24 setembro 2007
Família: Idéia de Deus - 3/6
15 setembro 2007
Passando aos Filhos a tocha da fé
(Adaptado do Livro de mesmo nome)
1. Perceber Emoções e Sentimentos
Deu 6:5 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. Deu 6:6 estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
· O pai fala empolgado do jogo de futebol, mas é reticente quando fala das programações da igreja;
· A mãe demonstra grande alegria em ir ao shopping, mas torce a cara quando o assunto é escola bíblica;
· O pai carrancudo “fecha” a espontaneidade;
· A mãe histérica sobressalta a família;
· O que você ama de todo o coração? O que faz os seus olhos brilharem?
· Seus filhos sentirão por Deus o mesmo que você sentir: empolgação ou apatia.
2. Apresentar Condutas e Hábitos Apropriados
1Ti 4:12 ...mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. 1Ti 4:15 Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. 1Ti 4:16 Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.
· Integridade é uma marca que se destaca;
· É preciso cuidar de si mesmo primeiro;
· O exemplo sempre fala mais alto;
· (1) Procedimento, (2) amor, (3) fé, (4) pureza.
3. Transmitir nossas Crenças
Deu 4:9 Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos;
Ensino Informal
· Deu 6:7 e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.
· Relacionar os fatos do dia-a-dia com as verdades da bíblia.
i. O bichinho de estimação que morre
ii. O alimento de cada dia;
iii. A devolução de um troco a maior;
iv. O reconhecimento da culpa no trânsito;
v. O pedido de perdão a um amigo ou parente
· Cada situação que vivemos com os filhos tem um potencial pedagógico.
Ensino Formal
· Escola – Ensino Acadêmico;
· Igreja – Ensino Religioso;
· Lar – Ensino da Fé
Salmo 78:1-8
Chamado
Psa 78:1 Escutai o meu ensino, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Psa 78:2 Abrirei a minha boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade,
Quatro Gerações
Psa 78:3 coisas que temos ouvido e sabido, e que nossos pais nos têm contado. Psa 78:4 Não os encobriremos aos seus filhos, cantaremos às gerações vindouras
O conteúdo do ensino
... Os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que tem feito. Psa 78:5 Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, as quais coisas.
Quatro Gerações
... Ordenou aos nossos pais que as ensinassem a seus filhos; Psa 78:6 para que as soubesse a geração vindoura, os filhos que houvesse de nascer, os quais se levantassem e as contassem a seus filhos,
Sete Resultados
Psa 78:7 a fim de que pusessem em Deus a sua esperança, e não se esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos; Psa 78:8 e que não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração de coração instável, cujo espírito não foi fiel para com Deus.
* Palestra no Encontro de Casais da Igreja Batista de Parangaba em 15 de Setembro de 2007
12 setembro 2007
Pastores e Lobos

In Revista Enfoque Gospel, janeiro 2006.
Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam pelas vidas das ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.
Pastores buscam o bem de suas ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio; lobos gostam de reuniões. Pastores vivem a sombra da cruz; lobos vivem a sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorar. Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores. Pastores têm esposas; lobos têm co-adjuvantes.
Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos. Pastores olham nos olhos; lobos contam cabeças. Pastores apaziguam as ovelhas; lobos intrigam as ovelhas. Pastores têm senso de humor; lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade. Pastores têm amigos; lobos têm admiradores. Pastores se extasiam com mistério; lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários; lobos enriquecem. Pastores ensinam com a vida; lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto; lobos só oram
Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco. Pastores são apascentadores; lobos são marqueteiros. Pastores são servos humildes; lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo; lobos apontam para si mesmos e para a instituição. Pastores são usados por Deus; lobos usam as ovelhas em nome de Deus. Pastores falam da vida cotidiana; lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto. Pastores sujam os pés nas estradas; lobos vivem em palácios e templos. Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem. Pastores conhecem, vivem e pregam a graça; lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as escrituras como texto; lobos usam as escrituras como pretexto. Pastores se comprometem com o projeto do reino; lobos têm projetos pessoais. Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilização das ovelhas. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas; lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados; lobos expõem o pecado dos outros. Pastores pregam o Evangelho; lobos fazem propaganda do Evangelho. Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos; lobos têm cargos e títulos. Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas. Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas; lobos seduzem as ovelhas. Pastores trabalham em equipe; lobos são prima-donas. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo; lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência; lobos aprisionam em vínculos de co-dependência. Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-los do aviso de Jesus Cristo.
Guardai-vos dos falsos profetas, que vêem a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores*". (Mateus 7:15)
03 setembro 2007
Família: Idéia de Deus - 2/6
Com a maior complexidade da vida humana, a família tribal teve que se dividir passando a funcionar como uma família extensa, composta de três ou quatro gerações. Nessa passagem, aqueles que ficaram de fora no novo modelo ficaram sob responsabilidade de instituições sociais secundárias, um prenúncio do Estado.
Mais recentemente, com a chegada da economia industrial e de uma sociedade urbana, surgiu a família nuclear, ainda menor que a família extensa. Isso porque diante das novas demandas produtivas havia a necessidade de que a família pudesse dispor de grande mobilidade.
Com a redução das famílias, as funções básicas exercidas anteriormente tanto pela família extensa quanto pela família tribal, foram gradualmente sendo incorporadas por instituições políticas, sociais e econômicas.
Assim a educação dos filhos está cada dia mais sob a responsabilidade de creches, escolas e dos meios de comunicação; da segurança estão encarregados corpo de bombeiros, polícia, hospitais, companhias de seguro, consultórios psicológicos e centros para idosos; O comércio e a indústria assumiram as funções de cooperação e tentam ensinar os jovens a sobreviverem por si mesmos; O apoio, cada dia mais tem sido oferecido por clubes, associações, terapeutas profissionais e conselheiros de todos os tipo.
De uma forma lamentável, a família tem sido saqueada de suas principais funções e por isso é vista por um número cada vez maior de pessoas como desnecessária ao avanço da sociedade.
O lugar que a família ocupa na sociedade, sua imagem e as expectativas que ela suscita têm mudado radicalmente ao longo da história e principalmente nas últimas décadas. Temos presenciado uma profunda transformação na vida familiar.
Diferentes Faces da Família
A família do século XXI, que sofre com perda de suas funções apresenta muitas faces. Entre essas faces, gostaria de destacar as famílias ampliadas, as famílias nucleares, famílias com um só cônjuge, famílias sem filhos e as propostas homossexuais de relacionamentos estáveis sem filhos e também com filhos.
Famílias ampliadas: As famílias ampliadas se caracterizam por agregar ao núcleo familiar principal (aquele que tem responsabilidade pelo sustento e autoridade para definir as regras familiares) tanto gerações anteriores quanto posteriores.
Famílias Ampliadas - Cena 1
Algumas vezes, a geração anterior (pais e avós) se agrega ao núcleo familiar de filhos e netos, quando seu envelhecimento não foi bem planejado. O sujeito vive a vida inteira sem um fazer uma poupança, sem um plano de uma previdência pública ou privada e no final da vida torna-se dependente dos filhos e dos netos.
(14) Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para o pais, mas os pais, para os filhos. (2 Co 12:14 RA)
Agora estou pronto para visitá-los pela terceira vez e não lhes serei um peso, porque o que desejo não são os seus bens, mas vocês mesmos. Além disso, os filhos não devem ajuntar riquezas para os pais, mas os pais para os filhos. (2 Co 12:14 NVI)
Alguns pais têm os filhos como se eles fossem um tipo de cofrinho particular ou um plano de previdência pessoal. Investem nos filhos esperando receber algo em troca no futuro. Alimentam a expectativa de que serão sustentados por seus filhos quando envelhecerem e por isso não se esforçam o suficiente para garantirem sua autonomia no futuro. Esse não é um princípio bíblico.
Pais que agem dessa forma não deixam os filhos se esquecerem de suas “obrigações futuras”. Falam como se estivessem brincando, mas colocam jugos pesados sobre os ombros dos seus filhos; jugos que serviram de tropeço durante toda a vida deles atrapalhando a formação de suas futuras famílias.
Em nossa igreja temos muitas famílias com crianças pequenas e menos de 10 anos de casamento. Papai e Mamãe, rejeite essa forma de pensar e assuma a responsabilidade de planejar o seu futuro.
Você não terá a disposição e as oportunidades para o trabalho que tem hoje por toda a sua vida, por isso aprenda a poupar: viva uma vida simples, nos limites de suas posses, isso lhe permitirá fazer reservas e provisões. Nosso sistema de previdência pública é um desastre, então não entre o seu futuro exclusivamente nas mãos do governo; faça você mesmo seu plano de previdência.
Se não queremos causar transtornos às futuras famílias de nossos filhos, precisamos ser sábios e disciplinados com nossas finanças hoje. Assim o futuro não terá um sabor amargo.
ALERTA: Uma palavra de alerta às famílias que hoje já convivem com essa situação: nossa palavra é para consertar o futuro, mas o passado não pode ser mudado. O erro cometido por pais e avós no passado não são justificativas suficientes para nos eximir nossa responsabilidade de ajudá-los e cuidar deles.
Jesus falou fortemente contra os fariseus porque eles estavam usando a religião para fugir da responsabilidade de ajudar seus pais em suas necessidades.
(1) Chegaram então de Jerusalém alguns fariseus e outros lideres dos judeus para fazer umas perguntas a Jesus: (2) Porque desobedecem os teus discípulos aos antigos costumes judaicos? Não acatam o nosso ritual de lavagem das mãos antes de comer. (3) Ao que Jesus respondeu: E porque será que os vossos velhos costumes vão contra os mandamentos bem claros de Deus? (4) Por exemplo, a lei de Deus ordena: 'Respeita o teu pai e a tua mãe; quem amaldiçoar os seus pais morrerá. (5) Mas vocês dizem: 'Mesmo que os teus pais estejam passando necessidade, podes dar a Deus o dinheiro que seria para o sustento deles. (6) E assim, aproveitando-se de uma regra feita pelos homens, contrariam a ordem direta de Deus de que devem respeitar e cuidar dos vossos pais. (Mt 15: 1-6 OL)
Famílias Ampliadas - Cena 2
Outro motivo que leva a essa ampliação da família com as gerações anteriores é o simples envelhecimento de pais e avós, que se tornam mais frágeis física e emocionalmente, carecendo de amparo e cuidado. A família que se amplia por esse motivo, está respondendo ao chamado de Deus para exercer amor às gerações vieram antes de nós.
Quem ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto. (Ex 21:15)
Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto. (Ex 21:17 RA)
O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra. (Pv 19:26 RA)
Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. (Deu 27:16 RA)
Quem acolhe o pai ou a mãe idosos, que não têm como cuidar de si mesmos, não está assumindo uma tarefa fácil de realizar, mas encontrará encorajamento nas promessas do Senhor.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. (Ex 20:12 RA)
Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá. (Deu 5:16 RA)
Infelizmente há fortes indícios de que a família vem perdendo sua função de apoio mútuo e está sendo corroída pelo egoísmo. Um desses indícios é a tendência atual de se entregarem os velhos para serem cuidados por instituições sociais como abrigos e asilos, em vez de lhes oferecer uma ambiente familiar saudável para envelhecerem em paz.
Embora a nossa sociedade rejeite a velhice, quase todos nós vamos ficar velhos (no Brasil um número cada vez maior de pessoas chega a velhice). Aos velhos e àqueles que ficarão velhos o Senhor tem uma palavra nesta noite: Confie no Senhor, como fez Davi. Ore ao Senhor, como fez Davi.
(4) Livra-me, meu Deus, das mãos desses que te rejeitam, dessa gente injusta e cruel. (5) Senhor, só tu és a minha esperança. Tenho confiado em ti desde menino. (6) Tenho sido sustentado por ti desde que nasci. Foste tu quem me tirou do seio de minha mãe. Por isso te louvarei constantemente. (7) Muitos se admiram por tudo me correr bem, pois tu és o meu forte protetor. (8) Todo o dia a minha boca está cheia de louvores a ti. (9) Agora que estou velho, não me deixes de lado. Não me abandones quando as minhas forças se forem acabando. (Salmo 71:4-9 OL)
Ouça agora a resposta do Senhor:
(3) Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nacimento. (4) Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos branco, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os sustentarei e eu os salvarei. (Is 46:3,4 NVI)
Famílias Ampliadas - Cena 3
A ampliação da família para as gerações seguintes é comum como resposta à paternidade ou maternidade irresponsáveis. Pais e mães adolescentes, imaturos emocionalmente, são agregados ao núcleo familiar principal em uma tentativa de reparar os erros cometidos em relacionamento sexual precoce. Essa é uma situação cercada de emoções.
É razoável que as famílias tenham o desejo de ajudar e é saudável que ajudem. Mas recolher a nova família em um quarto do apartamento dos pais ou fazer um quartinho nos fundos da casa da mãe normalmente trás mais mal do que bem.
O princípio bíblico foi apresentado bem no começo.
Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. Gen 2:24
A sabedoria popular transformou a orientação bíblica no ditado: Quem casa, quer casa.
Jesus confirmou esse princípio quando foi indagado pelos religiosos judeus a respeito do divórcio.
(4) Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, (5) e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? )Mat 19:4-5)
O apóstolo Paulo quando fala do amor que os maridos devem ter para com suas mulheres, chega a afirmar quem das provas desse amor é que ele abra deixe pai e mãe.
(28) Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (29) Pois nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à igreja; (30) porque somos membros do seu corpo. (31) Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. (Eph 5:28-31)
Porque amam suas esposas como a si mesmos, eles devem cortar o cordão umbilical. Isso significa pagar o preço para se tornar independente em pelo menos duas áreas.
Deixar o pai remete à independência financeira. As novas famílias devem aprender a se sustentarem por conta própria. Se precisam de ajuda para isso, os pais devem ajudar, mas nunca sustentar indefinidamente.
Deixar a mãe remete à independência emocional. A nova família precisa de espaço para se conhecer sem a interferência de pais e mães dizendo que ela é assim, ou que ele é assado.
Famílias Ampliadas - Cena 4
26 agosto 2007
Família: Idéia de Deus - 1/6
Jogo do Casamento
Apresentação
Meu nome é Aristarco e sou casado com Marina há 20 anos. Temos dois filhos, Lídia e Levi. A Lídia tem 19 anos é comunicativa e ligada às pessoas. Ela gosta muito de lê e cursa letras na UECE. O Levi é simpático e cortês, muito objetivo e metódico. Ele está no 2º ano do ensino médio, gosta de matemática e já ganhou algumas medalhas em competições estaduais e nacionais.
Nesses 20 anos, Marina tem sido uma coluna de sustentação de nossa vida familiar. Ela é uma mulher ponderada e sensata que ama os filhos e gosta muito de cuidar da família, e de mim também. Nos intervalos de dedicação à família, ela já tocou negócios bem diferentes, que vão do artesanato em gesso e tecido até uma livraria com mais 300m2, passando ainda por uma pequena panificadora. Hoje ela ensina educação cristã às crianças do ensino infantil do CBSD e está se preparando para atuar em benefício de crianças que passam por situação de risco.
Eu sou funcionário da Caixa Econômica há 18 anos. Hoje, atuo como analista de crédito na Gerência de Riscos de Fortaleza. Sou também pastor na Igreja Batista do Caminho, que se reúne na Rua Visconde de Mauá, 2794, próximo à Assembléia Legislativa.
Introdução
Há alguns anos atrás seria impossível o que está acontecendo hoje aqui: um grupo de executivos dispostos a buscar aperfeiçoamento não apenas das habilidades técnicas ou de gestão dos negócios, mas também o aperfeiçoamento da capacidade de se relacionar com outras pessoas, sobretudo aquelas que compartilham o seu dia-a-dia sob o mesmo teto.
Houve um tempo passado em que empresas eram lugares onde se produzia algo e cada um deveria concentrar suas energias exclusivamente em alcançar as metas e em contribuir para o bom resultado do empreendimento. As empresas não eram lugares propícios para a convivência humana ou para a expressão de necessidades que não fossem as ligadas ao negócio.
Nesse tempo passado, as pessoas eram consideradas apenas peças em uma grande engrenagem desenvolvida para ser lucrativa a qualquer custo. Se a peça não ia bem, trocava-se por outra, de preferência com um custo menor. Um tempo em que homens e mulheres foram massacrados.
Hoje, descobriu-se que a empresa, além de uma mente (centro de racionalidade) e um corpo (estrutura e pessoas), tem também uma alma. Empresas têm emoções. Percebeu-se que as empresas sentem, porque são feitas de gente. E gente sente.
Essa constatação levou os executivos procurarem maneiras de lidar com essa gente que sente. Percebeu-se que não era possível repartir a pessoa em pedaços. Não existe isso de não levar problemas de casa para o trabalho nem do trabalho para casa. Somos inteiros. Onde estivermos carregamos conosco tudo o que somos. A disputa no trabalho pela supervisão nova respinga no relacionamento com os filhos, assim como o desentendimento com a esposa ou o marido no domingo vai ao trabalho com você na segunda-feira.
O Jogo do Casamento
Dentre os relacionamentos que mais causam impacto na vida de uma pessoa está o relacionamento conjugal. Marido e mulher têm a capacidade de influenciar poderosamente a vida um do outro. Essa influência pode ser uma mola propulsora para o bem ou um peso que afunda os dois e não deixa ninguém avançar.
A verdade é que o casamento nunca foi algo equacionado e pronto para funcionar. Não existem fórmulas mágicas porque cada pessoa é diferente e age de forma diferente nas várias circunstâncias que a vida apresenta.
O casamento é uma espécie de jogo em que as regras são numerosas e complexas (e algumas desconhecidas). Quando você pensa que está ganhando de goleada, descobre surpreso que está perdendo; quando você sente que tudo está perdido, de repente surge uma esperança que não era esperada.
No casamento, aqueles que são competidores por excelência sofrem e fazem o outro sofrer em sua saga de ganhar sempre. Mas aqueles que são indiferentes ao jogo e não se importam consigo nem com o outro também sofrem e fazem sofrer.
Penso que, a maneira como consideramos esse “jogo” faz toda diferença. O nome que damos para ele e as regras com as quais o jogamos são fatores determinantes para estabelecer um relacionamento que abençoa em vez de amaldiçoar.
O nome dos jogos
Hoje gostaria de considerar três dos jogos mais jogados entre os casais. São jogos que todos conhecemos e jogamos vez ou outra. É difícil um casamento em que apenas um deles seja jogado, já que a maioria dos casamentos é uma mescla desses jogos. Entre eles há uma que é preferível, porque resulta em alegria e bem estar para todos os envolvidos: marido, esposa e filhos
Primeiro Jogo: O mais forte ganha
Esse é um jogo fácil de jogar, porque só tem uma regra: ganha quem subjugar o outro mais rápido. É a lei das selvas. É um jogo rápido que sempre termina na destruição emocional, intelectual e até física de um dos participantes.
Nos relacionamentos em que prevalece esse tipo de jogo há sempre um opressor e um oprimido. O marido, mas forte fisicamente, ameaça bater na esposa se ela não atender aos seus caprichos. O cônjuge com maior formação acadêmica, humilha o outro com perguntas sobre assuntos desconhecidos. A mulher, mais madura emocionalmente, manipula e anula o marido com jogos de chantagem.
Para alguns pode parecer que não, mas esse tipo de jogo continua sendo jogado em muitos relacionamentos. Algumas vezes, quando a parte oprimida não suporta, tenta desfazer o relacionamento, mas nem sempre é fácil porque esse jogo causa dependência. É comum também que é a parte mais fraca do relacionamento submeta-se ao jogo por longos anos: um processo de anulação consentida.
Esse jogo é jogado também fora do casamento. Por isso os primeiros cristãos espelharam-se na atitude de Jesus para abrir mão do jogo “O mais forte ganha”
Segundo Jogo: Ninguém ganha
Os danos causados por esse primeiro jogo para o casamento foram e são terríveis. A saída encontrada foi estabelecer um outro jogo com novas regras. O nome do jogo é “Ninguém ganha”.
Nesse jogo cada cônjuge é incentivado correr atrás dos seus direitos dentro do relacionamento. O princípio do jogo tem raízes no pensamento dos economistas liberais: Se ambos buscarem o melhor para si, então haverá uma equalização de forças e resultado será bom para os dois. Não sabendo como fazer um jogo em que os dois ganhem, a saída encontrada foi admitir que o empate, embora sem graça e cansativo é melhor do que um dos dois sempre perder.
O jogo em que ninguém ganha é aquele em que a disputa é mais valorizada do que a outra pessoa. O marido é capaz de não voltar cedo para casa só para “acostumar mal” a esposa. A esposa e capaz de sacrificar o tempo como os filhos apenas para provar que ela é tão capaz quanto ele.
O jogo do “ninguém ganha” faz muito sucesso na nossa geração, porque ele parece justo e equilibrado. Metade para um e metade para outro: ela ganha o dinheiro dela, eu ganho o meu dinheiro; ela paga as contas dela, eu pago as minhas; ela faz os cursos dela, eu faço os meus; 50% das despesas, 50% do trabalho, 50% do esforço, 50% do amor. Realmente é bem mais justo do que o jogo “o mais forte ganha”.
Mas quem joga esse jogo ainda joga um contra o outro. Ainda é uma competição em que ninguém quer perder. Será que é possível haver um jogo melhor do que esse?
Terceiro Jogo: Os Dois ganham
O nome do terceiro jogo é “Os dois ganham”. A regra é colocar o outro e suas necessidades em primeiro lugar. Essa assim que os primeiros cristãos tentavam viver a vida
(3) Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. (4) Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.
(5) Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: (6) Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. (7) Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, (8) ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte - morte de cruz. (Filipenses 2:3-8)
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Como pensar primeiro nas necessidades do outro? Isso é razoável? O cristianismo da bíblia acredita que só possível fazer isso se acreditarmos que, quando o nosso cônjuge não suprir nossas necessidades o nosso relacionamento com o Deus da Bíblia será suficiente.
Mas isso já é uma outra história...