23 maio 2009

John Wesley - (1703-1791)


A vida de um homem que com sua paixão por Deus mexeu com a vida espiritual dos ingleses e com a estrutura social de seu país.

John Wesley nasceu em 1703, durante o reinado da boa rainha Anne. Sua infância foi dirigida por sua mãe, uma mulher rígida e piedosa e seu pai, um homem difícil de agradar. Sua mãe acreditava que os desejos das crianças deviam ser subjugados, que eles deveriam ser açoitados quando não se comportassem e que deviam chorar baixinho depois de açoitados. John era o décimo quarto filho. Ele teria morrido num incêndio em Epworth Rectory se não tivesse sido arrancado das chamas por um vizinho que subiu nos ombros de outro vizinho. Ele tinha sete anos então, e depois disso, sua mãe o lembrou várias vezes que ele era “um tição colhido do fogo”. Ela sentia – e mais tarde ele veio a sentir – que ele tinha sido poupado por um propósito, servir a Deus.

Samuel, o pai de John, era um erudito, que por muitos anos trabalhou numa obra monumental sobre o livro de Jó. Um pregador severo, para não dizer implacável, uma vez exigiu que uma adúltera andasse nas ruas em sua vergonha e ele forçou o casamento de uma de suas filhas depois que ela tentou fugir com um homem que não era o escolhido de seu pai. Com seu pai e sua mãe, John Wesley desenvolveu excelentes hábitos de estudo e também se acostumou com sofrimento físico.

John Wesley foi para Charterhouse School em 1714, para Christ Church College, Oxford, em 1720, e em 1726 foi eleito membro na Lincoln College, Oxford. Depois de aceitar uma posição de pastor auxiliar em Wroote, Lincolnshire, de 1727 a 1729, ele voltou à Oxford não apenas para continuar seus estudos, mas também começar a viver a vida santa. Muitos outros jovens brilhantes tinham um curriculum como o de Wesley, mas poucos tinham a sua dedicação. Ele dominava pelo menos sete idiomas e desenvolveu uma visão verdadeiramente abrangente em todas as áreas da investigação. Sua mente nunca encerrou a busca pelo resto de sua vida. Quando ele voltou de Wroote para Oxford, ele assumiu a liderança de um grupo chamado Holy Club (Clube Santo), iniciado por seu irmão Charles. Aqui, eles buscavam reforçar a fé através do estudo das Escrituras e medindo a qualidade da santidade da vida de cada membro.



O Holy Club fazia mais que pensar e orar. Eles foram às prisões levar salvação aos prisioneiros. Embora eles fossem ridicularizados por seus companheiros de Oxford, de seu grupo de baixa posição saíram homens que se tornaram importantes para aquele tempo, particularmente os irmãos Wesley e George Whitefield. O seu regime exigia jejuns periódicos, encontros regulares para estudo e auto-exame. Somente muito tempo depois foi que John Wesley percebeu que eles seguiam mais a letra do que o espírito do cristianismo.

Em 1735 grandes mudanças atingiram John e Charles Wesley. O seu pai morreu e ambos foram com o governador Ogilthorpe para a colônia Georgia com a bênção e encorajamento de sua mãe. A Georgia foi uma prova para John, que logrou que realmente não gostava dos índios e que sua rigidez não era muito apreciada pelas pessoas da Georgia. Mas importante que isto, foi o contato de John com uma pequena banda de morávios na viagem para a colônia. Estes homens e mulheres destemidamente cantavam hinos durante terríveis tempestades no mar, enquanto ele se desesperava. Ele queria conhecer a fé que eles pareciam ter. Em 1737 ele retornou à Inglaterra.

Devemos dar a John Wesley o crédito, pois ele podia ser crítico o bastante consigo mesmo para parar naquele momento e saber que ele era um ministro experiente para examinar sua falta de fé. Peter Boehler, um morávio, deu-lhe a chave – pregar a fé até que ele a tivesse, e então ele pregava a fé. Então aconteceu que John Wesley habitou na fé até 24 de maio, uma quarta-feira, em 1738, no famoso encontro de Aldersgate, ele teve uma conversão, uma profunda e inconfundível experiência de fé. Seu “coração foi estranhamente aquecido”. Então seu verdadeiro trabalho começou.

Como tinha uma mente livre, John Wesley ainda conseguia retirar os melhores recursos das melhores mentes do seu tempo. William Law, por exemplo, foi seu professor, amigo e mentor por vários anos; mas Wesley achou que um ingrediente importante estava faltando no programa de Law para uma vida devota. Os seguidores de Platão conseguiram comunicar a Wesley uma estrutura intelectual que era mais espiritual do que material, mas os hábitos mentais de Wesley estavam moldados tanto pelo modelo de análise de Newton do que pelo platonismo. Os morávios eram o mais perto de uma síntese de todos os elementos que ele desejava e pôde encontrar. Ele até mesmo visitou Herrnhut para saber como sua comunidade trabalhava. Mas algo estava faltando lá, como em todo lugar, e em 1740, ele e seus seguidores romperam com os morávios, mas não antes que ele tivesse aprendido a pregar sermões ao ar livre, o que veio a ser uma parte essencial de seu programa mais tarde.

John Wesley tinha 37 anos de idade quando começou a viajar e pregar. Ele freqüentemente exagerava o número daqueles que vinham ouvi-lo. Muitas vezes, as mesmas pessoas que precisaram de sua ajuda eram as mesmas que mais o perseguiam. Ele pregava em púlpitos até que eles fossem fechados para ele, e ele então pregava nos campos abertos. Ele pregava três vezes por dia, começando às 5 da manhã, uma vez que os trabalhadores poderiam parar para ouvi-lo enquanto andavam para o seu trabalho monótono.

Algumas vezes ele andava 60 milhas (90 quilômetros) por dia a cavalo. As condições do tempo não importavam; ele fazia seu horário e o cumpria, não importavam as dificuldades. Ele fugia de uma multidão zangada pulando num lago gelado, nadava para fora dele e continuava a pregar novamente. Ele tinha a habilidade de trazer as pessoas hostis para o seu lado.

Ele foi para Gales do Sul em 1741, para o norte da Inglaterra em 1742, Irlanda em 1747, e Escócia em 1751. No total, ele foi à Irlanda quarenta e duas vezes e à Escócia vinte e duas vezes. Ele retornou às cidades vezes e mais vezes. Houve ocasiões em que ele retornava anos depois de sua última visita e registrava que a pequena sociedade que ele ajudara ainda estava intacta e fiel. Ele examinava cada membro de cada sociedade pessoalmente para buscar crescimento espiritual e de fé. As sociedades então formadas proviam a organização local para seu movimento.

O que Wesley pregava? Frugalidade, limpeza, honestidade, salvação, boas relações familiares, dúzias de outros temas, mas acima de tudo, a fé em Cristo. Ele não pedia aos seus ouvintes para deixarem suas igrejas, mas para continuarem indo nelas. Ele lhes deu o refrigério espiritual que eles não achavam fora do círculo. Quando suas décadas de provação produziram décadas de triunfo, as multidões aumentaram. Ricos e pobres vinham para ouvi-lo falar. Ele desenvolveu redes de assistentes leigos. Suas exortações para viver perfeitamente em amor hoje parecem duras, mas considere os efeitos em suas congregações. Os xingamentos nas fábricas pararam, os homens e as mulheres começaram a se preocupar com vestimentas limpas e simples, extravagâncias como chá caro e vícios como o gim foram deixados por seus seguidores, vizinhos deram um ao outro ajuda mútua através das sociedades.

Wesley ensinou tanto pelo exemplo como pelos seus sermões tão medidos. Suas despesas anuais já foram mencionadas. Ele publicou muitos volumes para serem usados em devocionais e direcionou o lucro para projetos, como um local de ajuda para os pobres. Sua vida pessoal estava além de reprovação. Ele traduziu hinos, interpretou as Escrituras, escreveu centenas de cartas, treinou centenas de homens e mulheres e manteve em seus diários um registro da energia dispensada, que dificilmente tem um rival na literatura ocidental. Sua maneira de falar na linguagem do homem comum teve um impacto imensurável no surgimento do inglês moderno, assim como os hinos de Charles Wesley tiveram um grande impacto na música com suas muitas canções sem mencionar a poesia da subseqüente era Romântica.

Mas o impacto dos Wesleys nas classes mais baixas foi além de afetar seus hábitos de vida e modo de falar. John Wesley proveu uma estrutura religiosa que era local e pessoal, bem como energeticamente moral. Sua teologia não tirava a liberdade e o direito de ninguém, pois qualquer um podia achar a graça de Deus para resistir ao diabo e ser salvo, se tão somente buscasse e recebesse. As sociedades que ele formou preservaram em seus estudos um foco de fé – uma fé que também levou a uma maneira de lidar com a realidade da vida das classes mais pobres. A religião não era só para os ricos, mas Wesley também não estava pregando uma revolta contra o anglicanismo – até muito tarde e então quase por um acidente histórico.

O anglicanismo de John Wesley era muito forte, embora os púlpitos anglicanos tornassem-se universalmente fechados a ele. Só quando tinha oitenta e um anos ele permitiu uma pequena divisão entre seus seguidores e a igreja nacional. Tendo mandado muitos homens à América, em 1784 ele ordenou mais pessoas para este esforço missionário e, porque “ordenação é separação”, efetivamente começou uma nova igreja. O conservadorismo dele era tanto político como religioso. Ele publicou uma carta aberta às colônias americanas, aconselhando-as a permanecerem leais à Grã-Bretanha, logo antes da Revolução Americana. Ele não tolerava nenhuma conversa sobre agitação civil na Inglaterra.

Tem se discutido que outras forças estavam trabalhando na Inglaterra além de Wesley e uns outros poucos pregadores. Por exemplo, a Revolução Industrial que estava vindo progrediu mais rápido na Inglaterra do que em qualquer outro lugar, dando aos homens novos tipos de trabalho; a justiça do Sistema de Paz e o sistema de governo com um Primeiro-Ministro eram únicos na sua forma e deram muito mais poder do que era possível em qualquer outro lugar à classe média local e os grandes problemas, que poderiam, de outra forma, causar revolução, simplesmente não estavam presentes depois de 1750. Ainda assim, sem Wesley e seus seguidores, como poderia o ateísmo, tal como existia entre os camponeses franceses, ser evitado e como poderia uma classe inferior oprimida e dominada pelos vícios ter esperança?

John Wesley morreu em 2 de março de 1791, cerca de três anos depois que seu irmão Charles morreu. Até seus anos finais, ele fez a mesma frase de abertura em seu diário a cada ano no seu aniversário, agradecendo a Deus por sua longa vida e sua contínua boa saúde, afirmando que sermões pregados de manhã cedo e muita atividade ao ar livre o mantiveram em forma para a obra de Deus. Desde o momento em que ele tornou-se livre de influências, exceto a de Deus, ele teve cinqüenta anos de serviço constante e fez um bem imensurável à Inglaterra através da perseverança, resistência e fé. Seu legado não se limitou ao seu século ou país, mas sobrevive até hoje na fé de milhões em uma variedade de igrejas.

A seguinte frase foi escrita em seu diário em 28 de junho de 1774:

Sendo hoje meu aniversário, o primeiro dia do septuagésimo segundo ano, eu estava pensando, Como pode ser isso, que eu ache a mesma força que tinha trinta anos atrás? Que a minha vista esteja consideravelmente melhor agora, e meus nervos mais firmes do que eram antes? Que eu não tenha nenhuma enfermidade da velhice, e não tenha mais aquelas que tive na juventude? A grande causa é, o bom prazer de Deus, que faz o que lhe agrada. Os meios principais são: meu constante levantar às quatro da madrugada, por cerca de cinqüenta anos; o fato de geralmente pregar às cinco da manhã, um dos exercícios mais saudáveis do mundo; o fato de que nunca viajo menos, por mar ou terra, do que 4500 milhas (6.750 km) por ano.


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17 maio 2009

A Graça de Contribuir - Um Caso Prático

Nos últimos domingos temos refletido sobre em tipo de pessoas estamos nos tornando: pessoas que contribuem ou pessoas que se negam.

Nas três primeiras mensagens paramos para observar qual é a visão de cristo sobre dinheiro, bens, riquezas e contribuição

19 “Não se preocupem em acumular riquezas aqui na terra, onde tudo pode estragar-se ou ser roubado”. 20 “Guardem, sim, coisas preciosas nos céu, onde nunca perdem seu valor, e estão livres dos ladrões! ” 21 “Se as riquezas estiverem no céu, o seu coração também estará lá”. Mat. 5:19-21

41 Então Ele passou para onde estavam os cofres de ofertas do templo. Sentou-Se e ficou observando o povo colocar seu dinheiro. Alguns que eram ricos punham grandes quantias. 42 Nisso veio uma viúva pobre e colocou duas moedinhas. 43 Ele chamou seus discípulos e disse: "Aquela viúva pobre deu mais do que todos aqueles ricos juntos! 44 Porque eles deram um pouco das sobras da sua riqueza, enquanto ela deu o seu último centavo". Mar 12:41-44

16 Então apresentou uma comparação: "um homem rico tinha uma fazenda que deu boas colheitas. 17 Com isso seus depósitos ficaram cheios - e ele não podia colocar tudo lá dentro. (Lc 12:16,17)

Hoje e nos próximos dois domingos vamos examinar um caso prático de contribuição na igreja de Corinto. Das páginas do novo testamento vamos extrair princípios preciosos sobre contribuir pedir a Deus que nos conceda sua Graça em toda a plenitude que ela representa

A Graça de Deus implica salvação. Isso todos nós queremos. Mas implica em outras realidades que embora alguns não entendam assim, são benefícios concedidos por Deus. Hoje é dia de compreendermos e sermos alcançados pela Graça de Contribuir.

Leitura do Texto

1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; 2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. 3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4 pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus; 2 Co 8:1-5

Escrevendo aos irmãos de Corinto, Paulo se propõe a apresentar a Graça de Deus concedida à igrejas da Macedônia (Filipos, Tessalônica e Beréia)

1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;

É de se esperar que Paulo comece um tratado teológico sobre o favor imerecido de Deus que nos salvou, assim como acontece na carta escrita aos Romanos. Mas, em vez de fazer uma exposição dos textos proféticos, aqui Paulo explica outra dimensão da Graça; prática, visível e poderosa: a contribuição.

Como assim? O que Graça e Contribuição têm a ver? Têm tudo a ver! O Espírito de Deus colocou no coração e nas letras escritas pelo Apóstolo que contribuir é uma expressão da Graça de Deus. Dito de outra maneira: não temos o poder ou a capacidade de contribuir a não ser que o Senhor nos alcance com o seu favor e nos capacite a fazer isso através do seu poder.

O que estou dizendo é que contribuir segundo o coração de Deus não é algo que se faça por conta própria e pelas próprias forças; é algo que faz quando somos alcançados pela Graça.

Como reconhecer a Graça de Deus na contribuição

Veja só: qualquer pessoa pode vir até aqui à frente e entregar dinheiro. Mas contribuir para o Reino de Deus, apenas aqueles que foram alcançados pela Graça podem fazer.

A pergunta mais lógica a fazer agora é como podemos reconhecer a Graça de Deus na contribuição. Penso que o exemplo das igrejas da Macedônia nos dão pelo menos três maneiras de conectar contribuição e Graça.

1. Alegria em meio a tribulação

2a porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria,

Quando somos alcançados pela Graça de Deus, isto é, quando entendemos e aceitamos que é dele toda a iniciativa e o poder de nos salvar e manter-nos salvos, nem as provas, nem as tribulações são capazes de roubar nossa alegria de contribuir.

Não importa se as lutas são grandes para ganhar o pão de cada dia, não importa se o trabalho é duro e o salário é pequeno, não importa se o chefe é chato, se a chuva mofou a parede do quarto, não importa se o sofá está rasgado, não importa se os família está passando por problemas ou se os filhos estão rebeldes, não importa... Nada disso rouba a alegria de contribuir quando entendemos que tudo o temos e somos não nos pertence.

Não importa se clonaram seu cartão e roubaram seu dinheiro, não importa se caiu um pedra em cima do seu carro, não importa se você foi preterido na promoção em seu trabalho, não importa... Seu peito está cheio de alegria porque a vida que lhe foi dada ainda será usada para contribuir com o Reino de Deus.

Sem o entendimento e a aceitação desse favor de Deus que o mantém vivo, que o salvou para a vida e sem explicação ama você, contribuir não é só difícil. É impossível.

Paulo estava dizendo: eu sei que a Graça de Deus alcançou aqueles irmão, porque é impossível que eles em meio a tanta tribulação, pudessem por sua própria força alegrarem-se em contribuir.

Eu acho que você deve olhara para si mesmo agora e pensar sobre a Graça de Deus que o alcançou e quer se expressar através da alegria em contribuir. Experimente. Certamente você não mais vai querer interromper esse canal da Graça de Deus: pela alegria que isso vai lhe dar e ser usado por Deus para abençoar outras pessoas.

2. Riqueza em meio a pobreza

2b e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade

A segunda maneira de conectar Graça e contribuição é perceber que contribuir não é uma condição de riqueza financeira. Não são os ricos que contribuem, mas aqueles que contribuem certamente têm grandes tesouros de generosidade em seus corações.

Nós já vimos aqui que Deu não tem necessidade de riqueza. Ele é o dono de Tudo. Na verdade o Senhor procura corações generosos para usar como instrumento de bênção para a vida de outras pessoas.

Mesmo da profunda pobreza e faz aparecer a riqueza da generosidade. Domingo passado vimos que generosidade é um característica do amor de Deus. Então, aqueles que foram alcançados pela Graça de Deus não vêem qualquer limitação em sua pobreza, mas reconhecem em sua limitações a oportunidade para se revelar o poder de Deus.

É assim que muitas igrejas bem pequenas e pobres sustentam missionários por esse mundo afora. É assim que irmão e irmãs bem pobre são fiéis em sua contribuições, porque crêem que seu sustento vem das mãos do Senhor. É assim que aqueles que se julgam pobres, como aquela viúva que Jesus observava, acabam contribuindo mais do que pessoas consideradas bem de vida pela sociedade.

Se você não entender e aceitar que é Deus que vai transformar sua pobreza em riqueza, isto é, se você não reconhecer a Graça do Senhor, contribuir não será apenas difícil. Será impossível.

Paulo estava dizendo, eu sei que a Graça de Deus alcançou aqueles irmãos, porque ninguém pode ser tão pobre como eles são e ao mesmo tempo tão desprendidos como eles foram. Eles contribuíram como se fossem ricos, e isso é o resultado da Graça de Deus nas vidas deles.

Olhe para si mesmo agora. Você se considera pobre e necessitado, alguém que não tem recursos suficientes para contribuir. Deus quer usar a sua pobreza para mostra ao mundo a Graça e poder dele. Quando Ele usar você para abençoar, tornando você um canal de riqueza e bênçãos para outras pessoas, então vai ficar claro que não foi você, mas foi Ele quem fez.

3. Superação em meio aos limites

3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4 pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.

A Graça de Deus é a prova de que Ele não se limita a nós. Deus não se restringe à minha capacidade, aos meus recursos, à minha cultura, aos meus conhecimentos nem à minha experiência. Por isso é Graça, porque Ele vai além de nós.

Essa é terceira forma de conectar graça e contribuição. Quando somos alcançado por esse favor sem medida, a medida de nossas posses é ultrapassada. Mas como é possível que isso aconteça?

É incrivelmente simples. Você se torna um canal das bênçãos e não um depósito. Se você for um depósito, você é a medida e o limite da bênção de Deus. Se é para você tem um limite, que é para não lhe fazer mal; mas se você é tão somente um canal para abençoar outros, então não tem limite nem medida.

Aqueles que foram alcançados pela Graça do Senhor devem experimentar a alegria de ser cana. Não tente apenas acumulara para si, porque a medida é pequena e alegria é bem curta. Experimente se colocar à disposição do Senhor para ser o canal da benção, da riqueza, da contribuição para o Reino e aqueles que Ele quer abençoar.

Se você não entender e não se vir como um canal para a benção que Deus quer derramar sobre esta igreja e sobre o Seu Reino, então suas limitações farão com que contribuir não seja só difícil, mas impossível.

Paulo olhou para os irmãos da Macedônia e disse. Eu sei que a Graça de Deus alcançou aqueles irmãos, porque é impossível que pessoas tão limitadas contribuam tão acima de suas posses sem que isso seja uma obra da Graça de Deus neles.

O que você quer ser? Um depósito, ainda que bem grande, da provisão de Deus, guardando tudo para si mesmo? Um canal da Graça, que não para de derramar sobre os outros a benção e alegria de ser usado pelo Senhor?

• Alegria em doar, mesmo em meio à tribulação.
• Riqueza ao ofertar, mesmo em meio à pobreza da própria vida.
• Exceder os limites ao contribuir, porque é canal e não depósito da bênção de Deus.

10 maio 2009

Porque as mães são tão amadas?


Outro dia estava pensando: se fosse possível colocar em uma balança (daquelas com dois pratos), de um lado, o dia dos pais, e do outro, o dia das mães, qual dos pratos seria o mais pesado?

Se você tem alguma dúvida, saiba que os comerciantes não têm dúvida nenhuma. De longe, o dia das mães pesa mais que o dia dos pais, inclusive no bolso de todo mundo. Pai ganha meia, gravata, cinto, lenço ou quando muito um livro. Mas, algumas mães, ganham batedeira, geladeira, jóias, perfumes e TV Digital, mesmo quando seus filhos não podem comprar.

Quem é capaz de negar um presente, um abraço, um carinho que seja à sua mãe ou à mãe dos seus filhos no dia de hoje sem ficar com um peso na consciência?!

Porque nossas mães são tão amadas?

Pode parecer uma pergunta boba. Ora, qualquer criança sabe: porque ela é a nossa mãe. Tudo bem... Mas o que torna as mães essa unanimidade de amor e consideração?

Penso que há três coisas que tornam as mães especiais. São três presentes que Deus deu a elas: o presente da vida, o presente da dor, e o presente da generosidade.

O primeiro presente e dom da vida.

Deus fez das mães um ninho para a vida. No seu útero a vida surge e é gestada; em seus seios a vida se alimenta e em seus braços é acalentada.

Neste ponto há uma grande sabedoria de Deus, porque o ninho da vida não é apenas o seu corpo, mas sua alma. Por isso, mesmo aquelas que nunca geraram, mesmo as que não amamentaram, ou até que aquelas que podem acalentar com seus braços, mesmo essas foram moldadas por Ele para abrigar a vida.

Deus preparou as mães para preservar a vida. Seja mediando as disputas entre os pequeninos ou aconselhando nas brigas de família, são elas que quase sempre trazem as palavras de paz.

Elas são capazes, com suas palavras, de amolecer o coração endurecido de alguém que conspira contra a vida, porque elas não suportam a destruição e a morte. É assim que muitos abortos são evitados, com a palavra encorajadora de uma mãe. Que força poderosa pulsa no coração de uma mãe!

Se o filho está com fome, ela é a primeira a acudir. Basta que a pequenina adoeça e ela se desdobra em cuidados. Se o filho sofre, ela sofre junto; se o filho é injustiçado, ela se entristece; se o filho é ameaçado, ela o protege. Porque uma mãe não suporta a idéia de um filho sofrendo ou passando necessidade.

Eu lembro bem de uma época em nossa família que minha mãe ficou sozinha com os quatro filhos pequenos. Sem nunca ter trabalhado fora, ela enfrentou os próprios medos e com coragem foi em busca de prover o sustento da família. Sabe para que? Para preservar as vidas que ela havia gerado. As mães são assim: nunca abandonam a vida.

Deus concedeu às mães que elas O ajudem a fazer coisas que são parte da natureza Dele: gerar e preservar a vida. Esse é um privilégio especial. É isso que nos faz amar e admirar nossas mães.

Então, toda vez que a vida for gerada, saiba que isso é uma amostra do amor de Deus. Toda vez que você vir o amor de uma mãe preservando a vida, tenha certeza de que ali está um anúncio do amor de Deus.

O segundo presente é dom da dor

Os cientistas já provaram, ou ainda vão provar, que as mulheres são mais resistentes à dor do que os homem. Aliás, basta observar por algumas horas as clínicas de beleza e estética para ter certeza disso.

Cera quente, cera fria, chapinha, alicate, ácido nos cabelos, e tratamentos mais recentes como a lipoaspiração só fazem o sucesso que fazem porque o público alvo principal é feito de mulheres. Alguns homens têm experimentado, mas isso vai contra a natureza masculina.

Os homens são corajosos para enfrentar dores muito grandes, mas sejam rápidas. Mas as mulheres são capazes de suportar dores prolongadas. É claro que ao dizer isso eu não mais estou falando apenas de dores físicas, mas também das dores emocionais que consomem a alma e abalam o espírito.

Esta semana eu estava vendo um documentário sobre os gêmeos siameses, que nascem unidos por alguma parte do seu corpo. A reportagem falava de vários casos e um deles era duas irmãs que nasceram unidas pelo abdômen. Elas compartilhavam o fígado e o coração de uma estava mais de 50% na cavidade torácica da outra.

Com um ano de vida, elas foram submetidas a uma cirurgia para separá-las. O pai falava das filhas com carinho, mas parecia desligado emocionalmente do estava acontecendo, mas as expressões daquela mãe diziam que durante aquele ano inteiro ela tinha vivido intensamente a dor de suas filhas.

Não há dor maior do que ver o sofrimento da vida que você gerou. Essa é dor sentida por Deus. Ele gerou vida em nós, uma vida que é alimentada pela presença Dele. Deus sofre imensamente quando nós somos ameaçados pela morte, ao nos afastarmos dele. Ele sofre porque nos gerou em amor. É isso que faz a dor ser um presente: quando ela é a prova do amor que temos por alguém.

A dor é outra parte da natureza de Deus que ele concedeu às mães. Elas receberam de Deus a habilidade de suportar a dor que nasce do amor nutrem em seus corações. Não é sofrimento à toa, é sofrimento por amor.

Eu me lembro bem da minha avó Alzira, mãe do meu pai, sentada ao lado da cama, por que já não podia ajoelhar-se, orando pelo filhos, filhas, netos, bisnetos, noras, genros, colocando-os um por um, nome por nome, em oração, diante do Senhor. Ela se alegrava com os que estavam nos caminhos de Deus, mas sofria a dor daqueles que estavam longe do Senhor mais do que eles mesmos sentiam. Lendo a Bíblia bem devagar, sílaba por sílaba, ela ia extraindo da Palavra de Deus o conforto para suportar todas as suas dores.

Então, toda vez que você vir uma mãe sofrendo por amor, toda vez que as lágrimas de uma mãe rolarem pelo seu rosto entristecido, toda vez que a expressão apreensiva de uma mãe for o cuidado pelo bem estar de seus filhos, saiba que ali esta uma amostra do amor de Deus.

Se é você essa mãe, você aprender com minha avó e buscar na Palavra de Deus o consolo para sua dores. Certamente você não vai ser decepcionada.

O terceiro presente é o dom da generosidade.


As mães são generosas. Ela aprendem a generosidade muito cedo, quando compartilham o próprio corpo com seus filhos. Imaginem se existe generosidade maior do que essa. Alguém que compartilhe a casa, o carro, as roupas, o dinheiro e já será chamado de generoso. O que dizer de alguém que compartilha o próprio corpo.

Mães que são capazes de abrir mão de sonhos pessoais em prol de seus filhos ensinam generosidade. No dia a dia as mães passam por cima de dezenas de coisa que poderiam se tornar cavalos de batalha. Fazem isso por aprenderam a ceder.

A mãe da Marina é alguém que eu admiro muito pelo seu desprendimento. Na casa dela você precisa ter cuidado com o que fala. Se você olhar para um dos quadros da parede dela e disser que gostou muito, é provável que na sua saída você ganhe aquele quadro de presente. Como são preciosas as pessoas generosas.

Ela tinha um piano em casa. Quando nós casamos Marina estudava piano, então ganhamos o piano de presente. No começo do nosso casamento nós vivemos alguns momentos bem difíceis financeiramente. Mas eu e Marina tínhamos princípios muito rígidos em relação a isso: se o problema era nosso, nós é que iríamos resolver e isso significava não receber dinheiro dos nossos pais para bancar as despesas normais da casa.

Foi aí que entrou o piano. Numa dessas dificuldades e diante da nossa negativa de receber ajuda, ela disse que queria compra o piano. Isso mesmo! Um pouco relutante, mas necessitados do dinheiro, vendemos. Então ela e Seu Valdeci disseram que seria trabalhoso e caro levar o piano de volta para o apartamento deles, por isso eles queriam que o piano ficasse na em casa mesmo. Vez por outra falávamos do piano, até que eles nos deram o piano de presente outra vez. Não sei se vou exagerar, mas acho que o piano foi e veio umas duas ou três vezes.

A generosidade daquela mãe foi tão grande que venceu as regras rígidas de dois jovens que ainda estavam aprendendo sobre o significado do amor.

Deus é assim: generoso. Ele presenteia generosamente. Nossas vidas são um presente que recebemos dele. É tão grande essa generosidade que ao ver nossa falta de compreensão sobre o amor dele e que estamos jogando fora a vida, o bem maior que Ele nos deu, Ele comprou nossas vidas que antes eram Dele, para nos dar de presente novamente.

O preço desse presente foi a vida do seu filho, Jesus Cristo. Deus é assim generoso. Então, sempre que você vir a generosidade de uma mãe, saiba que isso é um amostra do amor generoso de Deus.

Conclusão

Às mamães, sobretudo minha mãe, e mãe dos meus filhos, minha gratidão e alegria porque vocês tem sido usadas por Deus para revelar o amor dele, amor que gera vida, amor que suporta a dor, amor que é generoso.

19 abril 2009

Jesus, dinheiro, riquezas e bens 1

Introdução

Hoje estamos voltando à nossa reflexão sobre o tipo de igreja que seremos ou, ainda melhor, o tipo de igreja em que estamos nos tornando.

Neste recomeço precisamos lembrar que a Igreja Batista do Caminho somos nós mesmos. Não estamos falando de uma instituição ou organização formal. Falamos de nós mesmo. Assim, ao voltamos nossos olhos sobre o tipo de igreja em que estamos nos tornando, olhamos para nossas atitudes, nosso jeito de viver a vida e a maneira como nos relacionamos com Deus e com as pessoas; que é o que determinará o tipo de igreja que seremos.

Nossa pergunta, então, poderia ser feita de outra forma: que tipo de pessoa eu serei? Em que tipo de pessoa eu estou me tornando? Isso é muito importante, porque ao final das contas, o que temos feito aqui não é apenas estudo eclesiológico, isto é, da igreja, mas uma reflexão sobre quem somos.

Quando Cristo nos resgatou, começou em nós a etapa final de uma metamorfose através da qual temos sido transformados pelo poder do Espírito de Deus. A velha natureza, que se inclina ao pecado, cede lugar a uma nova natureza, que se inclina para Deus; o antigo jeito de ser, auto-suficiente, e dá lugar a o novo jeito de ser, dependente de Deus.


Essa transformação é tão impressionante que Jesus, ao explicar para Nicodemos chamou de novo nascimento. Uma nova pessoa surge em nós pela ação do Espírito de Deus. Então quando nós nos perguntamos se seremos uma igreja que ama ou que rejeita, que serve ou que é servida, que fala ou se cala, estamos refletindo sobre o quanto temos atendido ao Espírito de Deus no seu desejo de desenvolver em nós essa nova natureza que Ele mesmo gerou.

Hoje e nos próximos domingos vamos pedir ao Senhor que nos esclareça sobre a seguinte pergunta: em que tipo de igreja Ele quer que nos tornemos: uma igreja que contribui ou que se nega.

O assunto é um dos mais difíceis de serem tratados na igreja, porque envolve dinheiro e um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano: o bolso (ou a bolsa).

Se você tem dificuldade para lidar com o assunto, talvez queira tirar umas férias do culto de domingo pelas próximas semanas e esperar que essa onda passe. Talvez até lá o pastor recobre a sanidade e volte a falar de assuntos mais apropriados para uma igreja, como, por exemplo, amor.

Mas, se você deseja permitir que o Espírito de Deus avance no desenvolvimento da nova natureza que Ele gerou dentro de você, meu conselho é que você não falte nenhuma das próximas pregações.

Se você deseja que a nova vida do Espírito tome conta da sua vida então você fará tudo o que estiver ao seu alcance para ouvir e atender a voz do Senhor (não a minha, mas voz daquele que ama você do jeito que você é, mas não sossegará até que você seja do jeito que ele planejou que você seria: semelhante a Jesus).

Trataremos de assuntos que a princípio não parecem muito espirituais como dinheiro, lucros, negócios, bens, riqueza, pobreza, ambição e coisas parecidas como estas. Mas você verá que tudo isso tem conexão direta com essa transformação que o Espírito quer fazer em nós.

Que igreja seremos? Em que tipo de pessoas que estamos nos tornando? Pessoas que doam ou pessoas que se negam. Em primeiro lugar vamos olhar para Jesus e tentar enxergar essa questão usando as mesmas lentes que ele usou e olhando do mesmo ponto vista que ele viu.

Jesus, dinheiro, riquezas e bens

19 “Não se preocupem em acumular riquezas aqui na terra, onde tudo pode estragar-se ou ser roubado”. 20 “Guardem, sim, coisas preciosas nos céu, onde nunca perdem seu valor, e estão livres dos ladrões! ” 21 “Se as riquezas estiverem no céu, o seu coração também estará lá”.

Nesse texto, Jesus fala sobre acumular riquezas. Por quê? Porque essa é uma inclinação da velha natureza. Há em nós uma profunda necessidade de segurança. Nós estávamos seguros e protegidos no jardim, mas agora a insegurança é a marca das nossas almas.

Basta olhar pela janela ou ligar a TV para constatar isso. O medo está entranhado na vida das cidades. O semblante das pessoas é de apreensão e a angústia de que algo terrível aconteça parece rodopiar sobre nossas cabeças.

E o desemprego? E o plano de saúde? E a minha velhice? E os filhos? E o financiamento do carro? E onde eu vou morar com minha família? E o estudo dos meninos? Estamos descendo uma correnteza caudalosa de incertezas e precisamos de algo que nos faça sentir seguros. Acumular bens e dinheiro parece uma ótima bóia salva-vidas.

Quando eu leio as palavras de Jesus fico impressionado com a sabedoria do Filho de Deus, porque Ele não nega essa necessidade que temos, mas revela a fragilidade dos nossos planos. Ei meu filho! Eu acho que essa sua bóia está furada.

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Viver em função de acumular bens e dinheiro é como alguém que se agarra a uma bóia furada. Por algum tempo o sujeito se sente seguro, mas logo ele percebe que aquilo não basta para resolver a inquietação de sua alma.

Há um jogo terrivelmente cruel neste ponto. A ilusão é que a paz da alma crescerá junto com o tesouro da terra. Então muitos se dedicam a acumular tesouros. Depois de alcançarem o que queriam, descobrem que não adiantou. Envergonhados do fracasso, alguns põem sobre si uma máscara de alegria para suportar a dor de haverem desperdiçado a vida. Não há riqueza suficiente no mundo para aquietar a alma longe de Deus.

Não há nada de errado em usufruir a vida. É bom se alegrar com o fruto do nosso trabalho. O alerta de Jesus é que isso não é suficiente. Por quê? Porque nossa insegurança vai além dessa existência, e por mais que a gente fique soprando para encher a bóia furada a correnteza continua nos levando para uma imensa queda d’água (catarata de Iguaçu).

Em outras palavras o alerta de Jesus é assim: você pode até continuar soprando essa bóia furada e não morrer afogado no rio, mas isso não muda o fato de que no final da correnteza tem uma cachoeira. Seu tesouro não pode ser a bóia. Se você dedicar seu tempo e energia para manter a bóia cheia, perderá o verdadeiro tesouro.

Quais são as coisas que você dá grande importância. A casa, o carro, o saldo na conta, o emprego, a formação acadêmica, as roupas, o lazer, o prazer? Onde você aplicou seu coração? Na opinião de Jesus, nada disso deve aprisionar o seu coração. É perda de tempo diante da cachoeira.
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Jesus fala de juntar tesouro nos céus. Esse tesouro celeste não pode ser roubado, não se estraga, não está exposto aos efeitos do tempo. Na verdade apenas esse tesouro dos céus é capaz atender à profunda necessidade de segurança de nossas almas. É nesse tesouro que devemos colocar nosso coração. Mas que tesouro é esse? Esse tesouro é o próprio Jesus Cristo.

2 Não procuramos enganar o povo para que creia - não estamos interessados em fazer trapaça com ninguém. Nunca procuramos fazer com que alguém creia que a Bíblia ensina o que ela não ensina. Nós nos abstemos de todos esses métodos vergonhosos. Achamo-nos na presença de Deus quando falamos, e por isso dizemos a verdade, como todos quantos nos conhecem concordarão.

3 Se para alguém a Boa Nova que pregamos está oculta, ela está oculta daquele que vai a caminho da morte eterna. 4 Satanás, o deus deste mundo pecaminoso, o fez cego, incapaz de ver a glória do Evangelho que está brilhando sobre ele, ou de compreender a mensagem maravilhosa que pregamos acerca da glória de Cristo, que é Deus.

5 Nós não vamos de um lado para outro pregando-nos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor. Tudo quanto dizemos de nós mesmos é que somos escravos de vocês por causa daquilo que Jesus fez por nós. 6 Pois Deus, que disse: "Haja luz na escuridão", nos fez compreender que é o brilho da sua glória que se vê no rosto de Jesus Cristo. (2Co 4:2-6)

O Tesouro do Céu é Cristo. Ele é a imagem de Deus. Ele é o próprio Deus que se fez gente. Ele é a riqueza capaz de encher nosso coração de confiança, paz e segurança.

1,2 Antes de existir qualquer coisa, Cristo já existia, e estava com Deus. 3 Ele criou tudo o que há - não existe nada que ele não tenha feito. 4 Nele está a vida eterna, e esta vida traz luz a toda a humanidade. 5 A vida dEle é a luz que brilha no meio da escuridão, e nunca pode ser apagada pela escuridão.(Joh 1:1-5)

Enquanto você estiver ocupado em acumular tesouros na terra, jogará fora o tesouro dos céus. Se você teimar e procurar segurança para sua alma em uma casa, um carro, um emprego, uma aposentadoria, uma formação acadêmica, você certamente desprezará o tesouro do Céu, único capaz de lhe dar segurança: Cristo.

Alguns tentam dividir o coração. Tentam ajuntar tesouros tanto na terra quanto nos céus e se tornam pessoas confusas e dúbias. Eles têm medo de confiar totalmente nos tesouros da terra, mas não também não são capazes de por sua confiança naquele que é Tesouro dos Céus. Esses são os mais inseguros de todos.

“Vocês não podem servir a dois patrões: Deus e o dinheiro. Porque vocês odiarão um e amarão outro, ou vice versa”. Mat 6:24

Quem é o seu patrão? Deus ou o dinheiro? A quem você ama de todo o seu coração? Os servos de Deus são desafiados a juntar tesouros nos céus. Eles não encontram segurança para suas almas em seus bens, seu dinheiro e posses, mas na confiança que têm no caráter de Deus.

A velha natureza é inclinada para a arrogância, independência, auto-suficiência e justiça própria. Tudo isso são formas de proteção que aprendemos por causa da insegurança e do temor que nos consome a alma aqui, fora do jardim.

A nova natureza é inclinada para a humildade, dependência de Deus e interdependência do irmão, confiança em Deus, arrependimento e perdão.

Não há como falsificar essa nova natureza ela é o resultado no novo nascimento que o Espírito Santo produz naqueles que confiam suas vidas a Jesus. Portanto se não há em seu coração o desejo de humildade, dependência de Deus, interdependência dos irmãos, confiança em Deus, arrependimento e perdão, é possível que você não tenha experimentado o novo nascimento.

Se você nasceu de novo, certamente o Espírito de Deus tem se comunicado com seu espírito e produzido essa inclinação. Mas, assim como eu, assim como foi com Pedro, é possível que algumas vezes você tenha tirado os olhos do Senhor e se sentido tentado a acumular tesouros na Terra. Então ouça então as palavras de Cristo, porque o Espírito de Deus fala dele.

25 “Portanto, meu conselho é: Não fiquem preocupados a respeito de coisas: O que comer, o que beber e o que vestir. Porque vocês já têm a vida e o corpo - e ele são muito mais importantes do que o comer ou o que vestir”. 26 “Olhem os passarinhos! Eles não se preocupam com a comida - eles não precisam semear, colher, ou guardar comida - pois o Pai celeste de vocês os alimenta. E para Deus, vocês valem mais do que os passarinhos”. 27 “Será que com todas as preocupações juntas poderão acrescentar um único momento à vida de vocês? ”.

28 “E por que ficar preocupados com a roupa? Olhem os lírios do campo! Eles não se preocupam com isto”. 29 “Até o rei Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu tão bem como qualquer deles”. 30 “E se Deus cuida tão maravilhosamente das flores, que hoje estão aqui e amanhã já desaparecerá, será que Ele não vai, com toda a certeza, cuidar de vocês? Vocês têm uma fé muita fraca”.

31 “Portanto... 32 Não sejam como os pagãos! Pois eles se orgulham dessas coisas todas, e estão muitíssimos interessados nelas. Mas o Pai celeste, que vocês têm, já sabe muito bem que vocês precisam delas”, 33 “E Ele as dará a vocês, se O colocarem no primeiro lugar de suas vidas”. Mat 6:25-33

Se queremos ouvir a voz do Espírito e ser uma igreja que contribui, precisamos antes de tudo colocar o Senhor em primeiro lugar.

Permita que o Espírito de Deus aprofunde as marcas de sua nova natureza: os servo de Cristo não se ocupam de ajuntar tesouros na terra, mas aplicam seu coração ao Tesouro do Céu.

05 abril 2009

Jesus: Cordeiro Pascal


Introdução

Qual a primeira palavra que vem a sua mente quando você escuta “Páscoa”?

A festa que hoje conhecemos como páscoa é uma colcha de retalhos de diversas culturas. Essa colcha de retalhos foi costurada durante séculos e hoje vamos conhecer mais sobre seus pedaços.

Se eu fosse perguntar para cada pessoa aqui quais dúvidas tem a respeito da páscoa, certamente haveria muitas perguntas para responder. Hoje vamos nos limitar a cinco perguntas, mas penso que ao respondê-las vamos tocar nas dúvidas mais comuns sobre o assunto.

1. Qual a origem dos símbolos e tradições mais comuns da época da páscoa?
2. Existe relação entre esses símbolos e a Bíblia?
3. De onde realmente surgiu a páscoa e qual o seu significado?
4. Os cristãos devem celebrar a páscoa?
5. Existe alguma celebração cristã que guarda paralelo com a páscoa dos judeus?

Os Símbolos

Para entender alguns símbolos da festa que hoje é chamada de páscoa, precisamos retornar à Idade Média. Na primavera, os antigos povos pagãos da Europa homenageavam à deusa Ostera ou Ostara.

Essa divindade é representada por uma mulher segurando um ovo na mão e olhando um coelho, símbolo da fertilidade, ao redor dos pés descalços. A deusa e o ovo que ela carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

O Mito

Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e poucou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto encantou as crianças. Com o passar dos messes, elas reparam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno chegasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes, pudesse ao menos dar laguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momento.

A lebre assim permaneceu até que, então, a primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apofeu e ela pôde transformar a lebre em pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Eostre assumiu vários nomes diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a deusa da fertilidade plena e da primavera. Seus símbolos são a lebre (coelho) e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

Então, esses antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. A Páscoa com coelhos e ovos foi adaptada a partir desse feriado pagão, que era o Festival de Ostara.

A festa foi cristianizada e foram dados novos significados aos símbolos pagãos. O ovo, por exemplo, foi identificado com a ressurreição; o coelho, com a fertilidade do evangelho. Essa cristianização ocorreu durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C..

A simbologia do ovo

Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este "ovo cósmico" aparece depois de um período de caos.

Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o "Sopro divino"), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao céu e a terra. Simbolicamente é possível ver o céu como a parte leve do ovo, a clara, e a terra como outra mais densa, a gema.

O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yan).

Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.

O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930.

Hoje o coelhinho da páscoa e o ovo deixaram de ter conexões espirituais e se tornaram em uma grande jogada de marketing para as indústrias envolvidas e para o comércio de chocolate.

Coelhos, ovos e chocolate fazem parte de uma mistura de símbolos pagãos que não tem qualquer relação com a páscoa descrita na bíblia. Essas tradições foram importadas das festas em homenagem à deusa Ostera e incorporados ao cristianismo na idade média.

Origem e verdadeiro significado da páscoa

Vamos começar pela própria palavra. Páscoa, em hebraico, pessah, vem de um verbo que significa “passar por cima” no sentido de “poupar”.

A páscoa tem sua origem na história do povo de Israel. Cativos no Egito por 400 anos, aquele povo, descendente de Abraão, Isac e Jacó, estava sendo liderado por Moisés para sair do Egito.

Depois de nove intervenções sobrenaturais de Deus (as chamadas pragas do Egito), todas elas desprezadas pelo Faraó, Moisés é informado de que todos os primogênitos do Egito seriam mortos. Mas Deus iria poupar, passar por cima, dos primogênitos do povo de Israel, dos hebreus. Essa passagem deveria ser celebrada com uma refeição em família.

E foi assim que aconteceu a Páscoa do Senhor. Na noite prevista, um anjo enviado por Deus tirou a vida de todos os primogênitos do Egito, mas poupou, passou por cima, dos primogênitos hebreus.

Aquele momento histórico foi marcado por uma cerimônia, instituída por Deus para servir de lembrança do marco final na libertação do Egito. O nome dessa cerimônia é páscoa.

Assim, a páscoa é, ao mesmo tempo, um fato histórico e uma celebração que lembra esse fato. Vejamos como a bíblia descreve esse evento em Ex. 12:1-13.

Páscoa – Festa dos Judeus

Orientados por Deus, eles sacrificaram um cordeirinho, prepararam uma refeição com pães sem fermento e ervas amargas, e molharam o forramento das portas com o sangue do cordeiro. As portas, pintadas com o sangue do cordeiro, eram a senha para que o primogênito de cada casa fosse poupado, porque o cordeiro já havia morrido no lugar dele!

Ainda hoje, mais de três mil anos depois, os judeus comemoram a Páscoa do Senhor. Eles festejam a misericórdia de Deus, que poupou seus filhos da morte.

A páscoa é uma festa registrada na bíblia, mas é uma festa dos judeus. Não é uma festa cristã. A Bíblia nos ensina a amar a nação de Israel, assim como todas as demais nações, a orar pela paz em Jerusalém e a apresentar-lhes Jesus, o messias prometido por Deus, mas não a festejar suas festas.

Ignorância

Muitos cristãos, por ignorância, comemoram uma festa misturada de ovos, coelhos e chocolates + cordeiro e ervas amargas + pão de coco + bacalhau. Além de estranha à bíblia, essa páscoa não tem significado espiritual. Não passa de mais uma oportunidade para fazer negócios.

Como vimos, existe na bíblia uma festa chamada páscoa bem diferente das comemorações que se fazem hoje, mas é uma festa dos judeus. Não há recomendação bíblica para que não judeus, como nós, celebrem a páscoa dos judeus e muito menos a páscoa pagã dos coelhos e ovos de chocolate.
Um paralelo

No entanto, ainda que a páscoa seja uma celebração dos judeus, devemos entender que uma das mais importantes celebrações cristãs, o memorial da morte e ressurreição de Cristo, guarda um paralelo com a páscoa judaica.

A Páscoa é um memorial deixado por Deus para os judeus para que eles não esqueçam a misericórdia e a graça de Deus para com eles no Egito. Ao mesmo tempo, esse memorial era um anúncio profético de que aquela Graça alcançaria o resto do mundo através de Jesus.

I Coríntios 5:7b ...Cristo, o nosso cordeiro pascal

O apóstolo Paulo, que conhecia profundamente a cultura e as tradições judaicas, chama Cristo de “cordeiro pascal”. Ao fazer isso ele tenta explicar que assim como no Egito o sacrifício de um cordeiro era a senha para que os primogênitos fossem poupados, hoje a morte de Jesus é a senha para que sejamos poupados da justa punição por nossos pecados.

O cordeiro não podia ter defeitos (Ex. 12:5)
Jesus viveu uma vida sem pecados (I Pe. 1:19)

Nenhum osso do cordeiro deveria ser quebrado (Ex. 12:4)
Nenhum osso de Jesus foi quebrado (João 19:36)

O cordeiro deveria ser sacrificado (Ex. 12:6)
Jesus foi sacrificado (João 12:24-27)

O sangue do cordeiro deveria ser aplicado à porta (Ex. 12:7)
A morte de Jesus precisa ser aplicada a sua vida (João 3:16)

Então, se vamos fazer referência à páscoa dos Judeus, precisamos dizer como Paulo que Cristo é a nossa páscoa. Porque a morte do cordeiro de Deus é a garantia de que Ele vai me poupar, assim com a morte do cordeirinho poupou a vida dos primogênitos de Israel.

João Batista, quando viu Jesus se aproximando, disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O cordeiro tira o pecado do mundo, mas é necessário que essa morte seja aplica à sua vida. Não é algo genérico.

Como assim?

No Egito, para que seus primogênitos fossem poupados, os israelitas deveriam confiar que o sangue de um cordeirinho sem defeitos, aplicado à porta da casa, poderia salvá-los; hoje, para que você seja poupado da justa ira de Deus, você precisa confiar que o sangue de Cristo, derramado na Cruz, pode salvá-lo.

No Egito, não havia nenhuma garantia de que isso fosse funcionar, senão a palavra de Deus de que eles seriam salvos. Eles confiaram. Deus cumpriu sua palavra; hoje, é do mesmo jeito. Não garantias, senão a palavra de Deus. Se você confiar, Deus cumprirá sua palavra e o salvará e lhe dará vida. O Cordeiro de Deus já foi morto. Acontece uma transação espiritual quando você confia em Jesus, o cordeiro de Deus, como seu Senhor e Salvador.

Por isso eu gostaria de lhe dar a oportunidade de declarar publicamente sua fé em Jesus. Decida hoje confiar que a morte de Jesus, o cordeiro de Deus, é suficiente para sua salvação. Se hoje, pela primeira vez, você tomou essa decisão faça um sinal com uma de suas mãos.

Um novo memorial

Cristãos não comemoram a páscoa! Os servos de Jesus não receberam essa orientação. Mas, Jesus nos deixou outro memorial: A Ceia do Senhor.

A Páscoa era celebrada para lembrar como Deus havia poupado os primogênitos no Egito; a Ceia, para lembrar a morte e ressurreição de Cristo, a razão de havermos sido poupados.

Os elementos

Na Ceia do Senhor, os elementos são o pão e o vinho, lembranças do corpo e do sangue de Jesus. Ao comermos e bebermos, anunciamos a morte do Senhor, o nosso cordeiro pascal, até que ele venha.

Quem pode participar

A Ceia do Senhor é motivo de festa, é celebração da unidade do Corpo de Cristo, a Igreja, que foi resgatada pelo sacrifício do Cordeiro de Deus. Portanto, todos que já aceitaram a Jesus como seu salvador e estão em comunhão em sua comunidade local podem participar.

Paulo, no entanto, faz um alerta aos irmãos de Corinto dizendo que eles deveriam ter discernimento sobre a importância dessa unidade do corpo de Cristo e não deveriam participar sem estar tomados do sentimento e da atitude de unidade: somos um só corpo em Cristo Jesus.

Não faz sentido participar da Ceia do Senhor se o seu coração está tomado de ódio, inimizade, ressentimento ou rancor por causa de seus irmãos em Cristo. O que fazer, então? Nesse exato momento ore ao Senhor pedindo perdão e depois procure as pessoas implicadas.