14 Junho 2009

Porque você ama a Deus

Quais são as pessoas próximas de você a quem você tem devotado o seu amor? A quem você ama profundamente? Seu esposo ou esposa, seus filhos, sua mãe, seu pai, um amigo ou amiga de infância?

O que é que nos leva a amar alguém? Certamente essa não é uma pergunta fácil de ser respondida, mas não há como negar que o amor verdadeiro só tem a oportunidade de nascer em meio ao calor dos relacionamentos.

Só é possível amar de verdade aqueles que vivem e convivem conosco. Aqueles que experimentam a vida ao nosso lado, esses é que são passíveis de serem amados.

É possível ser cordial com qualquer pessoa, também é possível ser caridoso com alguém que não conhecemos. Somos capazes de nos compadecer por pessoas que nunca vimos, apenas porque ouvimos suas histórias. É até possível alimentar uma paixão à distância. Mas o amor precisa de convivência para nascer e se desenvolver. Não que a convivência em si seja suficiente, mas que é necessária e imprescindível.

A Bíblia diz que Deus é amor. Em Deus o amor simplesmente existe, mas fora de Deus ele precisa de motivos para existir. O amor não é um sentimento sem razão; ele precisa de terra para fixar suas raízes. Esse chão é produzido através dos relacionamentos.

Deus ama por sua própria natureza; nós precisamos de motivos para amar. Pelas Escrituras sabemos que Deus nos ama. E você? Ama a Deus? Por quê?

Davi

Para mim, um dos personagens bíblicos mais intrigantes e humanos é Davi. Caçula de uma grande família, Davi tinha tudo para se tornar mimado e cheio de vontades, mas foi acostumado ao trabalho duro de pastorear ovelhas. Isso o ajudou a desenvolver a bravura e a coragem

Davi era criativo. Inventava instrumentos musicais, escrevia poesias e compunha músicas. Quando Saul, o Rei de Israel, ficava triste, mandava chamar Davi para tocar música porque a música de Davi acalmava seu espírito.

Davi lutou contra inimigos mais poderosos do que ele. Ele enfrentou em um duelo mano-a-mano um soldado filisteu que fazia pouco caso de exército de Israel.

Davi foi perseguido injustamente e jurado de morte pelo Rei. Ele escondeu-se em cavernas, fez acordos e alianças para garantir a própria vida. Na batalhas que travou, matou muitas pessoas.

Ele tornou-se um grande general de guerra, conquistou muitas terras, venceu batalhas, teve filhos e filhas, passou por problemas na família.

Davi traiu um de seus soldados mais fiéis, para lhe tomar a esposa e foi traído por seu próprio filho, que o perseguiu e expulsou de Jerusalém depois de ter minado politicamente a liderança do Pai.

Davi viveu a vida. Deus estava com ele, isso é verdade. Mas Ele também estava com Deus. Muitos dos salmos de Davi foram escritos no meio dessa vida turbulenta e cheia de emoções: uma vida de verdade, não um laboratório de vida.

Salmos 116:1-9

Foi no meio da vida que Davi aprendeu a amar ao Senhor. Não foi pelos livros, ou pela boca de outra pessoa, mas foi vivendo a vida. O salmo 116, escrito por Davi, fala um pouco desse amor que nasce do relacionamento com Deus.

(1) AMO AO SENHOR, porque Ele sempre ouve e atende as minhas orações. (2) Ele me escuta com toda a atenção; por isso sempre pedirei a sua ajuda para minha vida.

(3) A morte me olhou de frente e quase me levou no seu laço; fiquei completamente dominado pelo medo, e o desespero e a tristeza me pegaram.

(4) Então, gritei, pedindo ajuda ao Senhor: "Ó Senhor, salva a minha vida! "

(5) Vi assim como o Senhor é bondoso e como é grande a sua justiça; o nosso Deus é cheio de misericórdia por nós.

(6) O Senhor cuida das pessoas simples e sinceras; eu estive a ponto de morrer e Ele me salvou. (7) Agora minha alma pode ficar bem tranqüila, porque o Senhor me deu grandes bênçãos.

(8) Tu, Senhor, livraste da morte, a minha alma, enxugaste as minhas lágrimas de tristeza e não deixaste os meus pés tropeçarem no laço. (9) Por isso, eu viverei bem perto do Senhor até o fim da minha vida.


Davi tinha motivos para amar o Senhor. Deus estava presente no meio da sua vida. Diante dos perigos e ameaças ele pedia a ajuda de Deus. Deus fazia parte da vida dele em tantos momentos que Davi podia até afirmar coisas sobre o jeito de Deus agir.

Quais são os motivos que você tem para amar o Senhor? Ele faz parte da sua vida real? Ou você inventou uma vida de laboratório, uma vida religiosa, para ele participar?

Ele ouve as orações

(1) AMO AO SENHOR, porque Ele sempre ouve e atende as minhas orações. (2) Ele me escuta com toda a atenção; por isso sempre pedirei a sua ajuda para minha vida. (Salmos 116:1-9)

Um dos motivos pelos quais Davi amava ao Senhor é porque ele sabia por experiência própria que podia falar e contar com a atenção de Deus.

Há quem pense que para entrarmos na presença de Deus é necessário algum tipo de protocolo especial ou alguma senha de acesso, mas a verdade é que Deus nos escuta com toda a atenção a qualquer momento de nossas vidas.

Não existe fila pra falar com Ele. Não tem uma hora certa, nem tem uma posição certa, não há condições a serem cumpridas nem tampouco um rito a ser obedecido.

Seja falando ou em pensamento, basta que você se dirija a Ele: Senhor, preciso de sua ajuda agora. Deus, estou com muito medo, acalme meu coração; Pai, eu me sinto oprimido e triste, enche meu coração de alegria.

Por experiência própria, Davi sabia que poderia contar com a ajuda de Deus para a vida.

E você, tem contado com Senhor para ajudá-lo em sua vida? O Senhor pode e quer fazer parte do seu dia-a-dia. Lembre-se que a vida com Cristo não é um coisa de final de semana, mas de caminhar juntos todos os dias, todas as horas: Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.

Ele sempre está presente

Davi experimentou esse cuidado amoroso de Deus com a sua vida em situações reais e bem diferentes.

(3) A morte me olhou de frente e quase me levou no seu laço; fiquei completamente dominado pelo medo, e o desespero e a tristeza me pegaram. (4) Então, gritei, pedindo ajuda ao Senhor: "Ó Senhor, salva a minha vida! "


Quem pratica alguma religião, cria uma vida artificial para se relacionar com Deus. Aí o cuidado amoroso de Deus invade as necessidades reais da vida real. Mas, quem decide convidar ao Senhor para andar com ele, pode experimentar o amor de Deus de maneira bem diferentes umas das outras:

Diante da morte

Há muitas situações em que a morte se apresenta diante de nós. Algumas são situações reais outras são sensações de morte que assediam nossas almas

Eu e Marina já sentimos a morte bem próxima de nós.

Davi disse que a morte o olhou de frente e quase o levou.

Mas algumas vezes somos invadidos por uma sensação de morte que não parecer ter explicação e isso atormenta a alma.

Tenho conversado com alguns dos nossos irmãos aqui do Caminho que lutam com Síndrome de Pânico: taquicardia, sudorese, ansiedade e um medo sem explicação de coisas simples como abrir uma porta ou sair na rua.

A morte não é fim da vida. A morte já foi vencida por Cristo Jesus.

52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. 53 Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. 54 Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória". 55 "Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? " 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 58 Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil. (1 Co 15:52)

Davi experimentou o amor de Deus diante da morte, e nós também podemos experimentar; se o convidarmos para participar de nossa vida real.

Diante do Medo

Davi, general de exércitos e grande guerreiro, disse que ficou completamente tomado pelo medo.

O medo faz parte da vida, mas não devemos permitir que ele assuma o controle das nossas vidas. Sofra ou não com Síndrome do Pânico, certamente você já viveu momentos de muito medo em sua vida. Quando esses momentos chegarem, faça como fez Davi

(4) Então, gritei, pedindo ajuda ao Senhor: "Ó Senhor, salva a minha vida! "

Quem vive na vida real tem medo, mas se você permitir que Cristo ande ao seu lado então você pedir: Ó Senhor, salva a minha vida.

O único antídoto eficaz contra o medo é o amor. Quando somos alcançados pelo amor, o medo não subsiste. Quando você chama Cristo para fazer parte de sua vida, o amor de Deus tem o poder de lançar fora o medo de nossas almas, à medida que vamos aprendendo a confiar nele.

16 Nós sabemos quanto Deus nos ama porque já sentimos o seu amor e porque cremos nele quando Ele nos diz que nos ama profundamente. Deus é amor, e qualquer um que vive em amor está vivendo em Deus e Deus está vivendo nele. 17 E, à medida que vivemos em Cristo, o nosso amor se torna mais perfeito e completo; e assim, nós não nos envergonharemos nem ficaremos perturbados no dia do juízo, mas poderemos apresentar-nos diante dele com confiança e alegria, porque ele nos ama e nós também O amamos. 18 Nós não precisamos ter nenhum receio de alguém que nos ama com perfeição; seu perfeito amor por nós afasta todo o temor daquilo que Ele poderia nos fazer. Se estamos com medo, é porque tememos aquilo que Ele poderia nos fazer, e isso mostra que não estamos completamente convencidos de que Ele realmente nos ama. (1Jn 4:16-18)

Davi experimentou o amor de Deus diante do medo, e nós também podemos experimentar; se o convidarmos para participar de nossa vida real.

Diante do Desespero

O desespero é falta de esperança. Davi o grande guerreiro, disse que passou por momentos em que já não via esperança para a sua vida.

Talvez você esteja passando por algo assim: uma terrível vontade de desistir de tudo, porque já não vê esperança para os problemas e aflições de sua vida.

Se Davi se sentiu desesperado, qualquer um de nós pode sentir-se assim também. Quem vive na vida real às vezes fica desesperado, mas se você permitir que Cristo ande ao seu lado então você fazer como Davi e pedir: Ó Senhor, salva a minha vida.

Eu preciso lembrá-lo de algo importante. Nada neste mundo será capaz de encher seu peito de esperança para esta vida e para a vida vindoura, senão Jesus Cristo, nosso salvado e nosso Senhor.

1Ti 1:1 DE: PAULO, missionário de Jesus Cristo, enviado por Deus, nosso Salvador, e por Jesus Cristo, nosso Senhor, nossa única esperança.

Davi experimentou o amor de Deus diante do desespero, e nós também podemos experimentar; se o convidarmos para participar de nossa vida real.

Diante da Tristeza

A tristeza quase sempre é resultado da frustração. Esperamos que a vida aconteça de determinada maneira e quando nossos desejos são frustrado, ficamos tristes.

Davi disse que a tristeza o pegou. É como se fosse uma armadilha. Esperamos que as coisas da vida aconteçam certinhas: o trabalho, a escola, a faculdade, o salário, o sogra, o negócio, o filho, a namorada... mas não temos controle sobre a vida. Então a tristeza nos pega.

Como podemos fugir da armadilha da tristeza? Davi dá a dica:

(4) Então, gritei, pedindo ajuda ao Senhor: "Ó Senhor, salva a minha vida! "

Quem vive na vida real, passa por tristezas. Não existe isso de que crente não se entristece. O que é verdadeiro é que podemos contar com o Senhor quando a tristeza se abater sobre nós. Podemos gritar e pedir a ajuda do Senhor.

Psa 43:4 Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.

Reconheça sua tristeza, identifique as frustrações do seu coração e volte ao altar de Deus para colocar tudo diante dele. Chore o que você precisa chorar, lamente os lamentos do seu coração e faça do Senhor sua grande alegria.

Confie que a vontade dele e os planos dele para você são o que de melhor lhe pode acontecer e entregue a Ele suas frustrações.

Davi experimentou o amor de Deus diante da tristeza, e nós também podemos experimentar; se o convidarmos para participar de nossa vida real.

Conclusão

Davi encontrou motivos para amar a Deus, porque o Senhor fazia parte da vida Dele.

Ele experimentou o amor de Deus diante da morte, do medo, do desespero e da tristeza. Ao sentir-se amado por Deus, ele declarou o seu amor pelo Senhor. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.

Ao se relacionar com Deus na vida Real, Davi, o músico, o compositor, o criador de instrumentos, o conquistador de cidades, o general de exércitos, o pai, esposo e filho, encontrou motivos para amar o Senhor.

E você? Tem motivos para amar o Senhor?

31 Maio 2009

A Graça de Contribuir - Sete Princípios

Quero concluir essa série de pregações refletindo sobre sete princípios que não podem ser esquecido quando o assunto é contribuição. Dois deles nós já vimos nas pregações anteriores

A. Contribuir é um privilégio

Não é obrigação, não é peso, não é sacrifício... É privilégio. Imagine fazer parte daquilo que Deus está realizando neste mundo! Imagine ser um instrumento usado por Deus para a restauração da humanidade. Imagine sentar-se à mesa e ouvir do Senhor: servo bom e fiel, venha alegrar-se comigo. Isso tudo é um grande privilégio.

B. Primeiro a entrega de si depois a contribuição

O segundo diz respeito ao princípio pelo qual nenhuma doação, nenhuma oferta, nenhuma contribuição pode prescindir da entrega da sua própria vida a Deus. Paulo reconheceu que os irmãos da Macedônia primeiro haviam entregado a si mesmos a Deus para depois ofertar qualquer outra coisa.

Se você ainda não entregou a si mesmo aos cuidados de Deus, não tem como experimentar a alegria e o privilégio de contribuir com alegria.

Se você ainda não rendeu o controle da sua vida a Jesus, ofertar dinheiro e bens pode parecer algo muito estranho e sem cabimento.

Se você ainda anda por esta vida tentando controlar as circunstância do seu viver e manter o mundo em ordem, é possível que muita coisa do que eu disse hoje não faça sentido pra você.

Então, eu quer lhe fazer um convite: entregue o controle de sua vida a Cristo, receba-o como seu Senhor e Salvador e experimente a nova vida que Ele tem preparado para você.

Quando você não tiver mais nada que você considere propriamente seu, quando sua própria vida já não lhe pertencer, quando você não tiver mais nada a que se apegar... Então você receberá do Senhor uma nova vida. Vida abundante de alegria.

Aí certamente você compreenderá melhor esta loucura santa que é contribuir.

Leitura do Texto

(12) Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem. (13) Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. (14) No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, (15) como está escrito: "Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco". 2 Co 8:12-15

Alguns princípios estão presentes nesses versículos e vamos encerrar nossa reflexão hoje à noite pensando sobre eles

C. A contribuição deve ser proporcional ao que possuímos

Um dos grandes enganos a respeito de contribuição é achar que Deus está preocupado em comparar o valor que cada pessoa oferta e vem quem dá mais. A medida da contribuição de uma pessoa é aquilo que ela possui. Cada um deve contribuir de acordo com o que pode doar.

O Dízimo instituído por Deus no Antigo Testamento é uma demonstração desse princípio.

Lev 27:30 "Os dízimos dos produtos da terra são do Senhor. É a décima parte dos produtos das lavouras e das frutas. Essa parte é santa ao Senhor... "Também de todos os animais criados pelo homem - gado, rebanhos, animais domésticos - o dízimo pertence ao Senhor. De cada dez animais, um é do Senhor. Lev 27:30,32 (BV)

22 Dêem o dízimo de todas as colheitas, todos os anos. ... A finalidade dos dízimos é ensinar vocês a temerem sempre o Senhor, dando sempre a Deus o primeiro lugar nas suas vidas. Deut 14:22,23b (BV)

Aquele que tinha dez animais entregava um com dízimo, aquele que tinha cem animais, entregava dez como dízimo. Hoje, o princípio é o mesmo. A contribuição deve ser proporcional à prosperidade de cada um. Cada um deve ofertar de acordo a aquilo que o Senhor lhe permitiu ter.

E hoje, como devemos fazer? É dez por cento? É dez por cento de que, já que os dízimos eram sobre os produtos agropecuários? É do bruto, é do líquido? E se eu sou comerciante?

O dízimo é um instituto da antiga aliança de Deus com o povo Hebreu, mas não deixa de ser uma referência importante. Entregavam 10% da produção. Isso parece apontar para uma contribuição de 10% sobre o todo de nossas remunerações.

Pessoalmente é isso que eu e minha família fazemos. Enquanto os meninos eram pequenos, o dízimo do meu salário era o dízimo da família. Quando eles cresceram um pouco, passaram a receber mesada e foram ensinados sobre a importância da contribuição.

Hoje, eu Marina, Lídia e Levi temos nossas responsabilidades individuais quanto a este assunto. Cada um tem o seu salário ou renda e decide diante de Deus como vai tratar essa questão.

Todas essas coisas têm uma importância prática, mas o mais importante agora é compreendermos que existe um princípio de igualdade quando a contribuição é proporcional àquilo que cada um possui.

D. Ninguém deve ser sobrecarregado nas contribuições

Esse é um princípio precioso que depende do compromisso de todos. Se cada um de nós fizer sua parte, ninguém será sobrecarregado.

No entanto é muito comum que na vida da igreja algumas pessoas se escorrem em outras. O sujeito olha para o irmão do lado e pensa consigo mesmo: o sujeito tem grana ele ta bem de vida, bem empregado, boas roupas, tem seu carro... Ele é que tem as costas largas... E aí simplesmente não contribui.

Por outro lado há aqueles que têm tantas coisas para comprar, tantos projetos para realizar em casa, viagens para fazer, festas para realizar que não sobra nada para ele contribuir.

Tanto um quanto o outro estão sobrecarregando os demais irmãos que contribuem e acabam assumindo a parte da responsabilidade que era sua.

Toda vez que você ouvir contribuição lembre-se que o assunto é entre você e seu Deus. Converse com Ele. Coloque diante dele seus sentimentos de injustiça, sua incapacidade de confiar, seu orgulho, seu medo e tudo mais que tira de você o privilégio de contribuir.

E. A contribuição deve suprir os necessitados

Nós temos CNPJ, mas não somos uma empresa.
Nós temos objetivos, mas não somos um negócio.
Há funções diferentes, mas não somos uma estrutura hierárquica.

• Se fôssemos uma empresa, nossas ofertas seriam utilizadas exclusivamente para fazer funcionar a empresa;

• Se fôssemos um negócio, nossas ofertas seriam investimentos em busca de lucro.

• Se fôssemos uma hierarquia, nossas ofertas serviriam para manter nosso poder e posição na estrutura.

O que somos então? Somos uma família com um único Pai e muitos irmãos. E por isso, nossas ofertas e contribuições também devem ser usadas para suprir as necessidades dessa família.

O princípio aqui é simples, mas pode passar despercebido.

(15) como está escrito: "Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco". 2 Co 8:15

A referência neste texto é ao episódio do Maná no deserto. O povo se lembrava da comida que tinha no Egito e reclamava a Moisés, quando Deus disse que enviaria alimento todos os dias. No dia seguinte à promessa feita, logo cedo, o chão estava coberto com uma camada daquilo que os Hebreus perguntaram: o que é isso? Maná?

Cada um tinha direito a porção suficiente para sua subsistência naquele dia. Eles colhiam o maná logo cedo, então, ao acordar, todos corriam para colher. Uns pegavam muito e outros pegavam pouco, conforme a possibilidade de cada um.

No entanto, o relato bíblico afirma que depois de colher todo o maná, eles juntavam tudo e dividiam para cada um conforme a medida que Deus lhes havia orientado, de maneira que não sobrava para os que haviam colhido muito, nem faltava para os que haviam colhido pouco.Como acontece em uma família, aquilo que era além das necessidades de cada um era destinado a suprir os outros até que todos tivessem o necessário para sobreviver.

Aquilo que Deus lhe deu a mais do que você precisa não deveria ser desperdiçado em despesas desnecessárias. Ao invés de ser jogado no ralo dos juros de cartão de crédito e do cheque especial, deveria ser usado para abençoar outros membros da família que não possuem ou estão passando por alguma necessidade momentânea.

Visita de Franklin e Rejania

F. Contribuições devem ser administradas com transparência, por mais uma pessoa, todos de inteira confiança da congregação.

16 Sou grato a Deus por ele ter dado a Tito o mesmo interesse profundo por vocês que eu tenho. 17 É com prazer que ele está seguindo minha sugestão de visitá-los de novo - e eu acho que ele teria ido de qualquer maneira, porque está muito ansioso para vê-los! 18 Com ele estou enviando um outro irmão bem conhecido, e que é muito elogiado em todas as igrejas como pregador da Boa Nova. 19 De fato, este homem foi eleito pelas igrejas, para viajar em minha companhia, a fim de levar a oferta a Jerusalém. Isto glorificará ao Senhor e mostrará nossa ansiedade em ajudar-nos mutuamente. 20 Viajando juntos, nós nos guardaremos de qualquer suspeita, pois estamos preocupados com que ninguém encontre falta alguma no modo pelo qual estamos lidando com esta enorme oferta. 21 Deus sabe que somos honestos, mas eu quero que todos o saibam também. Foi por isso que fizemos tal arranjo. 22 E estou enviando ainda um outro irmão, que nós sabemos, por experiência que é um cristão fervoroso. Ele está particularmente interessado, enquanto aguarda esta viagem, porque eu lhe disse tudo a respeito da ansiedade de vocês em ajudar. 23 Se alguém perguntar quem é Tito, digam: ele é meu companheiro e meu auxiliar na ajuda que lhes dou, e podem também dizer que os outros dois irmãos representam as assembléias cristãs daqui, e são admiráveis exemplos daqueles que pertencem ao Senhor. (2 Co 8:16-23)

Onde se mexe com dinheiro há sempre ondas de desconfiança que vem e vão. Será que o sujeito não está colocando esse dinheiro no bolso dele? Será que o dinheiro está sendo para aquilo que foi arrecadado? E esse pastor aí, será que ele é honesto com o dinheiro?

Há um ditado que diz: a ocasião faz o ladrão. O apóstolo Paulo nos orienta em outra de suas cartas a evitar toda a aparência do mal: e é isso o que ele faz em relação às ofertas dos irmãos de Corinto; envia três pessoas com credenciais e reconhecimento da igreja local para que fique qualquer sombra de dúvida.

Nesta igreja, os recursos arrecadados são administrados pelos irmãos Oséas e Jhon, que inclusive são os tesoureiros da igreja diante, como pedem nossas leis civis. A igreja tem uma conta-corrente junto a um banco e todas as ofertas arrecadadas são depositadas nessa conta corrente.

Todas as despesas que são necessárias ao funcionamento da igreja são pagas mediante recibo e nota fiscal e trimestralmente, em uma assembléia geral, são apresentados relatórios que demonstram como os recursos foram aplicados.

Essas informações são tratadas com todo o sigilo que merecem. Eu mesmo solicitei aos irmãos da tesouraria que nenhum relatório em que constem os nomes daqueles que contribuem me seja apresentado. Então, nem eu mesmo sei quem contribui ou com quanto contribui. Eu fiz isso para que minha consciência esteja livre para pregar e ensinar aquilo que o Espírito de Deus me chamar a fazer sem que nada me constranja.

O irmão Oséas tem trabalhado arduamente para, além de registrar o que acontece, hoje recuperar toda a movimentação financeira de nossa igreja, desde a sua fundação.

A cada segunda-feira eu tenho me reunido com o nosso tesoureiro, irmão Oséas, e o Gustavo, que tem liderado várias iniciativas na área administrativa da igreja. Naquela reunião são traçadas diretrizes para a boa aplicação dos recursos arrecadados (em nossa última conversa falamos sobre a necessidade de um orçamento mensal e de prazos para que cada ministério solicite os recursos necessários para suas atividades.

G. Contribuição deve ser precedida de planejamento, o que nos permitirá ofertar voluntariamente.

1 ENTENDO QUE, na realidade, nem lhes preciso falar acerca do auxilio ao povo de Deus. 2 Pois eu sei como vocês estão ansiosos para fazê-lo e eu me gabei aos amigos da Macedônia de que vocês há um ano estavam prontos a enviar uma oferta. De fato, foi esse entusiasmo de vocês que impulsionaram muitos deles a começarem a ajudar. 3 Entretanto, estou enviando estes homens só para ter certeza de que vocês estão realmente prontos, como eu disse a eles que estariam, com seu dinheiro já todo coletado: não desejo que desta vez pareça que eu estava errado, ao gabar-me de vocês. 4 Eu ficaria grandemente envergonhado – e vocês também se alguns destes macedônios fossem comigo ai e tudo o que encontrassem era que vocês ainda não estão prontos, mesmo depois de tudo o que lhes contei! 5 Portanto, pedi a esses outros irmãos que chegassem ai na minha frente, a fim de cuidar que já esteja em mãos e à nossa espera a contribuição que vocês prometeram. Eu quero que ela seja verdadeiramente uma oferta, e não que pareça que foi dada á força. (2 Co 9:1-5)

Muitas pessoas dizem que não contribuem, por que não tem como fazê-lo. O orçamento está sempre apertado, o salário termina e o mês continua, contas que não são pagas... multas e juros passam a ser um constante. Ninguém está livre de passar por situações assim, mas ninguém deveria viver a vida toda assim. Você precisa colocar a casa em ordem.

Os irmãos da macedônia contribuíram em meio à pobreza, mas pobreza não é sinônimo de dívida e desorganização financeira. Pouco recurso para viver não é justificativa para chutar se atolar em dívidas; ao contrário, quanto mais escassos são os recursos, maior a necessidade de planejar e controlar bem o que temos para viver.

Paulo lembrou aos irmãos de Corinto que fazia um ano que eles haviam prometido aquela oferta. Era de se esperar que eles houvessem se planejado para que tudo estivesse pronto. O dinheiro já deveria ter sido separado e arrecadado, pois ninguém estava sendo pego de surpresa.

Eu fico impressionado como a cada domingo parece que alguns de nós somos pegos de surpresa: Olha só rapaz, me esqueci de levar uns trocados para a oferta! É que a gente saiu meio apressado... o jogo na TV ainda estava terminando... e aí eu esqueci. Puxa, esqueci minha carteira... Rapaz, o talão de cheques ficou no carro...

Enquanto contribuição for algo que você se lembra ou se esquece apenas na ora de sair para o culto, certamente é um sinal de que você ainda não tem se preparado para ofertar.

Veja só o que acontece: quando você se prepara para contribuir, sua oferta é entregue com alegria e espírito voluntário; mas quando a contribuição não faz parte da sua vida durante a semana, o sentimento que o invadirá ao ofertar é como se alguém o estivesse forçando a fazer aquilo.

Conclusão

• Contribuir é um privilégio;
• Primeiro a entrega de si depois a contribuição;
• A contribuição deve ser proporcional ao que possuímos;
• Ninguém deve ser sobrecarregado nas contribuições;
• A contribuição deve suprir os necessitados;
• Contribuições devem ser administradas com transparência;
• Contribuição deve ser precedida de planejamento, o que nos permitirá ofertar voluntariamente.

Tenha coragem de olhar para o seu orçamento familiar. Não importa quão amedrontador ele pareça. Você precisa colocar os números em cima da mesa e enfrentar essa situação. Porque se você não decidir os seus credores decidirão por você e normalmente ele cobram bem caro por essa “assessoria”.

Sente-se com sua família e planeje como e quanto será sua contribuição para o avanço do Reino de Deus. Faça não porque eu estou dizendo para você fazer, mas porque você deseja expressar sua gratidão e confiança na provisão dele.

Separe algo do que você ganha para doar a quem precisa mais do que você. Seu coração fica doído com o sofrimento das crianças famintas, das famílias desabrigadas ou do garoto esfarrapado no sinal? Seja prático: separe algum dinheiro do seu orçamento para doar.

Não sabe como fazer? Peça ajuda. Há bons livros nessa área. Procure os conselhos de alguém em que você confia e que tem alcançado vitórias nesta área. Não fique só.

O Senhor deseja derramar chuvas de bênção sobre cada família desta igreja. Mas nós precisamos arar os campos, preparar o terreno e jogar nossas sementes, ainda que sejam poucas, para que Ele dê o crescimento e multiplique tudo para a Glória do Seu nome.

30 Maio 2009

Seminário Batista - Matrículas Abertas 2009.2