdade do qual fala o apóstolo João precisa de recursos para acontecer.

O Samaritano da história contada por Jesus tinha dinheiro para os remédios e curativos. Pagou pela estada daquela noite e assumiu as despesas futuras com o cuidado daquele homem que ele nem conhecia.

Se desejamos ser um igreja que ama, precisamos proteger nossos recursos do consumismo. Devemos ser firmes e perspicazes quando a mídia despejar uma campanha publicitária sobre nossas cabeças. Se dissermos não para os gastos que o consumismo nos impõe, teremos recursos para amar as pessoas.

Consome nosso tempo

Ser consumista exige e consome tempo. Consumir por esporte exige dedicação, tempo gasto do shopping, tempo navegando na internet, e tempo para lamentar os estragos feitos nos limites dos cartões de crédito.

O consumismo exige tempo para colecionar os carnês de pagamento e também tempo para comprar, trocar aquilo que comprou, guardar, devolver, trocar de novo, comprar cinco achou lindo, comprar um melhor e nunca parar.

Quem incorpora o consumismo ao seu estilo de vida não tempo para amar as pessoas. Não dá tempo de parar e olhar nos olhos das pessoas, não dá tempo para ouvir o irmão na sua dor. Não sobra tempo para outros, porque todo o tempo está sendo usado para si mesmo e seus atos de consumo.

Os dois religiosos crentes que passaram antes do samaritano não tinham tempo. Para ajudar aquele homem era preciso investir tempo, e foi isso que o samaritano fez. Ele parou, ele desviou-se por um pouco dos seus objetivos pessoais e gastou tempo com aquele homem.

Devemos permanecer atentos quando preferimos as compras às pessoas. Devemos dizer não para a o consumo quando ele nos aliena, isto é, nos separa das pessoas. Se nós queremos ser um igreja que ama, precisamos impedir que o consumismo nos roube o tempo para amar.

O cerne da questão consumista

Nossa sociedade consumista está apoiada e ganha dinheiro explorando a insatisfação humana. Não resta dúvida que um nível saudável de insatisfação é necessário para que a vida progrida.

No entanto, as pesquisas e campanhas publicitárias, (publicitários, comunicadores sociais, sociólogos e psicólogos) têm como objetivo não apenas identificar nossas insatisfações (até aquelas que desconhecemos), mas também plantar em nossas almas insatisfações falsas.

• Se não temos o carro do comercial não somos ninguém...
• Se a roupa não é da cor e da griffe certas, não somos ninguém...
• Se não temos o celular de última geração, nos sentimos menores
• Se não formos para o novo restaurante nos sentimos por fora
• Se não lemos o best-seller do mês, nos sentimos menos cultos
• Se não compramos o novo computador nos sentimos desatualizados

Uma falsa insatisfação foi plantada em nossas almas e nos impulsiona ao consumo como forma de alívio. Será que também nós, seguidores de Cristo vamos nos deixar acorrentar por isso? Não temos nós algo infinitamente superior para buscar nossa identidade: o amor de Deus por nós?

Para sermos uma igreja que ama precisamos rejeitar a falsa insatisfação e cultivar o contentamento. Quando a alma está contente em Deus a vida se torna cheia de presentes, porque tudo se transforma em surpresa especial da parte do Pai.

Contentamento, um bálsamo para a alma.

O sábio Salomão, um dos homens mais ricos e poderosos que já existiu sabia bem que a insatisfação da alma humana não encontra remédio no consumo.

(10) Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido. (11) Quando aumentam os bens, também aumentam os que os consomem. E que benefício trazem os bens a quem os possui, senão dar um pouco de alegria aos seus olhos?

O Espírito de Deus deixou registrados, nas palavras do apóstolo Paulo, ensinamentos preciosos sobre o contentamento que nos protege do consumismo.

(8) E agora, irmãos, ao terminar esta carta, quero dizer-lhes mais uma coisa. Firmem seus pensamentos naquilo que é verdadeiro, bom e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se nas coisas boas e belas que há em outras pessoas. Pensem em todas as coisas pelas quais vocês possam louvar a Deus e alegrar-se com elas. (9) Continuem a pôr em prática tudo quanto aprenderam de mim e me viram fazer, e o Deus de paz será com vocês. (10) Como estou grato e como louvo ao Senhor porque vocês estão me ajudando novamente! Eu sei que vocês têm estado sempre ansiosos para enviar-me o que podiam, mas por algum tempo não tiveram oportunidade. (11) Não estou dizendo isto porque estava precisando, pois aprendi a viver alegremente, tenha muito ou pouco. (12) Sei viver com quase nada ou tendo tudo. Já aprendi o segredo para viver contente em qualquer circunstância, quer com o estômago satisfeito, quer na fome, na fartura ou na necessidade; (13) porque eu posso fazer todas as coisas que Deus me pede com a ajuda de Cristo, que me dá a força e o poder.

Há um segredo para vivermos contentes em qualquer circunstância: contar com a força e o poder que Cristo dá. Essa força vem da nossa confiança em Deus, de que Ele nos ama e nos considera importantes exatamente como somos e estamos agora. Isso enche nosso coração de esperança. Aí podemos todas as coisas.

O Senhor nos dá força e poder para viver tanto com muito como com pouco. Em Cristo ficamos contentes com o último celular ou com daqueles antigos. Em Cristo ficamos contentes vestido na cor da estação ou em qualquer outra cor. Em Cristo ficamos contentes com carro ou sem carro. Em Cristo ficamos contentes se vamos ao restaurante ou se comemos em casa. Em Cristo ficamos contentes por que o nosso contentamento vem do amor que Ele tem por nós.

Se queremos ser um igreja que ama, precisamos cultivar em nossas vidas o contentamento: um bálsamo que nos protege do consumismo. Aí teremos energia, recursos e tempo para amar.

Quem sabe, então, o Senhor contará a história da sua vida e no final, assim como a história samaritano, Ele dirá para aqueles que estiverem ouvindo: vai e faze o mesmo.