19 novembro 2006

Sete Pecados Capitais - Inveja

Na terceira mensagem desta série sobre os pecados capitais, hoje vamos refletir sobre a inveja. Assim como o orgulho a inveja é considerada um pecado “frio”. Também como o orgulho é um pecado difícil de ser admitido, mas, de certa forma, é considerado “respeitável”, porque o sofrimento maior é para o próprio invejoso.

São Basílio afirmou que a inveja implantada no coração do ser humano é um vício pernicioso que causa prejuízos à pessoa invejosa, mas não causa dano aos outros.

O orgulhoso olha para baixo e despreza a inferioridade dos outros; o invejoso olha para cima e chora com amargura porque o outro está acima dele mesmo.

No decorrer da história, a inveja já teve várias representações. O olho gordo é uma delas. A crendice popular fala da inveja como um mau olhado, contra o qual devemos nos proteger. A inveja já foi considerada como um fogo devorador que consome a alma do invejoso.

A inveja também foi comparada com uma flecha envenenada, cujo veneno se espalha por todo corpo, sendo capaz de levar o invejoso a executar vinganças que só fazem sentido em sua alma tomada pela inveja.

É o invejoso quem mais sofre com sua inveja. Ainda assim, se a inveja for alimentada, é capaz de levar o invejoso e cometer crimes atrozes. (Basta assistir o Linha Direta e constatar)

A inveja não é racional; por isso ela não leva em conta a inteligência ou a formação acadêmica. A inveja se aloja no coração e não no cérebro, por isso não há garantias intelectuais contra ela.

O que não é Inveja

Emulação não é inveja. Emular é fazer do mesmo jeito que outra pessoa está fazendo, é buscar ser parecido com alguém. O simples desejo de possuir a mesma coisa que outra pessoa possui não é inveja. Esse desejo pode inclusive ser positivo e motivador a realização de coisas importantes.

Desejar comprar um carro igual ao do vizinho, não é inveja; colocar como objetivo ser tão estudioso como o colega de classe não é inveja; esforçar-se para ser um profissional tão bom como o colega de trabalho não é inveja.

Tomás de Aquino disse que inveja é o desgosto pelo bem alheio. Ambrose Bierce afirmou que inveja é uma sensação agradável proveniente da contemplação da miséria do outro.

O invejoso tem uma discreta satisfação com a batida no trânsito em que o vizinho amassou a Hilux, afinal ele tava se achando muita coisa com aquele carrinho dele.

O invejoso abre um largo sorriso com a notícia de uma nota baixa do colega que é o primeiro da classe, porque só desse todos poderão ver que aquele sujeito não tem nada de estudioso. Ele tem é sorte e é até puxa-saco dos professores.

O invejoso lamenta com falsidade o projeto de trabalho do colega que foi destaque no mês anterior, mas dessa vez não teve sucesso. Por que assim finalmente vão ver que era tudo uma fraude e quem sabe até pedir de volta o prêmio que ele recebeu no mês passado.

Ciúme não e o mesmo que inveja. A inveja nasce de um sensação de inferioridade, enquanto que o ciúme é uma sensação de perda por algo que lhe pertencia. O invejoso se vê inferior e quer rebaixar o outro até se sentir acima dele; o ciumento se vê possuidor e quer receber de volta o que lhe é devido.

A Bíblia diz que Deus tem ciúmes, mas não diz que Ele tem inveja. Para um Deus perfeito, a expressão do ciúme é também perfeita e se mostra como zelo pelo próprio nome; para o homem pecador, o ciúme, mesmo quando legítimo, é expresso em meio à desconfiança e ao ódio e dificilmente não se degenera em pecados e crimes (vide Linha Direta novamente).

O que é inveja, então?

Características da inveja

A inveja é um vício de proximidade. Invejamos primeiro aqueles que estão próximos a nós e têm dons, aptidões, habilidade e posições semelhantes. Assim, mães estão propensas a invejar outras mães, escritores a outros escritores, analistas a outros analistas, políticos a outros políticos, pastores a outros pastores, vendedores a outros vendedores, professores a outros professores, e assim por diante.

George Steiner afirmou que “a maldade é criada pelas cercas baixas dos jardins ou pelas ruas estreitas em que os homens convivem permanentemente uns com os outros...

Hoje os muros são altos e as avenidas são largas, mas a TV e a internet, o jornal e as revistas nos permitem enxergar e invejar sem que saiamos do conforto do sofá da sala.

A inveja é completamente subjetiva. A inveja está nos olhos de quem vê, não na coisa invejada. O invejoso é capaz de cobiçar coisas de pouco valor, porque o seu problema não é a coisa em si, mas a pessoa que a possui porque ela não merece possuir. Ela não é superior a mim, por isso não é justo que ela tenha o que eu não tenho.

Não é justo que ela tenha marido e eu não, não é justo que ela tenha filhos e eu não, não é justo que ele esteja sempre sorrindo e eu não, não é justo que ele saiba cantar e eu não, não é justo que ela ganhe uma flor e eu não, não é justo que ela seja superior a mim em alguma coisa, é preciso fazer algo sobre isso, diz a inveja.

A inveja não diminui com a idade. Se você é refém da inveja saiba que não adianta esperar um pouco para ela desaparecer. Deixada à vontade, a inveja só cresce.

Quanto mais vivemos temos a oportunidade de ver e encontrar pessoas que começaram conosco e hoje estão em posição mais bem sucedida. A sensação que nasce dessas comparações é a raiz da inveja. Por isso a inveja não pode ser cultivada como um bichinho de estimação, mas precisa ser tratada em sua motivação primeira.

Uma parábola

Disse o rei a um invejoso e um ganancioso: “um de vocês pode me pedir algo e eu lho concederei, e cuidarei para que o outro ganhe duas vezes mais”.

Isso deixou os dois homens e um dilema. O invejo não sis ser o primeiro a pedir, pois inveja seu companheiro que receberia porção dobrada. Mas o ganancioso também não quis ser o primeiro, pois queria ter tudo, tudo que alguém pudesse eventualmente receber.

Por fim, o ganancioso persuadiu o invejo a ser o primeiro a fazer o pedido. Então o invejoso pediu ao rei que arrancassem um de seus olhos, sabendo que, dessa maneira, seu companheiro teria os dois olhos arrancados.

A inveja na Bíblia

(1) Quando Moisés conduzia o povo de Israel pelo deserto, ele enfrentou muitas dificuldades liderando uma multidão de pessoas que conheciam muito pouco a respeito do Deus de Abraão, Isac e Jacó. Parte do salmo 106 é uma confissão pelo salmista dos pecados cometidos pelas gerações anteriores. No verso 16 ele diz:

Tiveram inveja de Moisés, no acampamento, e de Arão, o santo do SENHOR. (Salmos 106:16 ARA)

O Salmista está se referindo ao episódio da rebelião de Coré, Datã e Abirão, narrada no livro de números, capítulo 16.

(1-2) Um dia Coré (filho de Izar, neto de Coate e descendente de Levi) foi ter com Datã e Abirão (filhos de Eliabe) e ainda com Om (filho de Pelete), estes três últimos da tribo de Rúben, e conspiraram juntos, incitando uma certa quantidade de gente à revolta contra Moisés. Estiveram envolvidos nisso duzentos e cinquenta homens, com responsabilidades na chefia do povo. (3) Foram ter com Moisés e com Arão e disseram-lhes: Já chega da vossa presunção. Vocês não são melhores do que qualquer outro. Cada um em Israel foi escolhido pelo Senhor, e ele está com cada um de nós. Que direito têm vocês de se porem em evidência, clamando que devemos obedecer-vos, e fazer tudo como se fossem maiores do que qualquer um de entre todo este povo do Senhor? (Números 16:1-3 O Livro)

A inveja já havia consumido os seus corações. Não era coisa recente, eles a alimentavam a inveja há muito tempo. Coré, Datã e Abirão não podiam suportar a posição de destaque de Moisés e Aarão. Quem eram eles para se acharem superiores – essa era a presunção dos levitas.

Moisés tenta explicar aos levitas que Deus havia dados responsabilidades diferentes para cada um deles e que ninguém era maior ou menor por causa disso. Moisés lembrou que eles haviam sido escolhidos para serem os responsáveis para servir na organização do culto e Arão havia sido escolhido para servir no sacerdócio, mas não houve acordo.

Aqueles homens foram tragados por uma fenda na rocha e todos os revoltosos foram consumidos pelo fogo. Mas antes disso, a inveja já os havia consumido por dentro.

(2) Outra história em que a inveja achou espaço foi no relacionamento entre Davi e Saul. Saul era o rei de Israel, mas havia desobedecido às ordens dadas por Deus. Por isso Deus escolheu um novo rei, Davi, um rapazote que pastoreava as ovelhas do seu pai.

Foi esse rapazote que enfrentou um guerreiro chamado Golias e o derrotou. Depois dessa vitória, Saul chamou Davi para servir no seu palácio e entregava a ele várias missões que exigiam coragem e habilidade.

(5) Tudo o que Saul lhe ordenava fazer, Davi fazia com tanta habilidade que Saul lhe deu um posto elevado no exército. Isso agradou a todo o povo, bem como aos conselheiros de Saul. (6) Quando os soldados voltavam para casa, depois que Davi matou os filisteus, as mulheres saíram de todas as cidades de Israel ao encontro do Rei Saul com cânticos e danças, com tamborins, com músicas alegres e instrumentos de três cordas. (7) As mulheres dançavam e cantavam: “Saul matou milhares e Davi, dezenas de milhares”. (8) Saul ficou muito irritado com esse refrão e aborrecido, disse: “Atribuíram a Davi dezenas de milhares, mas a mim apenas milhares. O que mais lhe falta, senão o Reino?” (9) Daí em diante Saul olhava com inveja para Davi. (1 Samuel 18:5-9)

Saul não conseguia suportar o sucesso do jovem Davi. A cantiga das mulheres provocou a inveja de Saul e entrou como uma seta venenosa em seu coração. Não bastava para Saul ser o rei, não era suficiente que as mulheres estivessem lembrando suas vitórias, não era justo que Davi recebesse mais glória do que o rei. Quem Davi pensa que é? Ele vai querer o reino, também?

Veja que Saul, provocado pelo cântico das mulheres, estava agora acusando Davi de tramar contra o seu trono, situação que não estava acontecendo e que nunca aconteceu. A inveja foi consumindo aos pouco o coração de Saul ao ponto que ele perseguiu Davi por muitos anos e tramou a sua morte de todas as maneiras.

(3) A morte de Jesus na cruz foi o cumprimento das profecias dadas por Deus e o meio pelo qual fomos salvos dos nossos pecados. Jesus não era um mero interpretador da Lei, ele confrontou a religiosidade do seu povo e procurou apresentar o relacionamento pessoal com Deus como sendo o único caminho para a vida. Esse discurso de Jesus incomodava muito os líderes religiosos.

Jesus entrou em Jerusalém aclamado pelo povo. Muitos acreditavam que ele era o messias, o povo recorria a Jesus para compreender a lei. Ele curava as pessoas de sua mazelas físicas e apresentava o evangelho do Reino de Deus como uma esperança para o povo sofrido. O resultado de tudo isso foi que os sacerdotes e anciãos se encheram de inveja contra Jesus, o acusaram injustamente e o levaram perante Pilatos.

Pilatos sabia que os sacerdotes estavam corroídos de inveja. Com medo do sonho que sua mulher tivera ele deu ao povo uma oportunidade de libertar Jesus.

(17) Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo? (18) Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado. (Mateus 27:17-18 ARA)

Os sacerdotes não puderam suportar o amor que o povo tinha por Jesus. Eles não podiam admitir que Jesus conhecesse tão profundamente a Lei e fosse capaz de aplicá-la ao dia-a-dia da vida. Quem era, afinal de contas, esse Jesus, um marceneiro de uma vila sem nenhuma expressão para ganhar o coração do povo dessa maneira? Inveja foi a motivação que levou os sacerdotes e anciãos a tramarem e executarem a morte de Jesus.

(4) Quando Paulo e Silas passaram pela cidade de Tessalônica pregando o evangelho, eles enfrentaram a inveja dos judeus. Paulo e Silas haviam pregado em uma sinagoga e vários judeus se converteram. No entanto a inveja dos Judeus achou espaço quando uma numerosa multidão de gregos piedosos. Os judeus se encheram de invejam quando, apenas com uma pregação, Paulo e Silas levaram uma multidão aos pés de Jesus.

(1) Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. (2) Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, (3) expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. (4) Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. (5) Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. (6) Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, (7) os quais Jasom hospedou. Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. (Atos 17:1 -7)

A inveja havia tomado conta daqueles homens ao ponto de levá-los a fazer acusações levianas, organizar um grupo de bandidos e desordeiros para invadir a casa de Jason.

A verdade é que os judeus não suportaram o sucesso da pregação de Paulo e Silas. Quem eles pensam que são? Eles não podem ser considerados melhores do que nós que estamos a tanto tempo ensinando a Lei aqui na sinagoga.

O Contraponto da Inveja

A bíblia nos exorta constantemente a abandonar a inveja.

(20) Porque temo que, quando chegar, não vos ache quais eu vos quero... Que de algum modo haja contendas, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos; (2 Cor 12:20 AA)

(20) a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, (21) as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus. (26) Não nos tornemos vangloriosos, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. (Gálatas 5:20 - 21;26 AA)

(13) Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. (14) Mas, se tendes inveja amargurada e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. (Tiago 3:13-14)

Enquanto vivermos em mundo em que o pecado passeia como se estivesse em um jardim e o maligno tem domínio e poder, a inveja não será banida. Como podemos então lidar com ela em nossas vidas? A chave é a segunda bem-aventurança: Felizes os que choram (Mt. 5:4)

A palavra usada por Jesus para chorar se referia ao lamento profundo. O lamento daqueles que se deparam com a morte. É a tristeza intensa e esmagadora de quem não tem o que fazer.

“Bem aventurados aqueles que choram, aqueles que vêem a verdadeira natureza das coisas encontradas em um mundo arruinado e caído, de tal modo que, os de coração partido, estão abertos para o conforto que só Deus pode oferecer”

Aqueles que choram pelo estado de pecado em que o mundo se encontra, que lamentam pelo egoísmo da nossa sociedade, que enchem seus olhos de lágrimas pela criança abandonada, pela prostituição que degrada homens e mulheres, pela ganância que explora os indefesos, pela falta de significado com que as pessoas vivem, pelo vazio que preenche o coração das pessoas. O choro que reconhece a pobreza dos meus recursos pessoais para viver a vida e reconhece que só em Deus há consolo.

Chorar com os que choram é metade do caminho para lidarmos como a inveja. A outra metade é alegrar-se com os que se alegram.

(15) alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram; (Romanos 12:15 A)

Aqueles que se alegram com quem se alegra está colocando uma pá de cal sobre a inveja. Aqueles que encontram motivos para festejar a festa dos outros estão exercitando a humildade e encontrarão felicidade. Essa é a promessa de Jesus.

A inveja me separa dos outros: é inveja DE alguém. Mas o choro e a alegria me unem: COM os que se alegram e COM os que choram. Por isso o invejoso é um solitário, enquanto os que modestamente abrem mão de seus pretensos direitos vivem cercados de pessoas de bem.

Chorar com os que choram; é o choro da solidariedade com quem vive em um mundo dominado pelo pecado. Se alegrar com os que se alegram; é a alegria com quem confia no Senhor Jesus, não em si mesmo ou nos próprios méritos.

A raiz da inveja é o orgulho. O destino dos orgulhosos é a inveja de qualquer um que o faça se sentir ameaçado em sua superioridade. Por isso eu gostaria de terminar nossa reflexão lendo como os irmãos sobre aquele em quem a inveja nunca teve lugar: Jesus Cristo.

(1) Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, (2) completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. (3) Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. (4) Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. (5) Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, (6) pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; (7) antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, (8) a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (9) Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, (10) para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra (11) e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:1-11)

Na oração modelo o Senhor nos ensina a pedir por um coração livre da inveja, livre da presunção que destrói o outro e o diminui só para parecer maior e mais importante.

Venha o teu reino, Senhor. Não o meu reino. O desejo e a petição pelo estabelecimento do Reino de Deus é uma pá de cal sobre a inveja.

Quando o reino de Deus tem prioridade minhas comparações fúteis e egoísta perdem o sentido. Quando o reino de Deus tem prioridade, eu posso chorar com os que choram e rir com os que riem; quando o Reino de Deus se instala em meu coração não preciso destruir ninguém para ser reconhecido pelos outros. Porque eu sei que Deus me ama, e me reconhece e vai moldar a minha vida à semelhança do caráter de Cristo.

Venha o teu reino, Senhor. Venha o teu reino no íntimo da minha alma. Venha o tenho reino sobre os pensamentos da minha mente e sobre os sentimentos que confundem o meu coração.

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